{"id":8739,"date":"2007-01-25T10:12:00","date_gmt":"2007-01-25T10:12:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=8739"},"modified":"2007-01-25T10:12:00","modified_gmt":"2007-01-25T10:12:00","slug":"o-desafio-de-ir-por-mais-tempo-surgiu-e-a-vontade-foi-crescendo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/o-desafio-de-ir-por-mais-tempo-surgiu-e-a-vontade-foi-crescendo\/","title":{"rendered":"&#8220;O desafio de ir por mais tempo surgiu e a vontade foi crescendo&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>Ana Laura Guedes, 56 anos, professora reformada, esteve pela primeira vez em Angola no ano 2000, ainda no tempo da guerra. Depois de v\u00e1rias experi\u00eancias relativamente curtas, disp\u00f5e de um ano lectivo (que em Angola come\u00e7a em Fevereiro) para se dedicar \u00e0 Educa\u00e7\u00e3o, algo muito mais importante para o futuro de Angola do que o petr\u00f3leo. <\/p>\n<p>O que vai fazer em concreto?<\/p>\n<p>Como sempre estive ligada \u00e0 Educa\u00e7\u00e3o, \u00e9 nesta \u00e1rea que vou dar a minha colabora\u00e7\u00e3o. Foi como professora e com professores que trabalhei desde a minha primeira experi\u00eancia; e, como \u00e9 natural, um m\u00eas n\u00e3o d\u00e1 para se fazer muito. Agora, com mais tempo, vou poder estar com os professores, dar-lhes alguma forma\u00e7\u00e3o, refazer alguns programas de cursos e tamb\u00e9m dar alguma aten\u00e7\u00e3o ao ensino rural, dando forma\u00e7\u00e3o e fornecendo material a um grupo de professores que est\u00e3o espalhados pelos milhares de km2 do mato, em pequenas escolas de v\u00e1rias comunidades. \u00c9 muito importante este trabalho. Al\u00e9m da ajuda pelo ensino, vale a minha presen\u00e7a, o estar e termos a mesma l\u00edngua.<\/p>\n<p>Como surgiu a possibilidade desse trabalho? J\u00e1 conhecia os respons\u00e1veis com quem vai trabalhar?<\/p>\n<p>Logo no primeiro ano, porque tanto havia para se fazer, o \u201cdesafio\u201d de ir por mais tempo surgiu e a vontade de poder ir foi crescendo. J\u00e1 conhe\u00e7o os respons\u00e1veis com quem vou trabalhar: Pe. Martin Lasarte, Director da Escola Dom Bosco e p\u00e1roco da par\u00f3quia de S.Pedro e S.Paulo, em Lwena. Ali\u00e1s, j\u00e1 passou por Aveiro e esteve um ser\u00e3o no CUFC, com quem quis e pode aparecer para o ouvir.<\/p>\n<p>Que dificuldades espera encontrar? Quais as expectativas?<\/p>\n<p>As dificuldades que espero encontrar n\u00e3o sei; sei que as facilidades n\u00e3o s\u00e3o as de c\u00e1. H\u00e1 necessidade de se ser criativo, pois h\u00e1 falta de materiais did\u00e1cticos e \u00e0s vezes at\u00e9 de livros. Isto no que diz respeito ao trabalho em si, porque, no dia-a-dia, a vida vai ser diferente, claro!<\/p>\n<p>As expectativas s\u00e3o muitas, assim como os receios; mas naturais, suponho! Desta vez, n\u00e3o vou por um m\u00eas ou dois; logo aqui h\u00e1 diferen\u00e7a. Depois, tamb\u00e9m \u00e9 a \u00e9poca de mais calor, o que \u00e9 uma novidade para mim. Mas, ao mesmo tempo, o simples facto de pensar nesta oportunidade que tenho, d\u00e1-me uma vontade enorme de aceitar o \u201cdesafio\u201d que me foi feito. Espero poder ser capaz de me adaptar a todas as novas situa\u00e7\u00f5es e estar sempre de \u201ccora\u00e7\u00e3o bem disposto\u201d, como primeiro requisito do Pe. Martin. <\/p>\n<p>Por onde j\u00e1 passou como volunt\u00e1ria?<\/p>\n<p>Comecei em 2000, tempo de guerra ainda, em Luanda. Voltei em 2001 para as mesmas escolas. Em 2002, estive em Lwena, na altura do regresso de milhares de refugiados dos pa\u00edses vizinhos. Havia muita fome, muitas fam\u00edlias desalojadas, mas uma grande vontade de come\u00e7ar do nada; muita coragem e esperan\u00e7a! Voltei em 2003. Alguns dos refugiados j\u00e1 tinham regressado \u00e0s suas terras de origem. Em 2005 fui ao Brasil (Bel\u00e9m do Par\u00e1). Estive com os Sem Terra. Em 2006, regressei a Angola (Luanda) e trabalhei com meninos de rua. Foram sempre experi\u00eancias diferentes, mas todas apaixonantes, mesmo quando os locais e o tipo de trabalho eram parecidos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ana Laura Guedes, 56 anos, professora reformada, esteve pela primeira vez em Angola no ano 2000, ainda no tempo da guerra. 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