{"id":882,"date":"2010-02-17T09:34:00","date_gmt":"2010-02-17T09:34:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=882"},"modified":"2010-02-17T09:34:00","modified_gmt":"2010-02-17T09:34:00","slug":"conclusoes-das-jornadas-da-formacao-permanente-do-clero","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/conclusoes-das-jornadas-da-formacao-permanente-do-clero\/","title":{"rendered":"Conclus\u00f5es das Jornadas da Forma\u00e7\u00e3o Permanente do Clero"},"content":{"rendered":"<p>Respondendo a um apelo do papa Bento XVI que proclamou um Ano Sacerdotal sob a protec\u00e7\u00e3o de S. Cura de Ars e na linha do Simp\u00f3sio do Clero de Portugal que teve lugar em F\u00e1tima no passado m\u00eas de Setembro, os padres desta Diocese de Aveiro subordinaram as suas Jornadas de Forma\u00e7\u00e3o ao mesmo tema: \u201cAno Sacerdotal: do mist\u00e9rio ao minist\u00e9rio\u201d. Estas Jornadas tiveram lugar na Casa Diocesana em Albergaria entre os dias 9 e 12 de Fevereiro com uma presen\u00e7a numerosa de padres e di\u00e1conos. Deram-nos, tamb\u00e9m, a alegria da sua presen\u00e7a o Bispo em\u00e9rito da Guarda, D. Ant\u00f3nio dos Santos, e o nosso Bispo, D. Ant\u00f3nio Francisco, que acompanhou todos os trabalhos.<\/p>\n<p>De todo o trabalho realizado, das confer\u00eancias proferidas, mesas redondas e trabalhos de grupos, creio, embora de forma sucinta, que poderemos apontar as seguintes com conclus\u00f5es:<\/p>\n<p>1. Padres para este tempo:  Uma radiografia do mundo em que vivemos e particularmente das comunidades crist\u00e3s mostra a exig\u00eancia de uma nova resposta para uma cultura mais influente. Essa resposta n\u00e3o poder\u00e1 ser de revolta ou de resigna\u00e7\u00e3o, mas uma atitude mission\u00e1ria, criativa e inovadora a exigir n\u00e3o um novo padre, mas forma nova de ser padre, onde sobressai: o homem de Deus, dom de Deus \u00e0 Igreja e ao mundo; comprometido a tempo inteiro com o projecto de salva\u00e7\u00e3o de Deus; \u00e0 maneira dos Ap\u00f3stolos que a todos d\u00e1 aten\u00e7\u00e3o; entregue por completo \u00e0 miss\u00e3o que o obriga a ser criativo e inovador; que encontra a sua for\u00e7a na viv\u00eancia da caridade pastoral em comum h\u00e3o com o Bispo e o Presbit\u00e9rio  (D. Ant\u00f3nio Marcelino).<\/p>\n<p>2. Um padre que fale a nossa linguagem, educado e educador dos afectos, com tempo e disponibilidade para partilhar, comunicar, que reza e consegue dizer, olhos nos olhos: estou feliz! (Mesa Redonda: Prof. \u00c9lio Maia, Ivan Silva, Ir. Helena e a Ondina).<\/p>\n<p>3. Este padre assim marcado pelas vicissitudes do tempo e da hist\u00f3ria e no meio dos ventos de uma monarquia decadente e de uma rep\u00fablica laicista, soube ser, entre pecados e virtudes, a imagem \u2013 \u00e0s vezes dilu\u00edda, \u00e9 certo \u2013 da boa nova do Evangelho, ficando no meio do seu povo quando o resto debandou e se fez padre diocesano, \u00e0s vezes mais social, outras mais espiritual, evangelizador e, \u00e0s vezes, administrador e hoje continua inovador, sem medo dos fracassos ou incompreens\u00f5es porque a sua originalidade est\u00e1 em imitar Cristo belo e bom, pastor da humanidade (D. Carlos Azevedo).<\/p>\n<p>4. Esta figura do padre desejado para este tempo, alimenta-se de uma forma\u00e7\u00e3o permanente que, mais do que ciclos de confer\u00eancias ou t\u00edtulos acad\u00e9micos \u00e9 uma atitude de vida, de toda a vida que tem na docibilitas a sua for\u00e7a e pressup\u00f5e uma disponibilidade constante para aprender e se exprime no conjunto das actividades ordin\u00e1rias e extraordin\u00e1rias da vigil\u00e2ncia e discernimento, ascese e ora\u00e7\u00e3o, estudo e apostolado que ajudam a maturar a nossa identidade na fidelidade criativa \u00e0 nossa voca\u00e7\u00e3o\u2026 at\u00e9 ao \u00faltimo dia (P.e Ant\u00f3nio Jorge).