{"id":87,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=87"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"xxiv-domingo-do-tempo-comum-ano-b","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/xxiv-domingo-do-tempo-comum-ano-b\/","title":{"rendered":"XXIV Domingo do Tempo Comum &#8211; Ano B"},"content":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra <!--more--> O facto de nos dizermos crist\u00e3os d\u00e1 muito que pensar, porque o que caracteriza um crist\u00e3o n\u00e3o \u00e9 o cumprimento exacto de ritos ou o conhecimento de belas f\u00f3rmulas, mas a ades\u00e3o a Cristo. E, quando tomamos a s\u00e9rio o ser crist\u00e3o, podemos mesmo inquietar-nos, a partir da reflex\u00e3o sobre as nossas pr\u00f3prias incoer\u00eancias. Aderir a Cristo pela f\u00e9, significa conformar a nossa pr\u00f3pria vida com os valores de Cristo no caminho do amor a Deus e aos irm\u00e3os; \u00e9 um compromisso efectivo com Cristo, traduzido, no dia-a-dia, em gestos concretos a favor dos outros. Este \u00e9 o apelo da carta de Tiago, na segunda leitura.<\/p>\n<p>Por sua vez, Marcos termina o evangelho com estas palavras de Jesus: \u201cSe algu\u00e9m quiser seguir-me, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me. Na verdade, quem quiser salvar a sua vida perd\u00ea-la-\u00e1; mas quem perder a vida, por causa de mim e do Evangelho, salv\u00e1-la-\u00e1\u201d. Estas declara\u00e7\u00f5es coroam o di\u00e1logo havido com os seus disc\u00edpulos sobre a sua pr\u00f3xima morte e ressurrei\u00e7\u00e3o, \u00e0 qual Pedro se op\u00f5e violentamente, pois n\u00e3o pode aceitar que o Messias de Israel termine assim num fracasso. N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil para qualquer disc\u00edpulo de Jesus, de ontem ou de hoje, perceber na f\u00e9 o que significa tomar a cruz de cada dia e seguir o Senhor. Perceber, afinal, o que \u00e9 ser crist\u00e3o. Porque seguir a Cristo \u00e9 mais do que ir \u00e0 missa, fazer catequese, participar nas festas. \u00c9 seguir no caminho do amor e do dom da vida. \u00c9 ter em Jesus a refer\u00eancia fundamental \u00e0 volta da qual se constr\u00f3i toda a exist\u00eancia. \u00c9 abrir os olhos ao que se passa \u00e0 sua volta e viver na solidariedade, na partilha e no servi\u00e7o fraterno. Identificar-se com Cristo, na sua abjec\u00e7\u00e3o, como aut\u00eantico disc\u00edpulo\/a, e sentir-se feliz por poder sofrer em si mesmo e com os outros, s\u00f3 por amor de Jesus, n\u00e3o \u00e9 tarefa f\u00e1cil.<\/p>\n<p>Apesar de nos considerar-mos e sermos realmente disc\u00edpulos de Cristo, ainda funcionamos muito com a l\u00f3gica humana do sucesso e do bem-estar e n\u00e3o com a l\u00f3gica de Deus. Cristo funcionava a n\u00edvel do \u00abperder\u00bb e n\u00f3s funcionamos, como Pedro, a n\u00edvel do \u00abganhar\u00bb. A l\u00f3gica de Jesus aposta na entrega da vida a Deus e aos irm\u00e3os, ao contr\u00e1rio da l\u00f3gica dos seres humanos que aposta no poder, no dom\u00ednio, no \u00eaxito. O grande teste \u00e0 nossa f\u00e9 faz-se fora da igreja: na profiss\u00e3o, nas rela\u00e7\u00f5es sociais, no compromisso com os problemas \u00e0 nossa volta, nas atitudes e crit\u00e9rios com que nos decidimos, nos valores que defendemos e na vida que constru\u00edmos. Parece muito claro que o disc\u00edpulo de Jesus \u00e9 chamado a formar uma mentalidade evang\u00e9lica. Para isso n\u00e3o basta ir \u00e0 missa e ouvir ler a Palavra e rezar mais ou menos atentamente com a comunidade celebrante. \u00c9 preciso mais. Na sociedade actual, o crist\u00e3o tem que ser uma contracorrente. Tem de lan\u00e7ar nova luz nas trevas da ignor\u00e2ncia e do erro. E isto exige profunda medita\u00e7\u00e3o e ora\u00e7\u00e3o a partir da Palavra, mais conhecimento da doutrina crist\u00e3 para mais f\u00e9. Exige o cultivo de uma amizade profunda com Jesus Cristo, a quem seguimos. \u00c9 urgente sermos fermento, sermos fogo, sermos inquietos e inquietadores. O crist\u00e3o nunca se sente acabado, perfeito. Percebe sempre o apelo a ir mais al\u00e9m, mais longe, porque Cristo \u00e9 a nossa meta!<\/p>\n<p>Ser crist\u00e3o \u00e9 um compromisso pessoal e comunit\u00e1rio. \u00c9 uma ac\u00e7\u00e3o e n\u00e3o uma palavra. \u00c9 uma tarefa nunca cumprida. Como vamos traduzir o nosso ser crist\u00e3o em gestos concretos, durante a semana? <\/p>\n<p>Leituras do XXIV Domingo Comum &#8211; Ano B<\/p>\n<p>Is 50,5-9; Sl 114; Tg 2,14-18; Mc 8,27-35<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[70],"tags":[],"class_list":["post-87","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-diocese"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/87","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=87"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/87\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=87"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=87"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=87"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}