{"id":8839,"date":"2007-02-08T14:55:00","date_gmt":"2007-02-08T14:55:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=8839"},"modified":"2007-02-08T14:55:00","modified_gmt":"2007-02-08T14:55:00","slug":"a-proposito-de-despenalizar-liberalizar-abortar-viver","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/a-proposito-de-despenalizar-liberalizar-abortar-viver\/","title":{"rendered":"A prop\u00f3sito de despenalizar, liberalizar, abortar&#8230; Viver"},"content":{"rendered":"<p>Colabora\u00e7\u00e3o dos Leitores <!--more--> Definam-se os conceitos, sejamos inteligentes, falemos claro, votemos em consci\u00eancia e esclarecidos.<\/p>\n<p>No pr\u00f3ximo dia 11 de Fevereiro, n\u00e3o vamos ser chamados a votar para \u201cdespenalizar\u201d uma mulher que ap\u00f3s 10 semanas de gesta\u00e7\u00e3o decida interromper voluntariamente a sua gravidez, ou seja, o crime previsto na Lei mant\u00e9m-se, infelizmente, para al\u00e9m deste per\u00edodo temporal.<\/p>\n<p>O que verdadeiramente se pretende, com a ardilosa pergunta a submeter a referendo, \u00e9 t\u00e3o apenas e somente \u201cliberalizar\u201d a possibilidade de \u201cabortar\u201d at\u00e9 \u00e0s 10 semanas de vida de um novo ser, negando-lhe o direito a \u201cviver\u201d, por uma simples decis\u00e3o de uma das partes, da mulher, no limite por um simples estado de alma. Nem o filho(a), que vai morrer, que vai ser morto (desculpem-me a crueldade das palavras que se afirmam pela sua inc\u00f3moda verdade&#8230;), \u00e9 ouvido, nem o pai, que, tamb\u00e9m em todo este processo, \u00e9 esquecido e ignorado pelo legislador quanto \u00e1 sua opini\u00e3o!<\/p>\n<p>A Lei actual j\u00e1 \u00e9 suficientemente aberta a todas aquelas situa\u00e7\u00f5es que mediaticamente s\u00e3o exploradas at\u00e9 \u00e0 exaust\u00e3o procurando confundir\/desviar a opini\u00e3o p\u00fablica para a \u201c\u00e1rvore\u201d que n\u00e3o para a \u201cfloresta\u201d! (&#8230;) por raz\u00f5es de quando est\u00e3o em causa a morte, ou grave e duradoura ou irrevers\u00edvel les\u00e3o para o corpo ou para a sa\u00fade f\u00edsica ou ps\u00edquica da mulher gr\u00e1vida; por raz\u00e3o de grave doen\u00e7a ou malforma\u00e7\u00e3o cong\u00e9nita do feto, por inviabilidade da vida do feto; por raz\u00e3o de gravidez resultante de crime contra a liberdade e auto determina\u00e7\u00e3o sexual da mulher (&#8230;).<\/p>\n<p>Para as opini\u00f5es mais radicais, at\u00e9 j\u00e1 se foi longe de mais nesta desprotec\u00e7\u00e3o da vida intra-uterina! Em boa verdade, contudo, a Lei Portuguesa j\u00e1 \u00e9, em si mesma, equilibrada entre os interesses da m\u00e3e e o direito \u00e0 vida do filho.<\/p>\n<p>O pr\u00f3prio acord\u00e3o do Tribunal Constitucional sobre a pergunta a referendar foi tudo menos pac\u00edfico, se atendermos \u00e1 diferen\u00e7a m\u00ednima de um voto na sua aprova\u00e7\u00e3o. A tese vencedora no Tribunal n\u00e3o \u00e9 equilibrada, porque os interesses dos direitos da m\u00e3e se sobrep\u00f5em aos do filho, ou, se preferirem uma linguagem actual t\u00e3o bem entendida e acolhida pela opini\u00e3o p\u00fablica, os \u201csuperiores interesses da crian\u00e7a\u201d n\u00e3o foram acautelados; e muito menos o desenvolvimento da personalidade da mulher atrav\u00e9s da sua liberdade de op\u00e7\u00e3o j\u00e1 que, em \u00faltima an\u00e1lise e no m\u00ednimo, acaba por ser redutor, ao fundamentar-se no projecto de uma morte.