{"id":8628,"date":"2007-01-10T17:17:00","date_gmt":"2007-01-10T17:17:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=8628"},"modified":"2007-01-10T17:17:00","modified_gmt":"2007-01-10T17:17:00","slug":"amor-fiel-e-incondicional","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/amor-fiel-e-incondicional\/","title":{"rendered":"Amor fiel e incondicional"},"content":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra &#8211; 2\u00ba Domingo do Tempo Comum &#8211; Ano C <!--more--> A liturgia deste domingo centra-se em torno do amor fiel e incondicional de Deus para com o seu povo, apresentado sob a simbologia do casamento: uma alian\u00e7a de amor entre duas partes &#8211; o esposo (Deus) e a esposa (Povo). A quest\u00e3o primordial desta liturgia \u00e9 a revela\u00e7\u00e3o do amor de Deus.<\/p>\n<p>A primeira leitura descreve o amor de Deus como um amor esponsal, infrang\u00edvel e eterno. O texto apresenta a cidade de Jerusal\u00e9m como a esposa de Jahv\u00e9. O amor do marido pela esposa \u00e9 a imagem que define, de modo feliz, a ternura imensa e permanente de Deus pelo seu Povo, que n\u00e3o revoga o seu amor, apesar das muitas infidelidades de Jerusal\u00e9m. Ao contr\u00e1rio, faz rejuvenescer a rela\u00e7\u00e3o de amor, transformando a esposa infiel em \u201ccoroa esplendorosa\u201d, em \u201cdiadema real\u201d nas suas m\u00e3os. O amor esponsal, assim reabilitado, \u00e9 uma alegria para Deus, que, caminhando ao lado do seu povo, s\u00f3 est\u00e1 feliz quando o ser humano aceita o amor que Ele partilha com cada homem e mulher. Viver esta rela\u00e7\u00e3o esponsal com Deus-amor exige que tamb\u00e9m cada um de n\u00f3s seja \u201cprofeta do amor\u201d, isto \u00e9, que deixe transparecer nas suas rela\u00e7\u00f5es humanas o amor incondicional e terno com que Deus nos ama, na alegria. Sou sinal vivo do amor de Deus na minha rela\u00e7\u00e3o interpessoal?<\/p>\n<p>O evangelho enquadra a ac\u00e7\u00e3o de Jesus no \u00e2mbito de um casamento. \u00c9 evidente que Jo\u00e3o nos quer apresentar os sinais do Reino, atrav\u00e9s de simbologias que nos convidam a descobrir, para al\u00e9m dos epis\u00f3dios concretos, a realidade mais profunda que a narrativa cont\u00e9m. O mais importante n\u00e3o \u00e9 que a \u00e1gua tenha sido transformada em vinho, mas que Jesus tenha vindo aperfei\u00e7oar a rela\u00e7\u00e3o esponsal entre Deus e cada pessoa, que \u00e9 o novo vinho da alegria, do amor e da festa. O vinho \u00e9 o s\u00edmbolo do amor; assim como ele \u00e9 o ingrediente indispens\u00e1vel \u00e0 boda, tamb\u00e9m o amor \u00e9 o elemento essencial entre o esposo e a esposa. Jesus \u00e9 quem nos d\u00e1 o vinho do amor; \u00e9 nele que nos encontramos com Deus. No meu dia-a-dia testemunho um cora\u00e7\u00e3o alegre e amoroso, fruto da minha pessoal rela\u00e7\u00e3o com Jesus? <\/p>\n<p>Na segunda leitura, Paulo enumera os diferentes carismas da comunidade e deixa bem claro que, apesar da diversidade, todos eles prov\u00eam do mesmo Esp\u00edrito e devem ser postos ao servi\u00e7o do bem comum. \u00c9 o mesmo Deus trinit\u00e1rio que a todos une e a comunidade crist\u00e3 h\u00e1-de reflectir esta comunidade divina. A diversidade de dons, n\u00e3o deve ser, pois, um motivo de divis\u00e3o ou de conflito, mas de enriquecimento para todos. N\u00e3o h\u00e1 uns carismas mais importantes que outros; tamb\u00e9m n\u00e3o h\u00e1 pessoas mais dignas que outras. Na comunidade crist\u00e3, todas as pessoas s\u00e3o necess\u00e1rias e importantes, cada uma pondo a render ao servi\u00e7o das outras os dons que recebeu de Deus. S\u00f3 deste modo a comunidade h\u00e1-de ser \u00edcone do amor da Sant\u00edssima Trindade. \u00c9 essencial que cada crist\u00e3o e cada crist\u00e3 tenha consci\u00eancia dos seus pr\u00f3prios \u201ccarismas\u201d, de modo a servir a comunidade com eles, na alegria e na simplicidade. Utilizo os dons que Deus me d\u00e1 para me auto-promover ou para o servi\u00e7o do bem comum?<\/p>\n<p>Leituras do 2\u00ba Domingo do Tempo Comum \u2013 Ano C: Is 62,1-5; Sl 96 (95); 2 Cor 12,4-11; Jo 2,1-11<\/p>\n<p>Deolinda Serralheiro<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra &#8211; 2\u00ba Domingo do Tempo Comum &#8211; Ano C<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[59],"tags":[],"class_list":["post-8628","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-formacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8628","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8628"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8628\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8628"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8628"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8628"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}