{"id":8973,"date":"2007-05-03T15:22:00","date_gmt":"2007-05-03T15:22:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=8973"},"modified":"2007-05-03T15:22:00","modified_gmt":"2007-05-03T15:22:00","slug":"de-19-para-1800-toneladas-de-alimentos-distribuidos-por-ano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/de-19-para-1800-toneladas-de-alimentos-distribuidos-por-ano\/","title":{"rendered":"De 19 para 1800 toneladas de alimentos distribu\u00eddos por ano"},"content":{"rendered":"<p>Em 10 anos de exist\u00eancia, a distribui\u00e7\u00e3o de alimentos passou das 19 toneladas para as 1800. No d\u00e9cimo anivers\u00e1rio, Aveiro pode receber como presente um concerto. <\/p>\n<p>O Coronel Martinho est\u00e1 desde a origem no BA de Aveiro. Como \u00e9 o que surgiu a institui\u00e7\u00e3o no distrito?<\/p>\n<p>Dia 19 de Junho pr\u00f3ximo faz 10 anos que fizemos a escritura do BA. O D. Ant\u00f3nio Marcelino desafiava-nos. V\u00e1rias vezes nos disse que gostava que houvesse em Aveiro um Banco Alimentar. Na altura eu era presidente do Rotary Clube de Aveiro e o Sr. Barbosa, que \u00e9 o meu vice-presidente, tamb\u00e9m me falava que seria uma coisa engra\u00e7ada a constitui\u00e7\u00e3o de um BA. \u201cVamos a isso!\u201d. Primeiro fomos a Lisboa ver como funcionava e ficamos deslumbrados. Depois fomos participar numa campanha no Banco do Porto. Tratamos da parte burocr\u00e1tica e fundou-se o BA como tarefa do Rotary Clube de Aveiro. Mas agora n\u00e3o tem nada a ver com o RCA, embora tenhamos a colabora\u00e7\u00e3o de muitos rot\u00e1rios.<\/p>\n<p>O que se prev\u00ea para 19 de Junho?<\/p>\n<p>Pensamos que o BA deve comemorar modestamente os 10 anos em prol da comunidade aveirense e do distrito. Estamos a pensar \u2013 sem ainda termos nada de definido \u2013 numa missa de Ac\u00e7\u00e3o de Gra\u00e7as na S\u00e9, presidida pelo D. Ant\u00f3nio Francisco, e, juntamente com a C\u00e2mara, gostar\u00edamos de oferecer um concerto da Filarmonia das Beiras \u00e0 popula\u00e7\u00e3o, como forma de agradecer o tanto que nos d\u00e1.<\/p>\n<p>D\u00e1 muito trabalho dirigir o Banco?<\/p>\n<p>D\u00e1 algum trabalho, mas sinto uma satisfa\u00e7\u00e3o pessoal extraordin\u00e1ria. Eu e os outros que l\u00e1 est\u00e3o. \u00c9 pesado, mas n\u00e3o \u00e9 um fardo, porque se trabalha com gosto. \u00c9 gratificante ver como as institui\u00e7\u00f5es sentem o BA: \u201cN\u00f3s sem o Banco j\u00e1 n\u00e3o consegu\u00edamos viver!\u201d. Ou a solidariedade de empresas que durante a campanha mandam para o BA uma panela de sopa, uma de jardineira outra de feijoada, riss\u00f3is, bolos de bacalhau&#8230; para que o volunt\u00e1rio n\u00e3o precise de ir a casa comer. Come ou petisca nos intervalos no Bar do BA a custo zero! H\u00e1 um esp\u00edrito de coopera\u00e7\u00e3o extraordin\u00e1rio.<\/p>\n<p>Quantos s\u00f3cios tem o BA?<\/p>\n<p>Ultrapassa os 300 s\u00f3cios. Pagam 30 euros de quota por ano. Mas temos a alegria de ver pessoas que nos d\u00e3o muit\u00edssimo mais. H\u00e1 pessoas associadas com uma quota bastante superior, que nos d\u00e1 para suprir o expediente normal do BA.