{"id":8445,"date":"2006-11-29T17:20:00","date_gmt":"2006-11-29T17:20:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=8445"},"modified":"2006-11-29T17:20:00","modified_gmt":"2006-11-29T17:20:00","slug":"palavras-de-d-antonio-marcelino","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/palavras-de-d-antonio-marcelino\/","title":{"rendered":"Palavras de D. Ant\u00f3nio Marcelino"},"content":{"rendered":"<p>D. Ant\u00f3nio Marcelino escreveu e escreve abundantemente, sempre partindo da vida e para a vida, exprimindo opini\u00f5es pr\u00f3prias ou no cumprimento da sua miss\u00e3o de bispo. Escolher alguns excertos de especial significado revela-se tarefa imposs\u00edvel. S\u00e3o demasiados os que poderiam aqui ser citados, como o leitor compreender\u00e1 pela leitura da coluna semanal da \u00faltima p\u00e1gina deste jornal ou dos textos recolhidos nos tr\u00eas volumes de \u201cA vida tamb\u00e9m se l\u00ea\u201d. Optou-se, por isso, por seleccionar algumas passagens da \u201cSauda\u00e7\u00e3o Pastoral \u00e0 Diocese de Aveiro\u201d, no dia 7 de Fevereiro de 1988. S\u00e3o textos que nortearam a ac\u00e7\u00e3o de D. Ant\u00f3nio Marcelino e que se revelam, volvidas quase duas d\u00e9cadas, plenos de actualidade.<\/p>\n<p>Lema episcopal<\/p>\n<p>Desejei tamb\u00e9m acrescentar ao meu lema episcopal \u201cFazer a verdade na caridade\u201d (Ef 4,15), outra palavra de S. Paulo que muito me estimula e exprime os meus sentimentos: \u201cDarei o que \u00e9 meu e me darei a mim mesmo pela vossa salva\u00e7\u00e3o\u201d (II Cor 12,15).<\/p>\n<p>A gente de Aveiro<\/p>\n<p>Aveiro, a sua gente e toda a sua regi\u00e3o, t\u00e3o ricas de valores humanos, hist\u00f3ricos e culturais, cidade e regi\u00e3o sobejamente conhecidas pela sua abertura \u00e0 liberdade e \u00e0 toler\u00e2ncia, bem como pelo respeito ao pluralismo sob todas as suas express\u00f5es, est\u00e3o actualmente perante um desafio de car\u00e1cter global, de cujo \u00eaxito depende, em grande parte, o seu futuro, n\u00e3o apenas no campo econ\u00f3mico e social, com o qual alguns parecem apenas preocupar-se, mas tamb\u00e9m no campo cultural, moral e religioso.<\/p>\n<p>Sociedade em mudan\u00e7a<\/p>\n<p>De facto, uma sociedade em mudan\u00e7a exige uma pastoral mission\u00e1ria, din\u00e2mica e inovadora. E esta n\u00e3o se faz sem um esfor\u00e7o s\u00e9rio e cont\u00ednuo de renova\u00e7\u00e3o pessoal e comunit\u00e1ria. S\u00f3 assim se poder\u00e1 inculturar a f\u00e9 numa comunidade humana concreta com o total respeito pela mesma.<\/p>\n<p>Igreja ouvida, desejada <\/p>\n<p>e respeitada<\/p>\n<p>\u00c9 neste sentido que a Igreja entre n\u00f3s ter\u00e1 de caminhar, para que possa ser uma voz ouvida, desejada e respeitada no mundo da cultura, do trabalho empresarial, da pol\u00edtica, da gente do campo, da ria e do mar, dos servi\u00e7os, das profiss\u00f5es liberais, das inova\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas, da sa\u00fade e da seguran\u00e7a social, dos tempos livres, dos meios de comunica\u00e7\u00e3o social e, sobretudo, das escolas, precisamente pelo investimento que socialmente significam as gera\u00e7\u00f5es novas que as frequentam.<\/p>\n<p>A miss\u00e3o \u00e9 voca\u00e7\u00e3o de todos<\/p>\n<p>S\u00f3 esta coragem da miss\u00e3o ser\u00e1 capaz de destruir as rotinas, respeitando as pessoas nas suas capacidades e ritmos, sem complexos em rela\u00e7\u00e3o ao passado, nem ang\u00fastias e triunfalismos em rela\u00e7\u00e3o ao futuro.<\/p>\n<p>A coragem da miss\u00e3o por for\u00e7a da f\u00e9 n\u00e3o \u00e9, na Igreja, monop\u00f3lio de ningu\u00e9m, nem privil\u00e9gio de pessoas ou de grupos. \u00c9 antes apelo e voca\u00e7\u00e3o de todos, sem excep\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>Trabalhar com todos<\/p>\n<p>Queremos e devemos trabalhar com todos os homens de boa vontade e de cora\u00e7\u00e3o sincero, aos quais damos as m\u00e3os a bem da comunidade aveirense, empenhado-nos em comum para que o progresso tenha rosto humano e n\u00e3o lhe falte nunca a alma dos valores morais perenes, e daqueles que sempre informaram a regi\u00e3o de Aveiro e todas as suas gentes.<\/p>\n<p>Aos jovens<\/p>\n<p>Aprendei Jesus Cristo, na sua Pessoa e Mensagem, e n\u00e3o vos deixeis fascinar pela bagatela e pela mediocridade. Tomai a s\u00e9rio a vossa vida e dai-lhe, na honradez humana e na f\u00e9 consciente, a garantia de um s\u00f3lido alicerce futuro. O vosso bispo, que \u00e9 tamb\u00e9m um vosso amigo, precisa de v\u00f3s, pela necessidade que tem a sociedade e a Igreja de fam\u00edlias felizes, est\u00e1veis e generosas.<\/p>\n<p>Cora\u00e7\u00e3o como o de Cristo<\/p>\n<p>Para mim e para todos os meus colaboradores, continuarei a pedir todos os dias ao Pai que, pela ac\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito, me d\u00ea e nos d\u00ea um cora\u00e7\u00e3o sens\u00edvel como o de Cristo, capaz de amar a todos, de servir a todos, de sofrer por todos.<\/p>\n<p>\u201cTu sabes tudo, Senhor,<\/p>\n<p> bem sabes que Te amo\u201d<\/p>\n<p>N\u00e3o quero nem posso querer outro programa de vida ao vosso servi\u00e7o, irm\u00e3os.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, se na minha fraqueza e debilidade nem sempre Deus for louvado como merece, e nem sempre v\u00f3s fordes servidos como \u00e9 meu dever, pedi comigo ao Senhor e por mim, para que, ao menos como Pedro, possa passar no exame do amor a Cristo e com um cora\u00e7\u00e3o humilde e confiante, olhos nos olhos, diga a verdade ao Senhor: \u201cTu sabes tudo, Senhor, bem sabes que Te amo\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>D. 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