{"id":8550,"date":"2006-12-13T11:45:00","date_gmt":"2006-12-13T11:45:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=8550"},"modified":"2006-12-13T11:45:00","modified_gmt":"2006-12-13T11:45:00","slug":"bento-xvi-defende-presenca-publica-da-religiao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/bento-xvi-defende-presenca-publica-da-religiao\/","title":{"rendered":"Bento XVI defende presen\u00e7a p\u00fablica da religi\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Bento XVI considera que a religi\u00e3o tem o direito a uma presen\u00e7a na vida p\u00fablica. Falando, neste s\u00e1bado, a um grupo de especialistas cat\u00f3licos italianos, o Papa criticou a \u201chostilidade diante de todas as formas de reconhecimento da import\u00e2ncia pol\u00edtica e cultural da religi\u00e3o, em particular a presen\u00e7a de qualquer s\u00edmbolo religioso em institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas\u201d.<\/p>\n<p>Estas manifesta\u00e7\u00f5es, assegurou, n\u00e3o s\u00e3o sinal \u201cde uma laicidade saud\u00e1vel, mas da sua degenera\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>\u201cO Estado n\u00e3o pode considerar a religi\u00e3o como um simples sentimento individual, que pode ser confinado \u00e0 esfera privada\u201d, disse Bento XVI. A religi\u00e3o \u201cdeve ser reconhecida como uma presen\u00e7a comum p\u00fablica\u201d e os seus s\u00edmbolos devem ser permitidos em escrit\u00f3rios, escolas, tribunais, hospitais, pris\u00f5es e outros locais, acrescentou.<\/p>\n<p>\u201cUma vis\u00e3o irreligiosa da vida, do pensamento e da \u00e9tica\u201d conduziu a uma concep\u00e7\u00e3o err\u00f3nea do laicismo, \u201cum termo que parece ter-se convertido no s\u00edmbolo essencial (&#8230;) da democracia moderna\u201d, lamentou.<\/p>\n<p>As cr\u00edticas estenderam-se a todos os que negam \u00e0 Igreja e aos seus representantes \u201co direito a pronunciarem-se sobre os problemas morais que hoje em dia interpelam a consci\u00eancia de todos os seres humanos\u201d.<\/p>\n<p>Na audi\u00eancia concedida aos juristas cat\u00f3licos italianos, o Papa apontou o dedo \u00e0s tentativas de excluir Deus de todos os \u00e2mbitos da vida, apresentando-o como \u201canta-gonista do homem\u201d.<\/p>\n<p>\u201cTrata-se de fazer compreender que a lei moral, que Deus nos deu e que se nos manifesta na voz da consci\u00eancia, tem como objectivo, n\u00e3o oprimir-nos, mas sim libertar-nos do mal e tornar-nos felizes. Trata-se de mostrar que, sem Deus, o homem se encontra perdido e que a exclus\u00e3o da religi\u00e3o da vida social, em particular a marginaliza\u00e7\u00e3o do cristianismo, mina as pr\u00f3prias bases da conviv\u00eancia humana\u201d, apontou.<\/p>\n<p>Bento XVI desenvolveu o conceito de uma \u201cs\u00e3 laicidade\u201d, que \u00e9 respeito pela justa autonomia das realidades temporais, mas sem excluir, em nenhum momento, Deus e a dimens\u00e3o religiosa, da vida e da sociedade. Esta \u201cs\u00e3 laicidade\u201d \u2013 explicou \u2013 implica a efectiva autonomia das realidades terrenas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 esfera eclesi\u00e1stica, mas n\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 ordem moral. <\/p>\n<p>\u201c\u00c9 claro que n\u00e3o compete \u00e0 Igreja indicar o ordenamento pol\u00edtico e social prefer\u00edvel. \u00c9 o povo que deve decidir livremente o modo melhor e mais apropriado para organizar a vida pol\u00edtica. Neste aspecto, qualquer interfer\u00eancia da Igreja seria uma inger\u00eancia indevida\u201d, assegurou.<\/p>\n<p>Por outro lado, a \u201cs\u00e3 laicidade\u201d implica que o Estado n\u00e3o considere a religi\u00e3o como uma simples \u201csentimento individual\u201d, que se poderia confinar unicamente ao \u00e2mbito privado. \u201cA religi\u00e3o, mesmo quando organizada em estruturas vis\u00edveis, como acontece com a Igreja, deve ser reconhecida como presen\u00e7a comunit\u00e1ria p\u00fablica. Isto comporta que se garanta a cada Confiss\u00e3o religiosa (que n\u00e3o esteja em contraste com a ordem moral e n\u00e3o seja perigosa para a ordem p\u00fablica) o exerc\u00edcio livre da liberdade das actividades de culto \u2013 espirituais, culturais, educativas e caritativas \u2013 da comunidade dos crentes\u201d, referiu.<\/p>\n<p>Ecclesia \/ R\u00e1dio Vaticano<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Bento XVI considera que a religi\u00e3o tem o direito a uma presen\u00e7a na vida p\u00fablica. Falando, neste s\u00e1bado, a um grupo de especialistas cat\u00f3licos italianos, o Papa criticou a \u201chostilidade diante de todas as formas de reconhecimento da import\u00e2ncia pol\u00edtica e cultural da religi\u00e3o, em particular a presen\u00e7a de qualquer s\u00edmbolo religioso em institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas\u201d. 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