{"id":8528,"date":"2006-12-13T09:56:00","date_gmt":"2006-12-13T09:56:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=8528"},"modified":"2006-12-13T09:56:00","modified_gmt":"2006-12-13T09:56:00","slug":"a-vida-nao-se-plebiscita","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/a-vida-nao-se-plebiscita\/","title":{"rendered":"A vida n\u00e3o se plebiscita!"},"content":{"rendered":"<p>T\u00eam surgido, nos \u00faltimos dias, n\u00e3o com o relevo devido, mas com a coragem de quem quer gritar que a vida \u00e9 poss\u00edvel, factos noticiados de graves frustra\u00e7\u00f5es subsequentes \u00e0 op\u00e7\u00e3o pelo aborto. Como tamb\u00e9m v\u00eam \u00e0 luz do dia express\u00f5es reais de amor \u00e0 vida, de apoio incondicional \u00e0 vida, especialmente \u00e0quela que surge em circunst\u00e2ncias imprevistas, por falta de educa\u00e7\u00e3o, por inconsci\u00eancia, por imaturidade. Em tudo se pressente um encanto pela vida gerada, que clama respeito.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 aliena\u00e7\u00e3o! \u00c9 a experi\u00eancia da vida que se n\u00e3o deixa prender, que se furta a todas as leis que a pretendem determinar, que a querem cercear!&#8230; Por isso, me faz pena a miopia de tantos, que julgam ganhar a vida fechando-se \u00e0 presen\u00e7a de Deus, ao Seu projecto, relegando-o para o esquecimento ou imaginando poder destru\u00ed-lO.<\/p>\n<p>Surpreendeu-me o senhor Presidente da Rep\u00fablica. N\u00e3o pelo cumprimento do seu dever de marcar um referendo; mas pelo uso dos mesmos termos equ\u00edvocos com que nos querem ludibriar. De facto, n\u00e3o se trata de interromper a vida, porque ela n\u00e3o se pode retomar; trata-se de a suprimir. Na verdade, n\u00e3o se trata de despenalizar uma atitude criminosa; trata-se de a legalizar.<\/p>\n<p>O aborto, quando \u201clegal\u201d por necessidade de dirimir conflitos, est\u00e1 legislado. Estando em causa o risco de vida da m\u00e3e, a gera\u00e7\u00e3o criminosa, a inviabilidade do feto, j\u00e1 h\u00e1 suporte jur\u00eddico que o permita. S\u00f3 que, nessas circunst\u00e2ncias, tem de haver um juiz, tem de haver uma justifica\u00e7\u00e3o fundamentada.<\/p>\n<p>Entregar simplesmente \u00e0 vontade de quem o entenda terminar com uma vida indefesa \u00e9 colocar toda a vida sob a hip\u00f3tese da arbitrariedade. Que acrescenta ser mais uma semana ou menos uma semana? Por que se n\u00e3o far\u00e1 o mesmo, se uma doen\u00e7a incapacitante se manifestar depois do nascimento? Por que se n\u00e3o far\u00e1 o mesmo, quando, porventura, a mudan\u00e7a de condi\u00e7\u00f5es sociais ou psicol\u00f3gicas tornar indesejado quem j\u00e1 viu a luz do mundo?&#8230; E, pela mesma ordem de ideias, por que n\u00e3o eliminar quem j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 \u201c\u00fatil\u201d ou se tornou um peso para o comodismo?&#8230; Para qu\u00ea a terapia da dor, os cuidados paliativos?&#8230;<\/p>\n<p>A vida \u00e9 um hino de felicidade, mesmo quando acontece sem consci\u00eancia! Transforma cora\u00e7\u00f5es empedernidos, acende aconchegos calorosos, desencadeia ondas de esperan\u00e7a e solidariedade. Apoiai a vida, senhores governantes! E vereis que os dramas sociais, que usais para legislar contra a vida, se esboroar\u00e3o como gigantes com p\u00e9s de barro! E, ao menos, deixai que possam sonhar a vida como projecto de Deus aqueles que t\u00eam essa convic\u00e7\u00e3o! <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>T\u00eam surgido, nos \u00faltimos dias, n\u00e3o com o relevo devido, mas com a coragem de quem quer gritar que a vida \u00e9 poss\u00edvel, factos noticiados de graves frustra\u00e7\u00f5es subsequentes \u00e0 op\u00e7\u00e3o pelo aborto. 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