{"id":8841,"date":"2007-02-08T14:59:00","date_gmt":"2007-02-08T14:59:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=8841"},"modified":"2007-02-08T14:59:00","modified_gmt":"2007-02-08T14:59:00","slug":"venca-a-vida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/venca-a-vida\/","title":{"rendered":"Ven\u00e7a a vida!"},"content":{"rendered":"<p>Esgrimiram-se argumentos de toda a ordem: informa\u00e7\u00f5es sensatas, conclus\u00f5es cient\u00edficas, pesados problemas sociais, caminhos de solu\u00e7\u00e3o&#8230;, a par de algumas hipocrisias pol\u00edtico-partid\u00e1rias, um ou outro fundamentalismo moralista, manipula\u00e7\u00e3o de dados sociais, falsas solu\u00e7\u00f5es para os problemas de fundo&#8230;<\/p>\n<p>Foi claro: quem n\u00e3o quer ver n\u00e3o v\u00ea! quem tem miopia sobre a vida dificilmente a enxerga com nitidez! quem pretende \u201craciocinar\u201d o mist\u00e9rio afunda-se nas contradi\u00e7\u00f5es e oculta as conclus\u00f5es definitivas, com receio da penaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A vida existe desde a concep\u00e7\u00e3o, com uma identidade irrepet\u00edvel e num processo de desenvolvimento cuja interrup\u00e7\u00e3o \u00e9 irrevers\u00edvel. Claramente, em caso de conflito de interesses, h\u00e1 dois em \u201clit\u00edgio\u201d; e n\u00e3o pode ser nunca um s\u00f3 deles a decidir sobre o outro, que, para maior gravidade, \u00e9 o mais d\u00e9bil. <\/p>\n<p>As circunst\u00e2ncias \u201cjustific\u00e1veis\u201d (?) de aborto est\u00e3o contempladas na lei. Conferir a algu\u00e9m o direito de dirimir o conflito de interesses &#8211; entre a m\u00e3e e o feto &#8211; sem qualquer defensor do nascituro, sem qualquer processo de aconselhamento esclarecedor, que sugira outras vias de solu\u00e7\u00e3o, sem apelo \u00e0 pondera\u00e7\u00e3o e ao humanismo&#8230;, \u00e9 deixar cair a defesa da vida na rua, \u00e9 entregar ao capricho a nobre miss\u00e3o de gerar e fazer crescer, \u00e9 entrar no relativismo absoluto sobre a quest\u00e3o fundamental da pessoa humana: a sua exist\u00eancia e o sentido da mesma.<\/p>\n<p>A liberdade, evocada como argumento fundamental e garante da democracia, perdeu sentido e conte\u00fado, quando foi reduzida simplesmente \u00e0 possibilidade de livre arb\u00edtrio, j\u00e1 que nunca o \u00e9 em estado puro, uma vez que, para o ser de verdade, tem de se equacionar com a teia das liberdades de todos e com a institucionaliza\u00e7\u00e3o dessa teia nas regras e leis sociais.<\/p>\n<p>Foi n\u00edtida a escassez da manta para cobrir as defici\u00eancias dos defensores do \u201csim\u201d, o que levou a n\u00e3o poucas atitudes de falta de respeito para com pessoas e posi\u00e7\u00f5es &#8211; h\u00e1bito corrente no costume do com\u00edcio politiqueiro. Foi clara a serenidade de muitos que pretenderam esclarecer as consci\u00eancias, deixar aberto o caminho de uma decis\u00e3o pensada e fundamentada. Esse foi o grande valor desta campanha.   <\/p>\n<p>Os portugueses n\u00e3o podem deixar agora ao acaso tanto esfor\u00e7o s\u00e9rio, que n\u00e3o chegou a ser maculado por n\u00f3doas dos \u201cpol\u00edticos de segunda\u201d. \u00c9 preciso que ven\u00e7a a vida: pelo voto, j\u00e1 que a ele fomos chamados; pelo redobrado esfor\u00e7o de continuar a redescobrir e ajudar a redescobrir a dignidade da pessoa humana, como n\u00facleo da evangeliza\u00e7\u00e3o para os nossos dias. E que, como Igreja, assumamos, por uma vez, que \u201ca gl\u00f3ria de Deus \u00e9 o bem do Homem\u201d; e, por isso, ele \u00e9 continuamente a via da mesma Igreja. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Esgrimiram-se argumentos de toda a ordem: informa\u00e7\u00f5es sensatas, conclus\u00f5es cient\u00edficas, pesados problemas sociais, caminhos de solu\u00e7\u00e3o&#8230;, a par de algumas hipocrisias pol\u00edtico-partid\u00e1rias, um ou outro fundamentalismo moralista, manipula\u00e7\u00e3o de dados sociais, falsas solu\u00e7\u00f5es para os problemas de fundo&#8230; Foi claro: quem n\u00e3o quer ver n\u00e3o v\u00ea! quem tem miopia sobre a vida dificilmente a enxerga [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[47],"tags":[],"class_list":["post-8841","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-editorial"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8841","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8841"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8841\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8841"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8841"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8841"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}