{"id":8729,"date":"2007-01-25T09:56:00","date_gmt":"2007-01-25T09:56:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=8729"},"modified":"2007-01-25T09:56:00","modified_gmt":"2007-01-25T09:56:00","slug":"crise-desgraca-ou-oportunidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/crise-desgraca-ou-oportunidade\/","title":{"rendered":"Crise: Desgra\u00e7a ou oportunidade?"},"content":{"rendered":"<p>Os tempos de crise s\u00e3o tempos de purifica\u00e7\u00e3o: caem as coisas velhas, despontam as novas, seguram-se as permanentes. A hist\u00f3ria n\u00e3o avan\u00e7a sem os tempos de \u201ccrivo\u201d; a Humanidade n\u00e3o cresce sem estes sobressaltos.<\/p>\n<p>Os tempos de crise s\u00e3o prolongados, desde o seu in\u00edcio t\u00e9nue at\u00e9 ao seu termo quase impercept\u00edvel. Certo \u00e9 que, pelo meio, a crista da onda \u00e9 aguda e dolorosa, preocupa e faz sofrer. Estamos, provavelmente, numa dessas cristas, sob um forte combate entre a cultura da vida e a cultura da morte. No Mundo; e em Portugal, sem d\u00favida.<\/p>\n<p>A Humanidade cresceu em consci\u00eancia do valor da vida humana. O progresso da ci\u00eancia, a caucionar as aquisi\u00e7\u00f5es civilizacionais deste apre\u00e7o, percorreu caminhos dif\u00edceis, mas clarificadores. Vinha a adivinhar-se que o estertor da ideologia haveria de querer manipular a ci\u00eancia e a consci\u00eancia, para retomar, paradoxalmente, o culto da morte.<\/p>\n<p>Mas a sociedade n\u00e3o dorme. E, se uma batalha se poder\u00e1 perder, j\u00e1 ningu\u00e9m vencer\u00e1 os g\u00e9rmenes de um mundo novo, que cultiva e ama a vida, que se maravilha diante do fasc\u00ednio que a ci\u00eancia da vida intra-uterina apresenta. <\/p>\n<p>A grande batalha j\u00e1 se venceu. Sa\u00edram \u00e0 rua movimentos e associa\u00e7\u00f5es. Procurou-se a discuss\u00e3o, o confronto com as aquisi\u00e7\u00f5es da ci\u00eancia; ergueu-se o estandarte dos valores profundos do humanismo. Publicaram-se estudos sem resposta; leram-se estat\u00edsticas sem sofismas\u2026 Perderam todos os que quiseram transformar a vida em ideologia ou partidarismo, porque ela \u00e9 uma quest\u00e3o de civiliza\u00e7\u00e3o!<\/p>\n<p>Muitos j\u00e1 perceberam que \u00e9 t\u00e3o b\u00e1rbaro executar um ditador, como ceifar vidas inocentes indefesas. N\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o de religi\u00e3o. \u00c9 uma quest\u00e3o de progresso ou retrocesso em humanidade. A religi\u00e3o &#8211; ou a f\u00e9 &#8211; t\u00e3o somente ilumina, para se descobrir a totalidade da nobreza da vida, reconhecendo a sua origem \u00faltima e o seu rumo final. <\/p>\n<p>A honestidade cient\u00edfica n\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o confessional. E vai dando raz\u00f5es \u00e0queles que puseram a seu horizonte para al\u00e9m dos confins deste universo do espa\u00e7o e do tempo, para perceberem a vida como um dom indispon\u00edvel, a promover e cuidar com desvelo sem medida, desde o momento da fecunda\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Os caudais surgidos de informa\u00e7\u00e3o isenta, o entusiasmo de tanta gente pela vida, a recoloca\u00e7\u00e3o do debate no n\u00facleo da quest\u00e3o, desfazendo preconceitos imobilistas, s\u00e3o os frutos novos do mundo que desponta, reafirmando a verdade permanente de Deus, fonte de vida e que a d\u00e1 em abund\u00e2ncia. A pr\u00f3pria serenidade de quem informa com respeito \u00e9 uma forma nova de anunciar a vida. Trava-se uma batalha sem guerra; faz-se uma catarse pelo pensamento\u2026 \u00c9 uma grande vit\u00f3ria da civiliza\u00e7\u00e3o! <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os tempos de crise s\u00e3o tempos de purifica\u00e7\u00e3o: caem as coisas velhas, despontam as novas, seguram-se as permanentes. A hist\u00f3ria n\u00e3o avan\u00e7a sem os tempos de \u201ccrivo\u201d; a Humanidade n\u00e3o cresce sem estes sobressaltos. Os tempos de crise s\u00e3o prolongados, desde o seu in\u00edcio t\u00e9nue at\u00e9 ao seu termo quase impercept\u00edvel. 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