{"id":8542,"date":"2006-12-13T11:34:00","date_gmt":"2006-12-13T11:34:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=8542"},"modified":"2006-12-13T11:34:00","modified_gmt":"2006-12-13T11:34:00","slug":"no-cerne-da-vida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/no-cerne-da-vida\/","title":{"rendered":"No cerne da vida"},"content":{"rendered":"<p>Revisitar o Magist\u00e9rio <!--more--> O novo Bispo de Aveiro, ali\u00e1s na esteira da pr\u00e1tica habitual de D. Ant\u00f3nio Marcelino, tem repetido insistentemente, nas suas primeiras interven\u00e7\u00f5es entre n\u00f3s, querer ser pr\u00f3ximo da vida de todos os diocesanos, particularmente dos mais pobres, doentes, solit\u00e1rios ou de qualquer forma debilitados na sua sa\u00fade f\u00edsica ou na sua integra\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n<p>Faz parte integrante da sua ac\u00e7\u00e3o pastoral, do seu cuidado pelo povo que lhe \u00e9 confiado. \u201cNa ac\u00e7\u00e3o pastoral do Bispo, n\u00e3o pode faltar uma particular aten\u00e7\u00e3o \u00e0s exig\u00eancias de amor e de justi\u00e7a que derivam das condi\u00e7\u00f5es sociais e econ\u00f3micas das pessoas mais pobres, abandonadas, maltratadas, em cada uma das quais o crente v\u00ea um \u00edcone especial de Jesus. A sua presen\u00e7a nas comunidades eclesiais e civis p\u00f5e \u00e0 prova a autenticidade da nossa f\u00e9 crist\u00e3\u201d. (PG 69).<\/p>\n<p>A raz\u00e3o profunda desta solicitude paterna pelos desvalidos da sociedade radica no mist\u00e9rio da Incarna\u00e7\u00e3o: Jesus assume por inteiro a nossa natureza humana; pelo que, cada um de n\u00f3s \u00e9 \u00edcone de Jesus. E os mais pequeninos, como refere a exorta\u00e7\u00e3o apost\u00f3lica, s\u00e3o-no de uma forma especial. De tal modo que essa ser\u00e1 a presta\u00e7\u00e3o de contas que teremos de dar sobre o modo como vivemos: \u201cSempre que fizestes isto ao mais pequenino dos meus irm\u00e3os, foi a mim que o fizestes\u201d. (Cf. Mt.25,31-46).<\/p>\n<p>As condi\u00e7\u00f5es sociais e econ\u00f3micas condicionar\u00e3o a interven\u00e7\u00e3o pronta, ousada, prof\u00e9tica, caritativa do Bispo, seja para mobilizar a Igreja que anima, fazendo-a sentir que a autenticidade da f\u00e9 passa pelo testemunho da caridade, seja para pressionar aqueles que t\u00eam o encargo do bem comum, primeiros respons\u00e1veis por gerar mecanismos que promovam a justi\u00e7a social, que esfor\u00e7adamente se empenhem na inclus\u00e3o.<\/p>\n<p>A dignidade da pessoa humana ser\u00e1 sempre a refer\u00eancia a ter em conta, para ponderar o teor da interven\u00e7\u00e3o, a dimens\u00e3o das ac\u00e7\u00f5es a desencadear. Envolvida pela convic\u00e7\u00e3o crist\u00e3 de que todos e cada um somos imagem e semelhan\u00e7a de Deus, cujas \u201cfomes\u201d se n\u00e3o saciam apenas com o bem-estar material. <\/p>\n<p>E sempre atentos a que se n\u00e3o remeta para o Estado aquilo que cabe \u00e0 sociedade civil. A verdadeira liberdade e democracia d\u00e3o lugar \u00e0 iniciativa dos cidad\u00e3os, associados em movimentos religiosos ou associa\u00e7\u00f5es c\u00edvicas. Ao estado caber\u00e1 dar suporte a essas iniciativas, suprir onde elas n\u00e3o surjam. \u00c0 Igreja, como reserva do Humanismo total, caber\u00e1, para al\u00e9m da interven\u00e7\u00e3o directa, gerar essa atmosfera que considere o Homem todo e todos os homens. E ao Bispo, directamente ou pelos servi\u00e7os diocesanos e paroquiais, cabe ser pr\u00f3ximo de todos.<\/p>\n<p>Querubim Silva<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Revisitar o Magist\u00e9rio<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[59],"tags":[],"class_list":["post-8542","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-formacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8542","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8542"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8542\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8542"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8542"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8542"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}