{"id":889,"date":"2010-02-17T10:15:00","date_gmt":"2010-02-17T10:15:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=889"},"modified":"2010-02-17T10:15:00","modified_gmt":"2010-02-17T10:15:00","slug":"os-anonimos-do-evangelho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/os-anonimos-do-evangelho\/","title":{"rendered":"Os an\u00f3nimos do Evangelho"},"content":{"rendered":"<p>Po\u00e7o de Jacob &#8211; 23 <!--more--> Vivemos num mundo muito enganador. As pessoas querem ser lembradas, consideradas, promovidas, recordadas, mesmo depois de morrer. Temos medo de sermos colocados em segundo plano. Queremos que nos conhe\u00e7am como \u201caquele que fez e aconteceu isto e aquilo\u201d, para que nos admirem. Queremos assinar as nossas obras com medo de que outro as assine, pouco nos importando se elas fazem bem ou n\u00e3o, pouco nos importando com aquela frase de Jesus que nos adverte que se nos elogiam j\u00e1 recebemos a nossa recompensa.<\/p>\n<p>Quando vemos a Sua vida na terra, dele s\u00f3 se falava mal. Era mal interpretado. E se o seguiam e elogiavam era porque Ele dava p\u00e3o de gra\u00e7a, ou porque outros o seguiam e isso tinha seu \u201cglamour\u201d. Vemos os Ap\u00f3stolos que discutiam quem seria o mais importante. Sabemos a resposta de Jesus. E sabemos como se comportaram na altura da Cruz. Lembramo-nos ent\u00e3o dos an\u00f3nimos da B\u00edblia. Como se chamava a samaritana e como foi sua vida? Onde est\u00e1 sepultada? Quem era o jovem rico que n\u00e3o quis seguir Jesus? E a hemorro\u00edsa? E a vi\u00fava de Naim e o seu filho? E a que deu esmola no templo? E a ad\u00faltera que alguns confundem com Madalena? E os publicanos que aparecem nos di\u00e1logos com Jesus, ou aquela imensa massa humana da multiplica\u00e7\u00e3o dos p\u00e3es ou do pret\u00f3rio de Pilatos, ou o centuri\u00e3o romano que nos ensinou a rezar para recebermos a Sagrada Comu-nh\u00e3o: \u201cN\u00e3o sou digno de que entres em minha casa\u2026 \u201c S\u00e3o os an\u00f3nimos do Evangelho. N\u00e3o os podemos condenar nem beatificar, pois nada sabemos deles, nem antes nem depois do encontro com Jesus. Supomos que se ter\u00e3o comportado como aqueles cujo nome e vida conhecemos na B\u00edblia\u2026 ou simplesmente como cada um de n\u00f3s. Mas uma coisa tamb\u00e9m sabemos: Nenhum deles foi indiferente ao relato b\u00edblico. Que a sua atitude nos ensina algo do que Deus nos quer dizer, advertir, ensinar, quer na fidelidade ao seu chamamento quer na falta de correspond\u00eancia com o Senhor. Os an\u00f3nimos da B\u00edblia s\u00e3o pessoas que nos falam e que marcaram a hist\u00f3ria. Podem n\u00e3o saber o nosso nome. Podemos n\u00e3o ser cano-nizados. A nossa hist\u00f3ria, linda, sem d\u00favida, pode desaparecer na sepultura. E podemos levar os nossos segredos e conhecimentos connosco por ningu\u00e9m nos querer ouvir ou por n\u00e3o querermos partilhar, mas nenhuma ac\u00e7\u00e3o humana de um baptizado \u00e9 indiferente. Mesmo sozinhos, no nosso quarto, podemos ajudar ou prejudicar o projecto de Deus no mundo. O que devemos temer n\u00e3o \u00e9 o anonimato, mas a inutilidade m\u00edstica, pois se n\u00e3o formos fi\u00e9is \u2013 \u00e9 a B\u00edblia que o diz \u2013 Deus dar\u00e1 a outro a nossa coroa. N\u00e3o te esque\u00e7as da frase da B\u00edblia: Chamei-te pelo teu nome\u2026 Tu \u00e9s meu!<\/p>\n<p>P.e V\u00edctor Espadilha<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Po\u00e7o de Jacob &#8211; 23<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[59],"tags":[],"class_list":["post-889","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-formacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/889","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=889"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/889\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=889"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=889"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=889"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}