{"id":8788,"date":"2007-02-01T14:59:00","date_gmt":"2007-02-01T14:59:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=8788"},"modified":"2007-02-01T14:59:00","modified_gmt":"2007-02-01T14:59:00","slug":"nos-existimos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/nos-existimos\/","title":{"rendered":"N\u00f3s existimos!"},"content":{"rendered":"<p>A Educa\u00e7\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o permanente em qualquer pa\u00eds, uma vez que ela configura o futuro das sociedades. E nunca \u00e9 demais contar com o empenho de todas as for\u00e7as, de todos os grupos c\u00edvicos, para levar por diante essa tarefa com excel\u00eancia e equidade.<\/p>\n<p>O Estado \u00e9 uma entidade p\u00fablica, a par com outras entidades p\u00fablicas e privadas, que tem por miss\u00e3o, neste campo, congregar, ordenar e dar suporte a todas as iniciativas tendentes a realizar essa miss\u00e3o. <\/p>\n<p>Ao Estado n\u00e3o \u00e9 dado o direito de educar; n\u00e3o \u00e9 sua fun\u00e7\u00e3o. Numa sociedade democr\u00e1tica, cabe-lhe dinamizar a iniciativa e velar pelo cumprimento de par\u00e2metros de excel\u00eancia e equidade, que permitam a todos, fam\u00edlias e educandos, escolher o modelo educativo de acordo com as suas convic\u00e7\u00f5es, salvaguardado o bem comum e um rumo de crescimento social harmonioso.<\/p>\n<p>A Igreja \u00e9 uma entidade p\u00fablica. Tanto \u00e9 que pode celebrar acordos com o pr\u00f3prio Estado, em diversas \u00e1reas, e para servi\u00e7o comum. A Concordata \u00e9 express\u00e3o disso mesmo, estabelecendo os caminhos de coopera\u00e7\u00e3o para bem do povo, respeitadas as leg\u00edtimas diferen\u00e7as.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m na \u00e1rea da Educa\u00e7\u00e3o a hist\u00f3ria comprova, \u00e0 saciedade, como tem sido fecundo o trabalho da Igreja, com uma diversidade de presen\u00e7as nesse vasto mundo, merecendo especial relevo a institui\u00e7\u00e3o de escolas pr\u00f3prias, com uma matriz educativa original.<\/p>\n<p>Deixa-nos perplexos a obstinada presun\u00e7\u00e3o do Governo do nosso Estado no que a esta quest\u00e3o diz respeito. N\u00e3o s\u00f3 faz ouvidos surdos e olhos cegos ao direito \u00e0 liberdade de aprender e ensinar, como procura, por todos os meios, estrangular toda a iniciativa n\u00e3o estatal, a pretexto de garantir a todos os portugueses uma educa\u00e7\u00e3o exemplar. <\/p>\n<p>Com a agravante de ter generalizado a convic\u00e7\u00e3o de que lhe cabe, na realidade, possuir todo o sistema educativo. E isso \u00e9 o mais grave: a mentalidade criada de que a \u201cm\u00e1quina educativa\u201d tem de ser propriedade do Estado, tem de ser movimentada pelo Estado. N\u00e3o estamos longe dos totalitarismos colectivistas, que consagram na letra as liberdades, gerindo depois as coisas de modo a que a possibilidade de as viver passe apenas pelo foro interno. <\/p>\n<p>\u00c9 grave que a senhora Ministra da Educa\u00e7\u00e3o n\u00e3o tenha tido agenda para estar no F\u00f3rum 2007 \u201cRisco de Educar\u201d. Teria aprendido alguma coisa. Mas fique ciente, senhora Ministra, de que n\u00e3o \u00e9 a sua indiferen\u00e7a que nos tolhe o caminho que trilhamos por convic\u00e7\u00e3o. Sabemos que temos o direito e o dever de educar. Conscientes das nossas limita\u00e7\u00f5es, sabemos, todavia, que temos capacidade para interpelar com projectos educativos de equidade e excel\u00eancia. N\u00f3s existimos!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Educa\u00e7\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o permanente em qualquer pa\u00eds, uma vez que ela configura o futuro das sociedades. E nunca \u00e9 demais contar com o empenho de todas as for\u00e7as, de todos os grupos c\u00edvicos, para levar por diante essa tarefa com excel\u00eancia e equidade. 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