<\/p>\n<p>Nestes dez anos, as recolhas t\u00eam crescido&#8230;<\/p>\n<p>Na primeira recolha que fizemos, ficamos admirados: \u201cMaravilhoso! 19 toneladas!\u201d O D. Ant\u00f3nio Marcelino foi l\u00e1 ver e toda a gente ficou entusiasmada com o que t\u00ednhamos conseguido. Foi uma lan\u00e7a em \u00c1frica! Hoje rimo-nos disso, quando comparamos com as 1800 toneladas que distribu\u00edmos actualmente. O crescimento tem sido cont\u00ednuo. Isso deve-se \u00e0 popula\u00e7\u00e3o, aos aveirenses que acreditam no BA. E podem acreditar. Tudo o que tem \u00e9 para dar. E dar correctamente. Temos uma norma que queremos sempre cumprir: \u201cdar \u00e9 f\u00e1cil; dar com justi\u00e7a \u00e9 tremendamente dif\u00edcil\u201d. E sempre que atribu\u00edmos as quotas e fazemos os cabazes, salta \u00e0 direc\u00e7\u00e3o esta norma. N\u00f3s dizemos \u00e0s institui\u00e7\u00f5es que t\u00eam de lidar com o BA como n\u00f3s lidamos com elas: com lealdade e frontalidade. Se uma institui\u00e7\u00e3o tenta enganar o BA, pura e simplesmente \u00e9 cortada da lista.<\/p>\n<p>Alguma institui\u00e7\u00e3o tentou enganar o BA?<\/p>\n<p>Tr\u00eas.<\/p>\n<p>Como?<\/p>\n<p>Estavam a dar dados que n\u00e3o eram correctos. Avisamos uma vez, avisamos duas; \u00e0 terceira, cortamos.<\/p>\n<p>Diziam que tinham mais utentes do que os que realmente tinham?<\/p>\n<p>Exacto. Temos de tratar todos com igualdade. Qualquer institui\u00e7\u00e3o tem de se acreditar no banco. A acredita\u00e7\u00e3o corresponde ao preenchimento de uma ficha, em que atestam aquilo que fazem. Estamos a implementar visitas \u00e0s pr\u00f3prias institui\u00e7\u00f5es, n\u00e3o com sentido de fiscaliza\u00e7\u00e3o, mas para melhor conhecimento de cada institui\u00e7\u00e3o. Podemos estar a apoiar mal alguma por n\u00e3o a conhecermos correctamente. Por isso, h\u00e1 uma equipa de volunt\u00e1rios que visita as institui\u00e7\u00f5es, para dar um parecer mais correcto da pr\u00f3pria institui\u00e7\u00e3o. \u00c9 um grande objectivo que temos.<\/p>\n<p>Quantas institui\u00e7\u00f5es apoiam?<\/p>\n<p>Em Fevereiro, tivemos uma reuni\u00e3o com todas as institui\u00e7\u00f5es que apoiamos. S\u00e3o cerca de 180. E temos 30 que est\u00e3o em lista de espera. Recebem, mas s\u00f3 esporadicamente, quando temos determinados g\u00e9neros a mais. Todos os anos v\u00eam toneladas de fruta e a fruta precisa de distribui\u00e7\u00e3o r\u00e1pida. Por vezes, chega em quantidades suficientes para essas institui\u00e7\u00f5es que ainda n\u00e3o est\u00e3o acreditadas. Na reuni\u00e3o, pedimos \u00e0s institui\u00e7\u00f5es que nos dissessem que g\u00e9neros podem dispensar. Isso deu-nos uma indica\u00e7\u00e3o correcta para melhor distribuir os cabazes.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 10 anos de exist\u00eancia, a distribui\u00e7\u00e3o de alimentos passou das 19 toneladas para as 1800. No d\u00e9cimo anivers\u00e1rio, Aveiro pode receber como presente um concerto. O Coronel Martinho est\u00e1 desde a origem no BA de Aveiro. Como \u00e9 o que surgiu a institui\u00e7\u00e3o no distrito? 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