{"id":8966,"date":"2007-05-03T15:06:00","date_gmt":"2007-05-03T15:06:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=8966"},"modified":"2007-05-03T15:06:00","modified_gmt":"2007-05-03T15:06:00","slug":"a-pratica-que-define-os-seguidores-de-jesus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/a-pratica-que-define-os-seguidores-de-jesus\/","title":{"rendered":"A pr\u00e1tica que define os seguidores de Jesus"},"content":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra &#8211; Domingo V da P\u00e1scoa <!--more--> Podemos resumir a mensagem da Palavra deste domingo ao amor. \u00c9 a pr\u00e1tica desta virtude teologal que define os disc\u00edpulos e disc\u00edpulas de Jesus, isto \u00e9, a sua capacidade de dar a vida at\u00e9 ao fim, por Jesus, presente em cada ser humano. <\/p>\n<p>O evangelho situa-nos na \u00faltima refei\u00e7\u00e3o de Jesus, na qual Ele entrega o seu mandamento novo, o do amor. Nem podia ser outro o mandamento de Jesus, j\u00e1 que Deus se revela no Amor, e Jesus, sendo a encarna\u00e7\u00e3o de Deus, participa da mesma ess\u00eancia, o Amor. Para n\u00f3s \u00e9 f\u00e1cil pronunciar, repetindo em palavras, este mandamento do Senhor. Por\u00e9m, o mesmo n\u00e3o podemos dizer face ao seu cumprimento. Pass\u00e1mos do egocentrismo infantil, mas fixamo-nos no culto de n\u00f3s pr\u00f3prios, da nossa imagem e dos nossos direitos. Temos natural avers\u00e3o a cedermos a favor dos outros. Contudo, Jesus afirma: \u201cNisto conhecer\u00e3o que sois meus disc\u00edpulos: se vos amardes uns aos outros\u201d. Mas \u00e9 s\u00f3 pela for\u00e7a do Esp\u00edrito, que n\u00f3s, disc\u00edpulos do Senhor Jesus, conseguimos superar a limita\u00e7\u00e3o de um amor ego\u00edsta e carnal e nos lan\u00e7ar na aventura de um amor \u201cagap\u00e9\u201d, amando com o mesmo amor que nos vem de Deus, de modo a continuar a constru\u00e7\u00e3o da nova comunidade instaurada por Jesus e a testemunhar ao mundo o amor materno e paterno de Deus. <\/p>\n<p>A primeira leitura apresenta-nos o modo como viviam as primeiras comunidades e o seu empenho mission\u00e1rio. Os irm\u00e3os e irm\u00e3s d\u00e3o testemunho do amor com que Deus os ama, ajudando-se e fortalecendo-se mutuamente, no meio das dificuldades e das crises por que v\u00e3o passando. Paulo e Barnab\u00e9, incans\u00e1veis mission\u00e1rios, apoiam as comunidades que fundam, exortando-as a permanecer na f\u00e9 no momento das tribula\u00e7\u00f5es, que s\u00e3o necess\u00e1rias para entrar no Reino de Deus. Este texto interpela-nos hoje? Estamos n\u00f3s, tamb\u00e9m, empenhados na miss\u00e3o de ir ao encontro dos mais fracos da nossa comunidade, para os apoiar e ajudar, dinamizados pelo amor de Deus, fortalecidos na ora\u00e7\u00e3o? \u00c9 urgente sair pelas ruas e proclamar, pelo testemunho e pela palavra, a todas as pessoas, grupos e institui\u00e7\u00f5es da nossa cidade, que \u00e9 preciso quebrar as cadeias da injusti\u00e7a, da opress\u00e3o, da mis\u00e9ria e da viol\u00eancia; que os homens e as mulheres s\u00e3o todos iguais e t\u00eam os mesmos direitos; que dois ter\u00e7os da humanidade n\u00e3o podem continuar a ser explorados pelo ter\u00e7o restante; que os povos do terceiro e do quarto mundo j\u00e1 n\u00e3o aguentam mais o jugo que pesa sobre eles. \u00c9 imperioso denunciar que n\u00e3o basta uma solidariedade em momentos de calamidade, para tranquilizar a consci\u00eancia, mas que o amor crist\u00e3o se vive a tempo inteiro. <\/p>\n<p>O empenhamento crist\u00e3o exige energia, lucidez e luta. Luta por \u201cum novo c\u00e9u e uma nova terra\u201d, na vis\u00e3o do Apocalipse, apresentada na segunda leitura. Esta novidade do amor, come\u00e7a aqui e agora, e \u00e9 definitiva, no fim dos tempos, a\u00ed onde Deus enxugar\u00e1 as l\u00e1grimas dos nossos olhos.  <\/p>\n<p>Domingo V da P\u00e1scoa: Act 14,21b-27; Sl 144; Ap 21,1-5a; Jo 13,31-33a.34-35<\/p>\n<p>Deolinda Serralheiro<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra &#8211; Domingo V da P\u00e1scoa<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[59],"tags":[],"class_list":["post-8966","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-formacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8966","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8966"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8966\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8966"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8966"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8966"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}