{"id":8599,"date":"2007-01-03T17:59:00","date_gmt":"2007-01-03T17:59:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=8599"},"modified":"2007-01-03T17:59:00","modified_gmt":"2007-01-03T17:59:00","slug":"encarnacao-onde-esta-o-teu-irmao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/encarnacao-onde-esta-o-teu-irmao\/","title":{"rendered":"Encarna\u00e7\u00e3o &#8211; onde est\u00e1 o teu irm\u00e3o?"},"content":{"rendered":"<p>Reflex\u00e3o <!--more--> \u00c9 Natal. Deus encarnou. Deus quis tornar-se t\u00e3o pr\u00f3ximo de n\u00f3s que o Verbo se fez carne, assumiu a nossa fraqueza, a nossa mortalidade.<\/p>\n<p>Todos sabemos tanta coisa sobre esta verdade central da nossa f\u00e9. Rios de tinta correram e correm a prop\u00f3sito da encarna\u00e7\u00e3o do Verbo<\/p>\n<p>E eu, nada mais sei dizer sobre este mist\u00e9rio, nem sequer diz\u00ea-lo com a mesma precis\u00e3o e beleza com que tantos j\u00e1 o fizeram e continuam a fazer.<\/p>\n<p>O que sinto \u00e9 uma profunda dor interior por ainda n\u00e3o ter sido capaz de responder \u00e0 pergunta que Deus me faz ao vir ao meu encontro, ao assumir a minha carne, ao estar frente a frente comigo: \u201cOnde est\u00e1 o teu irm\u00e3o?\u201d (cf. Gn 4, 9).<\/p>\n<p>A encarna\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 inconsequente. Ela \u00e9 o sentido da nossa hist\u00f3ria, porque \u00e9 a nossa origem, o nosso caminho e o nosso destino: somos de Deus, caminhamos em Deus e realizamo-nos em Deus. E Deus \u00e9 amor em si, por n\u00f3s, em n\u00f3s e para n\u00f3s. Da\u00ed que, neste encontro de Deus com o Homem na encarna\u00e7\u00e3o, a pergunta se torne inevit\u00e1vel: \u201cOnde est\u00e1 o teu irm\u00e3o? O que lhe fizeste?\u201d<\/p>\n<p>Que encarna\u00e7\u00e3o \u00e9 esta em n\u00f3s, na vida de cada um de n\u00f3s e nas nossas comunidades, se n\u00e3o respondermos a esta pergunta? \u00c9 que a resposta a esta pergunta \u00e9 o reconhecimento da presen\u00e7a de Deus em cada irm\u00e3o e da\u00ed o reconhecimento da presen\u00e7a de Deus em cada um de n\u00f3s.<\/p>\n<p>Nesta li\u00e7\u00e3o que Deus nos d\u00e1 na encarna\u00e7\u00e3o, posso descobrir a proximidade do meu irm\u00e3o, que \u00e9 o meu pai, a minha m\u00e3e, os meus filhos, os meus colegas, as pessoas com quem me cruzo todos os dias, os irm\u00e3os que vejo nos meios de comunica\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n<p>Querer celebrar o Natal \u00e9 buscar o pleno sentido do que significa a encarna\u00e7\u00e3o: Deus \u00e9 nosso Pai e, ao mesmo tempo, o nosso irm\u00e3o. Deus persiste em propor-nos o \u00fanico sentido poss\u00edvel para o que somos: realizar a divindade que h\u00e1 em n\u00f3s. E o \u00fanico caminho para realizar esta divindade \u00e9 o encontro com Deus, encontro que s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel no ser homem \u00e0 maneira de Jesus Cristo &#8211; Verbo encarnado. E, neste jeito, a fraternidade \u00e9 imperativo \u00e9tico e moral.<\/p>\n<p>Celebrar o Natal e, consequentemente, a encarna\u00e7\u00e3o \u00e9 colocar a mesma quest\u00e3o que as multid\u00f5es, publicanos e soldados colocaram a Jo\u00e3o: \u201cE n\u00f3s, que devemos fazer?\u201d. <\/p>\n<p>A resposta tem tanto de simples como de exigente: FAZ-TE PR\u00d3XIMO DO TEU IRM\u00c3O. E Deus, na encarna\u00e7\u00e3o, ensinou-nos como se faz esta proximidade: sair de si mesmo e ir, gratuitamente, livremente, despojado e sem medos, ao encontro do outro. Ser crist\u00e3o, ser Igreja mist\u00e9rio e institui\u00e7\u00e3o \u00e9 ser pr\u00f3ximo. S\u00f3 assim n\u00e3o teremos de nos esconder da presen\u00e7a de Deus (cf. Gn 3, 8).<\/p>\n<p>Francisco Melo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Reflex\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[61],"tags":[],"class_list":["post-8599","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-actualidade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8599","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8599"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8599\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8599"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8599"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8599"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}