{"id":8469,"date":"2006-12-06T15:10:00","date_gmt":"2006-12-06T15:10:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=8469"},"modified":"2006-12-06T15:10:00","modified_gmt":"2006-12-06T15:10:00","slug":"menos-centralismo-iluminado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/menos-centralismo-iluminado\/","title":{"rendered":"Menos centralismo iluminado"},"content":{"rendered":"<p>O Coordenador do Debate Nacional sobre a Educa\u00e7\u00e3o, Professor Joaquim Azevedo, n\u00e3o se ficou por meias palavras. Apontou o dedo \u00e0s feridas que impedem o sucesso de uma reforma do sistema educativo, que frustraram as inten\u00e7\u00f5es e objectivos de dezenas de anos de esfor\u00e7os de muita gente. O prometido \u00eaxito de uma educa\u00e7\u00e3o massificada e inclusiva est\u00e1 longe de dar sinais de vida.<\/p>\n<p>\u201cPortugal n\u00e3o pode continuar a ter pol\u00edticas t\u00e3o centralistas e \u00abiluminadas\u00bb, se quiser mudar, para melhor, o sistema de ensino\u201d. Essa \u00e9 uma conclus\u00e3o proclamada insistentemente, por vozes as mais diversas, gritadas ao vento que passa, sem que tenham vontade de as ouvir os que poderiam inverter este rumo: governantes e comunidades educativas, porque a algumas tamb\u00e9m n\u00e3o conv\u00e9m que seja de outra forma.<\/p>\n<p>Muitos t\u00eam investido em inova\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica e de gest\u00e3o, em desenhos curriculares de mat\u00e9rias e valores. Mas s\u00e3o sempre tolhidos pelos \u00abiluminados\u00bb do poder, que se julgam os \u00fanicos int\u00e9rpretes das aspira\u00e7\u00f5es e necessidades da sociedade civil.<\/p>\n<p>\u201cDeve haver menos leis e mais autonomia e responsabiliza\u00e7\u00e3o das escolas\u201d. A luz chegou a parecer brilhar ao fundo do t\u00fanel, quando da publica\u00e7\u00e3o do decreto-lei 115-A\/99. Todavia, o processo de desenvolvimento da autonomia at\u00e9 \u00e0 celebra\u00e7\u00e3o do contrato, por parte das escolas, tornou-se demasiado penoso, pelos constrangimentos oriundos do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o, pelo alheamento de respons\u00e1veis locais, mau grado o esfor\u00e7o de grupos de Pais e Professores.<\/p>\n<p>\u201cE nada se conseguir\u00e1 sem envolver as fam\u00edlias e as comunidades locais\u201d. Essa \u00e9 outra das grandes feridas que \u00e9 preciso sanar. As escolas ter\u00e3o de ser de filhos e de pais, para combater a omiss\u00e3o das fam\u00edlias &#8211; for\u00e7ada ou desejada. E \u00e9 fundamental que as comunidades locais sejam motivadas tais quais s\u00e3o, com as for\u00e7as que na verdade est\u00e3o em presen\u00e7a, sejam culturais, empresariais, religiosas, sociais. N\u00e3o se constr\u00f3i com o preconceito, seja em rela\u00e7\u00e3o a quem for!<\/p>\n<p>A excel\u00eancia n\u00e3o \u00e9 advers\u00e1ria da equidade. Pelo contr\u00e1rio, a excel\u00eancia conduzir\u00e1 a uma capacidade superior que dar\u00e1 muito melhores ofertas, muito mais vastas ofertas, muito mais diversificadas ofertas. Enquanto a Educa\u00e7\u00e3o for do Estado, n\u00e3o ser\u00e1 de ningu\u00e9m!&#8230; E, qualquer dia, nem sequer os \u00abm\u00ednimos\u00bb ser\u00e3o garantidos! Menos Estado! Mais autonomia! Mais protagonismo &#8211; de direito! &#8211; aos Pais  e \u00e0 Comunidade local!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Coordenador do Debate Nacional sobre a Educa\u00e7\u00e3o, Professor Joaquim Azevedo, n\u00e3o se ficou por meias palavras. Apontou o dedo \u00e0s feridas que impedem o sucesso de uma reforma do sistema educativo, que frustraram as inten\u00e7\u00f5es e objectivos de dezenas de anos de esfor\u00e7os de muita gente. 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