<\/p>\n<p>O conhecimento cient\u00edfico, que n\u00e3o o pol\u00edtico, dos nossos dias \u00e9 consensual quanto ao in\u00edcio da \u201cVIDA\u201d humana: no acto da concep\u00e7\u00e3o\/do cruzamento por emparelhamento das bases dos ADN\u00b4s (\u00e1cido desoxirribonucleico) do progenitor masculino e do progenitor feminino. Dois seres que d\u00e3o origem a um no-vo ser, independente, com ADN pr\u00f3prio, com toda a sua informa\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica constitu\u00edda e que nos primeiros segundos, minutos, horas, dias, semanas e meses vive habitando e dependendo do seio materno gerador.<\/p>\n<p>E, repare-se agora, h\u00e1 quem defenda que, nesta fase da vida, em que o novo ser est\u00e1 mais dependente e indefeso, se pode\/deve matar, se assim se desejar e entender&#8230;, como j\u00e1 referido anteriormente por um simples estado de alma, em que o mais forte se sobrep\u00f5e ao mais fraco!<\/p>\n<p>Um precedente que me arrepia e faz pensar que qualquer dia assistiremos a um novo referendo, agora para que se eliminem outros seres tamb\u00e9m indefesos, por dificuldades econ\u00f3micas, porque deficientes, doentes ou em fase avan\u00e7ada ou terminal de vida; para mais tarde se referendar a segrega\u00e7\u00e3o, igualmente pela morte, de todos quantos n\u00e3o obede\u00e7am a caracter\u00edsticas f\u00edsicas padronizadas (cor de pele, de olhos ou de cabelo, estrutura f\u00edsica, capacidade intelectual, etc.). Porque n\u00e3o? O princ\u00edpio \u00e9 o mesmo: \u201cn\u00e3o h\u00e1 condi\u00e7\u00f5es, n\u00e3o se deseja, n\u00e3o se gosta&#8230; mate-se!\u201d.<\/p>\n<p>Sejamos claros e directos: n\u00e3o tenhamos vergonha de defender a VIDA, em toda a sua exist\u00eancia, em toda a sua plenitude, com a mesma vontade e determina\u00e7\u00e3o de quem a defendeu, em tempo, precisamente para aqueles que hoje reclamam a defesa da morte de outras vidas. <\/p>\n<p>Assumam-se as dificuldades e as diferen\u00e7as, organizem-se as sociedades no princ\u00edpio da ajuda e solidariedade humanas, porque \u201cTodos Diferentes, Todos Iguais\u201d. N\u00e3o se eliminem nem os \u201cdiferen-tes\u201d pois somos todos iguais, nem os \u201ciguais\u201d pois tamb\u00e9m estes s\u00e3o diferentes.<\/p>\n<p>Que excelente li\u00e7\u00e3o de vida e oportunidade esta para Portugal, depois dos descobrimentos, depois de ter dado novos mundos ao mundo, depois de ter sido pioneiro na aboli\u00e7\u00e3o da pena de morte&#8230; se reafirmar no Mundo, agora como o pa\u00eds onde se continua a mais Defender a Vida Humana!  <\/p>\n<p>Se noutras \u00e1reas, sociais e econ\u00f3micas, a nossa afirma\u00e7\u00e3o  se torna dif\u00edcil, ainda que nesse sentido procuremos caminhar, que \u201csalto de gigante\u201d este de verdadeiro progresso e altivo exemplo para as sociedades do mundo, actual e futuro, em nos afirmarmos como paladinos na \u201cDefesa da Vida\u201d.<\/p>\n<p>No pr\u00f3ximo dia 11 de Fevereiro de 2007, a prop\u00f3sito de despenalizar, liberalizar, abortar&#8230; viver, votemos conscientemente esclarecidos: \u201cN\u00c3O\u201d.<\/p>\n<p>Em nome de todas as crian\u00e7as n\u00e3o desejadas, quer tenham nascido ou n\u00e3o,<\/p>\n<p>J.P. Magalh\u00e3es Crespo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Colabora\u00e7\u00e3o dos Leitores<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[48],"tags":[],"class_list":["post-8839","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-espaco-comum"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8839","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8839"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8839\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8839"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8839"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8839"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}