<\/p>\n<p>5. Se se alimenta da forma\u00e7\u00e3o permanente, o padre tem na forma\u00e7\u00e3o espiritual a pedra de toque que configura o ser do padre n\u00e3o com uma carreira ainda que bem sucedida ou com o \u00eaxito das suas obras ou o brilho das suas palavras, mas configura o ser do padre com a pessoa de Cristo que o envia n\u00e3o como doutrina a pregar, mas como pessoa a seguir e a imitar. \u201cSou padre porque quero ser padre\u2026\u201d \u00e0 maneira de Cristo que \u00e9 livre para ir onde quer\u2026 at\u00e9 ao sacrif\u00edcio da Cruz, e que eu vivo na Eucaristia, no pastoreio do rebanho que me foi confiado, na viv\u00eancia dos conselhos evang\u00e9licos e na forma\u00e7\u00e3o de comunidades (Prof. Em\u00edlio Maga\u00f1a).<\/p>\n<p>6. Alimentado, assim, da forma\u00e7\u00e3o permanente onde a forma\u00e7\u00e3o espiritual tem lugar de destaque, o padre vive no presbit\u00e9rio. Este \u00e9 a sua comunidade e, por isso, deve ser o espa\u00e7o onde ele d\u00e1 e encontra felicidade, alegria, e partilha sem necessidade de mendigar esmolas a outras espiritualidades boas, sem d\u00favida, mas que n\u00e3o s\u00e3o a nossa. Para isso, h\u00e1 que evitar todo o individualismo que me leva a querer ser mais que os outros, melhor que os outros, juiz dos outros ou profeta da desgra\u00e7a e, desenvolver a capacidade de empatia que me leva a aceitar os outros como eles s\u00e3o, a ser sens\u00edvel para com a hist\u00f3ria do outro e a cultivar uma s\u00e3 auto-estima. Tudo isto se deve traduzir, de acordo com a L.G. no aux\u00edlio m\u00fatuo tanto espiritual como material, pastoral ou pessoal, nas reuni\u00f5es, e na comunh\u00e3o de vida, de trabalho e de caridade\u201d (n.28) (Em\u00edlio Maga\u00f1a).<\/p>\n<p>7. Finalmente, o P. Em\u00edlio Maga\u00f1a tra\u00e7ou, para n\u00f3s, as linhas mestras da forma\u00e7\u00e3o do presbiterado e apontou resumidamente, as seguintes: ir onde os jovens est\u00e3o, acompanh\u00e1-los e educ\u00e1-los na inicia\u00e7\u00e3o ao mist\u00e9rio porque Deus \u00e9 mist\u00e9rio. Para isso precisamos de formadores bem formados a n\u00edvel humano, pedag\u00f3gico e espiritual que tenham na cabe\u00e7a e no cora\u00e7\u00e3o que o \u00fanico formador \u00e9 o Esp\u00edrito Santo. Mas precisamos, antes de tudo, que cada sacerdote seja formador na sua comunidade, mostrando, pelo testemunho da sua vida, que \u00e9 feliz na sua voca\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Este projecto de reflex\u00e3o que as jornadas nos proporcionaram incentiva-nos e anima-nos a integrar este contributo na forma\u00e7\u00e3o permanente do nosso minist\u00e9rio e envia-nos, com renovada alegria, para a miss\u00e3o vivida num presbit\u00e9rio onde cada um se sente amado e capaz de amar o outro como irm\u00e3o e para o meio das nossas comunidades onde fomos enviados como sinais vivos e alegres duma Igreja comunh\u00e3o.<\/p>\n<p>Casa Diocesana, <\/p>\n<p>12 de Fevereiro de 2010<\/p>\n<p>P.e Manuel J. Rocha<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Respondendo a um apelo do papa Bento XVI que proclamou um Ano Sacerdotal sob a protec\u00e7\u00e3o de S. 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