{"id":8434,"date":"2006-11-29T16:59:00","date_gmt":"2006-11-29T16:59:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=8434"},"modified":"2006-11-29T16:59:00","modified_gmt":"2006-11-29T16:59:00","slug":"o-bispo-na-igreja","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/o-bispo-na-igreja\/","title":{"rendered":"O Bispo na Igreja"},"content":{"rendered":"<p>Revisitar o Magist\u00e9rio <!--more--> 1 &#8211; O Mist\u00e9rio do Bispo<\/p>\n<p>\ta &#8211; Dom oferecido \u00e0 Igreja, o Bispo \u00e9, antes de mais, um baptizado. Mas, como Jesus escolheu doze de entre os muitos disc\u00edpulos que O seguiam, o Bispo, \u201ccrist\u00e3o com os crist\u00e3os\u201d, \u00e9 \u201cBispo para os crist\u00e3os\u201d. <\/p>\n<p>Ao Bispo cabe a responsabilidade primeira de comunicar o amor de Cristo pelo exerc\u00edcio da tr\u00edplice miss\u00e3o: anunciar a Boa Nova a todas as na\u00e7\u00f5es; santificar os que acolhem a salva\u00e7\u00e3o, pelos sacramentos; conduzir o Povo de Deus, pelas estruturas de servi\u00e7o.<\/p>\n<p>\ta &#8211; A efus\u00e3o do Esp\u00edrito sobre os Ap\u00f3stolos \u00e9 comunicada aos seus sucessores pela imposi\u00e7\u00e3o das m\u00e3os (Cf. 1Tm.4,14; 2Tm.1,6-7). Pela ordena\u00e7\u00e3o episcopal, plenitude do sacramento da ordem, participa\u00e7\u00e3o ontol\u00f3gica na vida e miss\u00e3o de Jesus Cristo, chega at\u00e9 n\u00f3s o minist\u00e9rio do pr\u00f3prio Cristo.<\/p>\n<p>\tc &#8211; A vida de Jesus Cristo \u00e9 trinit\u00e1ria. Ele \u00e9 o Filho unig\u00e9nito do Pai, o ungido do Esp\u00edrito Santo, enviado ao Mundo. Com o Pai, envia \u00e0 Igreja o Esp\u00edrito.<\/p>\n<p>O Bispo \u00e9 \u00edcone do desvelo do Pai por todo o povo santo. Como Cristo \u00e9 \u00edcone original da solicitude do Pai, o Bispo ser\u00e1, na Igreja que lhe \u00e9 confiada, sinal vivo do Senhor Jesus. Pela un\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito, est\u00e1 habilitado a ser o \u00e2nimo da Igreja.<\/p>\n<p>2 &#8211; O minist\u00e9rio do Bispo<\/p>\n<p>\ta &#8211; Mestre e arauto da Palavra  &#8211; O dever de anunciar o Evangelho pertence a toda a Igreja e a cada um dos baptizados. Todavia, ao Bispo cabe, pela Ordena\u00e7\u00e3o Epis-copal, este m\u00fanus de pregar, \u201ccom a fortaleza do Esp\u00edrito Santo\u201d. Mais: conduzir as pessoas \u00e0 f\u00e9 ou nela as fortalecer \u00e9 uma manifesta\u00e7\u00e3o exemplar da sua paternidade.<\/p>\n<p>A Palavra envolve e guarda o minist\u00e9rio do Bispo. Impondo-lhe sobre a cabe\u00e7a o Evangeli\u00e1rio no ritual da ordena\u00e7\u00e3o, quer-se significar que ele deve ser ouvinte atento e sedento dessa Palavra, para a guardar fielmente e a ensinar corajosamente, com a tarefa autorizada de a discernir, no caminho da verdade.<\/p>\n<p>\u201cUma f\u00e9 que n\u00e3o se torna cultura \u00e9 uma f\u00e9 n\u00e3o plenamente acolhida, nem integralmente pensada, nem fielmente vivida\u201d. Por isso o Bispo, considerando os valores culturais da comunidade onde vive a Igreja que pastoreia, h\u00e1-de p\u00f4r todo o seu empenho no an\u00fancio integral do Evangelho dirigido ao cerne dessas realidades culturais, para plasmar o cora\u00e7\u00e3o e os costumes do seu povo. <\/p>\n<p>Seja o Bispo sempre consciente de que o nosso mundo s\u00f3 acolher\u00e1 os mestres que sejam coerentes, isto \u00e9, que alicercem o seu an\u00fancio na proclama\u00e7\u00e3o silenciosa do seu exemplo.<\/p>\n<p>\tb &#8211; Ministro da Gra\u00e7a &#8211; A santifica\u00e7\u00e3o do crist\u00e3o realiza-se na regenera\u00e7\u00e3o baptismal, \u00e9 corroborada pelos sacramentos da Confirma\u00e7\u00e3o e Reconcilia\u00e7\u00e3o e alimentada pela Eucaristia, o bem mais precioso dado \u00e0 Igreja. <\/p>\n<p>O ministro desta santifica\u00e7\u00e3o \u00e9 o Bispo, especialmente pela presid\u00eancia das celebra\u00e7\u00f5es peculiares do seu minist\u00e9rio episcopal, media\u00e7\u00e3o da gra\u00e7a divina, que \u201cpermeia toda a vida dos filhos de Deus, ao longo da sua caminhada terrena\u201d. As celebra\u00e7\u00f5es lit\u00fargicas h\u00e3o-de ser verdadeira epifania do mist\u00e9rio, especialmente na igreja catedral, a Igreja-m\u00e3e, centro espiritual concreto de unidade e comunh\u00e3o do presbit\u00e9rio e de todo o Povo. A\u00ed, o Bispo se apresenta \u00e0 assembleia dos fi\u00e9is como aquele que preside no lugar de Deus Pai e se vive, de modo sens\u00edvel, a comunh\u00e3o da mesma Eucaristia, da mesma ora\u00e7\u00e3o, ao redor do \u00fanico altar, com a participa\u00e7\u00e3o da diversidade.