{"id":8666,"date":"2007-01-18T10:15:00","date_gmt":"2007-01-18T10:15:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=8666"},"modified":"2007-01-18T10:15:00","modified_gmt":"2007-01-18T10:15:00","slug":"nao-preciso-de-fe-para-ver-uma-crianca-num-embriao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/nao-preciso-de-fe-para-ver-uma-crianca-num-embriao\/","title":{"rendered":"N\u00e3o preciso de f\u00e9 para ver uma crian\u00e7a num embri\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Colabora\u00e7\u00e3o dos leitores <!--more--> N\u00e3o consigo deixar de me impressionar com a morte de uma crian\u00e7a, principalmente quando \u00e9 provocada por um adulto.<\/p>\n<p>E n\u00e3o consigo tamb\u00e9m, pela forma\u00e7\u00e3o cient\u00edfica (biol\u00f3gica e m\u00e9dica) que tenho, deixar de olhar para o momento da fecunda\u00e7\u00e3o de um \u00f3vulo por um espermatoz\u00f3ide como um momento \u00edmpar, o do nascimento de uma crian\u00e7a.<\/p>\n<p>Sei que quer o \u00f3vulo quer o espermatoz\u00f3ide s\u00e3o c\u00e9lulas maduras, condenadas \u00e0 morte. E que, no momento em que se unem, h\u00e1 uma explos\u00e3o biol\u00f3gica. Os vinte e tr\u00eas cromossomas de cada um deles unem-se e forma-se um novo n\u00facleo, com quarenta e seis cromossomas, com um genoma completamente novo e que nunca se repetir\u00e1. Um genoma de um ser humano.<\/p>\n<p>Sei que aquela c\u00e9lula &#8211; o zigoto, se come\u00e7a a dividir activamente, em duas, quatro, oito, dezasseis&#8230; e rapidamente aquela \u201cmassa de c\u00e9lulas\u201d (uma crian\u00e7a) come\u00e7a a produzir hormonas que v\u00e3o interferir com o organismo da m\u00e3e. Fa-zem proliferar a camada interna do \u00fatero, preparando tudo para a sua nida\u00e7\u00e3o. E, uma vez um pouco diferenciadas em blastocisto, nidam no \u00fatero materno, come\u00e7ando a alimentar-se dele.<\/p>\n<p>Sei que esse aglomerado de c\u00e9lulas se come\u00e7a a diferenciar rapi-damente, e que os \u00f3rg\u00e3os vitais de um organismo humano v\u00e3o surgindo a uma velocidade surpreendente, de tal modo que, num embri\u00e3o (uma crian\u00e7a) de dez semanas, est\u00e3o praticamente todos os \u00f3rg\u00e3os formados, apesar de esse embri\u00e3o medir uns escassos cent\u00edmetros.<\/p>\n<p>E que depois tudo se processar\u00e1 numa fase predominantemente de crescimento, at\u00e9 que o feto (a crian\u00e7a) atinja as trinta e cinco semanas e nas\u00e7a uma crian\u00e7a.<\/p>\n<p>N\u00e3o consigo deixar de olhar para um embri\u00e3o de poucos dias e ver nele uma pessoa humana. E n\u00e3o \u00e9 por F\u00e9, por cren\u00e7a religiosa. N\u00e3o preciso de f\u00e9 para ver uma crian\u00e7a num embri\u00e3o. Est\u00e1 l\u00e1, a evid\u00eancia  cient\u00edfica diz-mo. Tem de estar l\u00e1, porque l\u00e1 est\u00e1 tudo o que constitui uma pessoa humana.<\/p>\n<p>A minha mente de m\u00e9dico recusa fechar os olhos \u00e0 evid\u00eancia. E, por isso, e porque para os m\u00e9dicos a vida humana \u00e9 sagrada, recuso-me a aceitar o aborto provocado, porque para um m\u00e9dico a morte nunca \u00e9 solu\u00e7\u00e3o. Tem de haver outra sa\u00edda. H\u00e1 sempre outra sa\u00edda. \u00c9 preciso imagina\u00e7\u00e3o para a descobrir, coragem e intelig\u00eancia para a p\u00f4r em pr\u00e1tica. Mas a morte, nunca! O aborto provocado, nunca!<\/p>\n<p>Vitor Costa Lima, m\u00e9dico<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Colabora\u00e7\u00e3o dos leitores<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[48],"tags":[],"class_list":["post-8666","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-espaco-comum"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8666","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8666"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8666\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8666"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8666"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8666"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}