{"id":8667,"date":"2007-01-18T10:16:00","date_gmt":"2007-01-18T10:16:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=8667"},"modified":"2007-01-18T10:16:00","modified_gmt":"2007-01-18T10:16:00","slug":"atmosfera-inquinada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/atmosfera-inquinada\/","title":{"rendered":"Atmosfera inquinada"},"content":{"rendered":"<p>A educa\u00e7\u00e3o c\u00edvica \u00e9 o resultado de uma rede complexa de influ\u00eancias portadoras de valores, que leva algu\u00e9m a reconhecer-se como pessoa, conhecer e reconhecer os outros como pessoas, descobrir-se como ser-em-rela\u00e7\u00e3o e assumir a sua dignidade e a dos demais no concerto da teia de rela\u00e7\u00f5es que plasma o tecido social.<\/p>\n<p>\u00c9 evidente que tudo isto est\u00e1 bem distante de um simples conhecimento de regras e leis sociais, de direitos e deveres, de estruturas organizativas &#8211; administrativas, judiciais, laborais\u2026 &#8211; que d\u00e3o consist\u00eancia \u00e0 sociedade. Esse conhecimento poder\u00e1, quando muito, engendrar um \u201ccidad\u00e3o\u201d passivo, pe\u00e7a de um aglomerado de pessoas e estruturas.<\/p>\n<p>A complexa rede de influ\u00eancias, naturalmente, tem algumas refer\u00eancias b\u00e1sicas. Se a Fam\u00edlia \u00e9 uma delas, insubstitu\u00edvel, o Governo do Estado \u00e9 outra refer\u00eancia de peso. Com a redobrada responsabilidade de velar precisamente pela educa\u00e7\u00e3o c\u00edvica, dos portugueses, neste caso.<\/p>\n<p>Sabemos que h\u00e1 intoxica\u00e7\u00f5es que n\u00e3o se fazem anunciar. Quando nos apercebemos do envenenamento j\u00e1 \u00e9 tarde demais. Saem dois entram tr\u00eas e n\u00e3o um; eliminam-se servi\u00e7os, mas n\u00e3o h\u00e1 excedente de pessoal. E ficamos n\u00f3s a acreditar que a reforma do Estado est\u00e1 em bom rumo!<\/p>\n<p>Esta foi a constata\u00e7\u00e3o simples de quem sabe do assunto, sem deixar margem para d\u00favidas em quem o ouvia na r\u00e1dio. Diz-se uma parcela de verdade, com intuitos claros de convencer o p\u00fablico. Mas oculta-se a realidade final, uma vez que ela seria deveras penalizadora. Mas interessam os aplausos ou a educa\u00e7\u00e3o c\u00edvica da popula\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>Poder\u00edamos aproveitar para referir tamb\u00e9m que, quando se fala em despenaliza\u00e7\u00e3o do aborto, se oculta a verdadeira face da realidade. Os casos sociais justific\u00e1veis (?) j\u00e1 est\u00e3o autorizados legalmente, n\u00e3o s\u00f3 at\u00e9 \u00e0s dez semanas, mas at\u00e9 \u00e0s vinte e quatro ou sem limite de tempo. Portanto, o que verdadeiramente se quer \u00e9 promover uma falsa liberdade da mulher, conferindo-lhe direitos sobre o primeiro direito de outro, que \u00e9 o direito \u00e0 vida, o direito a crescer, uma vez gerado.<\/p>\n<p>Com este exemplo de falta de transpar\u00eancia, \u00e9 evidente que o Governo se apresenta como uma refer\u00eancia deseducativa, pela clara falta de verdade. Os valores n\u00e3o se imp\u00f5em por um curr\u00edculo escolar, ou por um c\u00f3digo de direito penal, c\u00f3digo de estrada, ou outros. Esses poder\u00e3o apenas ser \u201cmanuais\u201d que ajudem a sistematizar a aprendizagem existencial que a teia de rela\u00e7\u00f5es sociais deve mostrar em exerc\u00edcio. Por a\u00ed, iremos l\u00e1!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A educa\u00e7\u00e3o c\u00edvica \u00e9 o resultado de uma rede complexa de influ\u00eancias portadoras de valores, que leva algu\u00e9m a reconhecer-se como pessoa, conhecer e reconhecer os outros como pessoas, descobrir-se como ser-em-rela\u00e7\u00e3o e assumir a sua dignidade e a dos demais no concerto da teia de rela\u00e7\u00f5es que plasma o tecido social. \u00c9 evidente que [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[47],"tags":[],"class_list":["post-8667","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-editorial"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8667","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8667"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8667\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8667"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8667"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8667"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}