<\/p>\n<p>\u201cO minist\u00e9rio de santifica\u00e7\u00e3o do Bispo tem por objectivo a santidade de todo o Povo de Deus, que \u00e9 dom da gra\u00e7a divina e manifesta\u00e7\u00e3o do primado de Deus na vida da Igreja\u201d. A santidade constitui, hoje, a credibilidade do cristianismo, quer por aqueles que s\u00e3o apresentados como norma dessa mesma santidade, quer por aqueles que, veladamente, fecundaram e fecundam a hist\u00f3ria dos homens. Aos Bispos se encoraja que procurem identificar e p\u00f4r em evid\u00eancia os sinais de santidade dos nossos tempos &#8211; que ser\u00e3o sinais de esperan\u00e7a para todos e encorajamento para a caminhada do Povo de Deus.   <\/p>\n<p>c &#8211; Pastor sol\u00edcito &#8211; Governar a fam\u00edlia de Deus e assumir o cuidado habitual e quotidiano do rebanho do Senhor Jesus \u00e9 estar no meio do povo como pai e pastor, como \u201cquem serve\u201d, tendo sempre presente a imagem do Bom Pastor. \u00c9 faz\u00ea-lo crescer, por meio do Evangelho e da Eucaristia, como realidade de comunh\u00e3o no Esp\u00edrito Santo. Tamb\u00e9m a sua autoridade e o seu poder sagrado est\u00e3o ao servi\u00e7o deste crescimento.<\/p>\n<p>Uma autoridade que brote do testemunho, de credibilidade moral, de estilo de vida apost\u00f3lico &#8211; uma forma de vida oblativa, terna, misericordiosa, de solicitude constante, uma vida humilde, com predilec\u00e7\u00e3o pelos mais d\u00e9beis. O \u00edcone desta autoridade \u00e9 o lava-p\u00e9s &#8211; o episcopado \u00e9 uma honra quando \u00e9 um servi\u00e7o. <\/p>\n<p>A comunh\u00e3o eclesial reclama do Bispo um estilo pastoral cada vez mais aberto \u00e0 colabora\u00e7\u00e3o de todos, o seu apoio nos \u00f3rg\u00e3os de consulta diversificados, no discernimento dos carismas e no cometimento de fun\u00e7\u00f5es e minist\u00e9rios&#8230; <\/p>\n<p>O Bispo \u00e9 o respons\u00e1vel pela realiza\u00e7\u00e3o da unidade na diversidade, o art\u00edfice da comunh\u00e3o org\u00e2nica, favorecendo a sinergia entre os diversos agentes, de modo que seja poss\u00edvel percorrerem juntos o caminho comum da f\u00e9 e da miss\u00e3o, sabendo que o agente \u00faltimo desta comunh\u00e3o org\u00e2nica \u00e9 o Esp\u00edrito, quer pela media\u00e7\u00e3o da responsabilidade pessoal do Bispo, quer pela participa\u00e7\u00e3o de todos os fi\u00e9is. A constru\u00e7\u00e3o da comunh\u00e3o org\u00e2nica gera, ela pr\u00f3pria, uma espiritualidade de comunh\u00e3o.<\/p>\n<p>O ser para os outros n\u00e3o desenra\u00edza o Bispo de ser com os outros fi\u00e9is. O que n\u00e3o invalida, entretanto, um inequ\u00edvoco direito-dever de governo. \u201cFar\u00e1 todo o poss\u00edvel por ter o consenso dos seus fi\u00e9is, mas, em \u00faltima an\u00e1lise, h\u00e1-de saber assumir-se a responsabilidade das decis\u00f5es que resultarem necess\u00e1rias \u00e0 sua consci\u00eancia de pastor\u201d&#8230;<\/p>\n<p>O Bispo plasmar\u00e1 a Igreja que serve, por um cuidado, uma rela\u00e7\u00e3o, uma proximidade e apoio: ao presbit\u00e9rio, corpo que com ele vive uma especial rela\u00e7\u00e3o sacramental e \u00e9, especialmente pelos p\u00e1rocos, o grupo de colaboradores mais \u00edntimos; ao corpo diaconal, dom de Deus para participar no an\u00fancio do Evangelho e no servi\u00e7o da caridade; \u00e0s pessoas de vida consagrada, cuja voca\u00e7\u00e3o e miss\u00e3o pertence, est\u00e1vel e firmemente \u00e0 vida e santidade da Igreja; aos leigos, no seu direito e dever de apostolado, especificamente secular; \u00e0 fam\u00edlia, a promover e defender como c\u00e9lula fundamental da sociedade e verdadeira Igreja dom\u00e9stica; aos jovens, \u00e2nimo do presente e garantia do futuro da Igreja, especificamente no zelo pela pastoral juvenil e vocacional. <\/p>\n<p>Querubim Silva<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Revisitar o Magist\u00e9rio<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[59],"tags":[],"class_list":["post-8434","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-formacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8434","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8434"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8434\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8434"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8434"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8434"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}