{"id":8895,"date":"2007-02-08T16:40:00","date_gmt":"2007-02-08T16:40:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=8895"},"modified":"2007-02-08T16:40:00","modified_gmt":"2007-02-08T16:40:00","slug":"olhe-que-nao-olhe-que-nao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/olhe-que-nao-olhe-que-nao\/","title":{"rendered":"Olhe que N\u00c3O,&#8230; olhe que N\u00c3O!"},"content":{"rendered":"<p>Ponta de Lan\u00e7a <!--more--> Com a devida v\u00e9nia \u00e0 celeb\u00e9rrima pugna de 75, eis o assunto com a pertin\u00eancia que o momento suscita e que, se fosse hoje e sobre a mat\u00e9ria em debate, nunca a express\u00e3o seria imortalizada!<\/p>\n<p>N\u00e3o podemos, n\u00e3o queremos, n\u00e3o devemos abordar este assunto (n\u00e3o) suscitando qualquer tipo de considera\u00e7\u00f5es que n\u00e3o relevem a mat\u00e9ria actual\u00edssima, a complexidade do debate nacional sobre o pr\u00f3ximo referendo. Por\u00e9m, neste contexto desportivo, sempre haveria espa\u00e7o para dizer, a par com tantos outros argumentos com graus de seriedade e profundidade duvidosos, que os nossos est\u00e1dios est\u00e3o vazios por causa da baixa taxa de natalidade!?<\/p>\n<p>Assim, este apontamento insere-se numa abrang\u00eancia elementar, dado que a g\u00e9nese do problema \u00e9 da m\u00e1xima simplicidade: a partir de que momento o ser humano \u00e9 ser humano? Como \u00e9 simples a concep\u00e7\u00e3o, \u00e9 complicad\u00edssima a defini\u00e7\u00e3o! Por isso, recorremos a um argumento aritm\u00e9tico, para sermos exactos na op\u00e7\u00e3o!<\/p>\n<p>Concordamos com todos os argumentos inerentes aos direitos dos seres humanos viverem e viverem com dignidade integral; aos argumentos de quem apela ao sim \u00e0 resposta sobre se \u201cconcorda com a despenaliza\u00e7\u00e3o da interrup\u00e7\u00e3o volunt\u00e1ria da gravidez, se realizada, por op\u00e7\u00e3o da mulher, nas primeiras dez semanas, em estabelecimento de sa\u00fade autorizado?\u201d. Ningu\u00e9m est\u00e1 contra a vida, ningu\u00e9m est\u00e1 contra a liberdade, ningu\u00e9m est\u00e1 contra a dignidade, \u2026 ningu\u00e9m! N\u00f3s tamb\u00e9m n\u00e3o.<\/p>\n<p>Aqui come\u00e7a a nossa aritm\u00e9tica. A estes argumentos vamos adicionar (somar, pois claro!) os argumentos dos movimentos defensores do n\u00e3o, que, numa formula\u00e7\u00e3o simples, podem resumir-se em: 1\u00ba. O ser humano est\u00e1 todo presente desde o in\u00edcio da vida, quando ela \u00e9 apenas embri\u00e3o; 2\u00ba. A legaliza\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 o caminho adequado para resolver o drama do \u201caborto clandestino\u201d; 3\u00ba. N\u00e3o se trata de uma mera \u201cdespenaliza\u00e7\u00e3o\u201d, mas sim de uma \u201cliberaliza\u00e7\u00e3o legalizada\u201d; 4\u00ba. O aborto n\u00e3o \u00e9 um direito da mulher. Ningu\u00e9m tem direito de decidir se um ser humano vive ou n\u00e3o vive, mesmo que seja a m\u00e3e que o acolheu no seu ventre; 5\u00ba. O aborto n\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o pol\u00edtica, mas de direitos fundamentais. O respeito pela vida \u00e9 o principal fundamento da \u00e9tica, e est\u00e1 profundamente impresso na nossa cultura.<\/p>\n<p>Um mais um\u2026 igual a dois (por exemplo, a m\u00e3e e o beb\u00e9)!<\/p>\n<p>Terminada a adi\u00e7\u00e3o, \u2026o resultado \u00e9 \u2026 (espanto!) s\u00e3o todos a favor do n\u00e3o (\u00e0 pergunta)! Estamos todos de acordo, somos todos pela defesa da vida, dos direitos de todos a viver e a viver em liberdade e com dignidade?!<\/p>\n<p>Al\u00e9m de todos os argumentos adicionados, tamb\u00e9m nos recusamos a acreditar que, em mat\u00e9ria t\u00e3o s\u00e9ria, haja aqui a presen\u00e7a de qualquer ac\u00e7\u00e3o anarco-humanista (ou, no \u00e2mbito das suas categorias, do humanismo an\u00e1rquico); tamb\u00e9m n\u00e3o queremos vislumbrar interesse econ\u00f3mico-sanit\u00e1rio a ditar determinadas fracturas sociais;  e, com toda a certeza, n\u00e3o se trata dos recorrentes enviesamentos opinativos de demoli\u00e7\u00e3o do patrim\u00f3nio human\u00edstico-crist\u00e3o (confundido com Igreja Cat\u00f3lica) da Europa?! N\u00e3o, n\u00e3o h\u00e1 nada disso!?<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, para que \u00e9 o referendo? <\/p>\n<p>Por\u00e9m, haver\u00e1 altru\u00edsmo, solidariedade, preocupa\u00e7\u00e3o social, quando para ajudar a resolver situa\u00e7\u00f5es t\u00e3o profundas \u00e9 necess\u00e1rio partir para a elimina\u00e7\u00e3o do pretenso problema logo no ventre materno?\u2026huuuuuum!? Olhe que n\u00e3o, olhe que n\u00e3o!<\/p>\n<p>Desportivamente\u2026 pelo desporto!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ponta de Lan\u00e7a<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[46],"tags":[],"class_list":["post-8895","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-desporto"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8895","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8895"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8895\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8895"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8895"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8895"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}