{"id":8583,"date":"2007-01-03T16:56:00","date_gmt":"2007-01-03T16:56:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=8583"},"modified":"2007-01-03T16:56:00","modified_gmt":"2007-01-03T16:56:00","slug":"ano-novo-vida-nova","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/ano-novo-vida-nova\/","title":{"rendered":"Ano novo! Vida nova!"},"content":{"rendered":"<p>A express\u00e3o, consagrada na nossa linguagem quotidiana, tem subjacente uma perspectiva optimista de quem espera mudan\u00e7a positiva com a passagem do tempo. Significa liberta\u00e7\u00e3o daquilo que possa ter impedido uma realiza\u00e7\u00e3o pessoal, um desenvolvimento social de n\u00edvel satisfat\u00f3rio.<\/p>\n<p>Curiosamente, alguns indicadores vieram a p\u00fablico ensombrar este optimismo. O chefe do Governo cantou-nos o canto dos indicadores econ\u00f3micos positivos (sem deixarem de ser d\u00fabios) e pouco mais. \u00c1reas fundamentais, como a educa\u00e7\u00e3o, a sa\u00fade, o crescimento cultural\u2026 ficaram no esquecimento. Sabemos que as coisas n\u00e3o se fazem sem riqueza, sem dinheiro. Mas muito mais certo \u00e9 que n\u00e3o se fazem sem pessoas, sem humanidade!<\/p>\n<p>A pena de morte, mesmo aplicada a um ditador, revela um atraso frustrante no respeito pela vida. Muito mais, quando para alguns constitui meio de construir a democracia. Pior \u00e9 sabermos que muitos dos que se ergueram contra esta execu\u00e7\u00e3o da pena capital legislam o exterm\u00ednio de indefesos, em nome da mesma liberdade e democracia. Incoer\u00eancia, duplicidade de crit\u00e9rios!<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m circularam, nestes dias, not\u00edcias de lautos proventos da classe dirigente, em contraste com as magras migalhas que se v\u00e3o concedendo a uma multid\u00e3o de mais fr\u00e1geis. Nem me respondam que tal acontece porque os escolhemos, porque as suas responsabilidades t\u00eam de ser bem compensadas\u2026 Porque, na maioria dos casos, eles se autopromoveram ou mutuamente se deram as m\u00e3os em descarados nepotismos. A par com isso, mais grave \u00e9 a sobrecarga que levaram produtos essenciais para sobreviver!<\/p>\n<p>Esperava, de facto, vida nova: respeito pela vida, solidariedade, verdade e celeridade na justi\u00e7a, dinamiza\u00e7\u00e3o dos n\u00facleos populacionais envelhecidos, promo\u00e7\u00e3o dos c\u00edrculos afectivos estruturantes da pessoa (a come\u00e7ar pela fam\u00edlia), processo educativo realista, participado, plural e livre, sa\u00fade de qualidade e proximidade\u2026<\/p>\n<p>Mas n\u00e3o desarmo. \u201cEu vim para que tenham vida e a tenham em abund\u00e2ncia!\u201d &#8211; \u00e9 uma certeza que nos assiste e nos mobiliza. E o Senhor assumiu, com todo o realismo e pessoalmente, esta nossa rebelde natureza humana por inteiro. Portanto, a transforma\u00e7\u00e3o est\u00e1 operada. E a seara est\u00e1 a crescer, mesmo durante a noite da maldade dos homens, sem muitas vezes darmos conta disso. H\u00e1 sinais de uma aurora de fogo que h\u00e1-de fazer brilhar um novo dia! Os filhos das trevas n\u00e3o suplantar\u00e3o para sempre os filhos da luz! Portanto, ano novo \u00e9 sempre sinal de vida nova em gesta\u00e7\u00e3o. Consequentemente, sinal de Esperan\u00e7a!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A express\u00e3o, consagrada na nossa linguagem quotidiana, tem subjacente uma perspectiva optimista de quem espera mudan\u00e7a positiva com a passagem do tempo. Significa liberta\u00e7\u00e3o daquilo que possa ter impedido uma realiza\u00e7\u00e3o pessoal, um desenvolvimento social de n\u00edvel satisfat\u00f3rio. Curiosamente, alguns indicadores vieram a p\u00fablico ensombrar este optimismo. O chefe do Governo cantou-nos o canto dos [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[47],"tags":[],"class_list":["post-8583","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-editorial"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8583","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8583"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8583\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8583"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8583"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8583"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}