{"id":8652,"date":"2007-01-10T18:26:00","date_gmt":"2007-01-10T18:26:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=8652"},"modified":"2007-01-10T18:26:00","modified_gmt":"2007-01-10T18:26:00","slug":"santo-padre-explique-me-a-fe-toda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/santo-padre-explique-me-a-fe-toda\/","title":{"rendered":"Santo Padre, explique-me a f\u00e9 toda&#8230;"},"content":{"rendered":"<p>Livro <!--more--> Cinco anos antes de ser Papa, Joseph Ratzinger prestou-se a responder a todas as perguntas de um jornalista \u201cna fronteira da Igreja\u201d. As respostas servem para confirmar os crentes e talvez ajudem a questionar os n\u00e3o-crentes.<\/p>\n<p>Ler uma entrevista de quase quatro centenas de p\u00e1ginas n\u00e3o \u00e9 tarefa f\u00e1cil. H\u00e1 que admitir. Mesmo quando o entrevistado \u00e9 Bento XVI, na altura \u201capenas\u201d o cardeal respons\u00e1vel pela ortodoxia da Igreja Cat\u00f3lica. A entrevista realizou-se de 7 a 11 de Fevereiro de 2000, na abadia Montecassino (fundada por S. Bento, santo, que, como \u00e9 sabido, acolhe a devo\u00e7\u00e3o do actual Papa e foi uma das raz\u00f5es para a escolha do nome do sucessor de Jo\u00e3o Paulo II).<\/p>\n<p>Embora seja uma entrevista, o assunto principal n\u00e3o \u00e9 a ac\u00e7\u00e3o ou personalidade do entrevistado, mas a f\u00e9 cat\u00f3lica, de que Joseph Ratzinger \u00e9 testemunha qualificada. Ao longo das cerca de oitocentas perguntas (mais de duas por p\u00e1gina, em m\u00e9dia), s\u00e3o abordados assuntos como f\u00e9 e raz\u00e3o, a d\u00favida, os milagres, o pecado original, a liberdade, Deus, a cria\u00e7\u00e3o, a B\u00edblia, o amor, o sentido da vida, a Revela\u00e7\u00e3o, Jesus Cristo, a verdade, a vida humana, Maria, os dogmas, a Ressurrei\u00e7\u00e3o, a natureza e miss\u00e3o da Igreja, os sacramentos, o pontificado de Jo\u00e3o Paulo II, entre muitos outros. Estamos perante o catecismo explicado por Bento XVI antes de ser Papa, tintim por tintim; por\u00e9m, sem a formalidade e frieza de um catecismo cl\u00e1ssico (referimo-nos aos grandes catecismos da Igreja e n\u00e3o aos catecismos da catequese infantil).<\/p>\n<p>O jornalista Peter Seewald situa-se na fronteira da f\u00e9, lan\u00e7ando perguntas que sintetizam o modo de pensar do mundo contempor\u00e2neo. Bento XVI, por seu lado, n\u00e3o surge com respostas acabadas, embora afirme com clareza o pensamento cat\u00f3lico. Como h\u00e1 dias disse D. Manuel Clemente, numa entrevista, \u201ca f\u00e9 \u00e9 uma conversa que nunca acaba\u201d.<\/p>\n<p>F\u00e9 e raz\u00e3o<\/p>\n<p>Entre os imensos exemplos que poder\u00edamos invocar desta conversa continuada (h\u00e1 que notar que este livro se situa na linha do outro livro-entrevista, \u201cO Sal da Terra\u201d, de 1996), refira-se o tema \u201cDeus e a Raz\u00e3o\u201d (p\u00e1g. 46-49). Diz Joseph Ratzinger: \u201c\u00c9 certo que a f\u00e9 n\u00e3o \u00e9 uma qualquer rede de imagens que cada um pode forjar a seu bel-prazer. A f\u00e9 assalta a nossa intelig\u00eancia porque exp\u00f5e a verdade, e porque a raz\u00e3o foi criada para a verdade\u201d. Por\u00e9m, uns par\u00e1grafos depois, acrescenta: \u201cA f\u00e9 n\u00e3o \u00e9 compreens\u00edvel no sentido de poder ser apreendida como uma f\u00f3rmula matem\u00e1tica, captada na sua plena transpar\u00eancia. \u00c9 algo que mergulha cada vez mais fundo na infinitude de Deus, no mist\u00e9rio do amor. (&#8230;) N\u00e3o podemos sequer entender inteiramente as outras pessoas porque isso implica descer a abismos que a raz\u00e3o n\u00e3o pode sondar. (&#8230;) Nesse sentido, tamb\u00e9m, a f\u00e9 n\u00e3o ser\u00e1 realmente demonstr\u00e1vel. N\u00e3o posso afirmar que s\u00e3o tolos os que n\u00e3o a aceitam\u201d. N\u00e3o h\u00e1 contradi\u00e7\u00e3o. H\u00e1, sim, um di\u00e1logo que nunca termina. E cada uma destas quase quatro centenas de p\u00e1ginas podia levantar quest\u00f5es para outras tantas.<\/p>\n<p>Um livro para ir lendo com calma e ao sabor do gostos e necessidades de cada um.<\/p>\n<p>Deus e o Mundo<\/p>\n<p>A F\u00e9 Crist\u00e3 Explicada por Bento XVI<\/p>\n<p>Entrevista de Peter Seewald a Joseph Ratzinger<\/p>\n<p>Tenacitas<\/p>\n<p>388 p\u00e1ginas<\/p>\n<p>Quando Bento XVI andava de autocarro<\/p>\n<p>Na Apresenta\u00e7\u00e3o da edi\u00e7\u00e3o portuguesa, o padre jesu\u00edta Ant\u00f3nio Vaz Pinto revela que foi aluno de Ratzinger, na Universidade de Ratisbona (aquela onde Bento XVI viria a pronunciar o discurso pol\u00e9mico, em Setembro de 2006). Mais, teve a sorte de, durante um semestre, utilizar o mesmo autocarro que o professor Ratzinger na desloca\u00e7\u00e3o do centro da cidade para o campus universit\u00e1rio. Conta Pe Ant\u00f3nio Vaz Pinto: \u201cPr\u00f3ximo, dialogante, atento e interessado \u2013 recordo-me bem das perguntas que me ia fazendo sobre a situa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica portuguesa e dos problemas do ent\u00e3o Ultramar \u2013 acabei por travar conhecimento com o homem que estava por detr\u00e1s do professor, criando com ele uma rela\u00e7\u00e3o de verdadeira amizade, embora provis\u00f3ria&#8230; Nunca mais nos vimos, provavelmente n\u00e3o se recordar\u00e1 sequer de mim&#8230; Mas, para mim, a sua figura de homem, de professor, de amigo, ficou para sempre marcada!\u201d (p\u00e1g. 12).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Livro<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[66],"tags":[],"class_list":["post-8652","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cultura"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8652","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8652"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8652\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8652"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8652"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8652"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}