{"id":8997,"date":"2007-02-15T14:43:00","date_gmt":"2007-02-15T14:43:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=8997"},"modified":"2007-02-15T14:43:00","modified_gmt":"2007-02-15T14:43:00","slug":"a-vida-continua","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/a-vida-continua\/","title":{"rendered":"A vida continua"},"content":{"rendered":"<p>Ponta de Lan\u00e7a <!--more--> A semana come\u00e7ou com a not\u00edcia mais aguardada desde a Manifestis probatum (1179), a bula emitida pelo Papa Alexandre III, que outorgou, pelo reconhecimento, D. Afonso Henriques como Rei e o Condado Portucalense independente do reino de Le\u00e3o! Bem, mas n\u00e3o querendo ter como refer\u00eancia pr\u00e1ticas e institui\u00e7\u00f5es medievais, digamos que foi a not\u00edcia mais importante desde a Confer\u00eancia de Zamora (1143), onde se celebrou o tratado de paz entre Afonso Henriques e D. Afonso VII de Le\u00e3o, depois do qual foi reconhecido ao infante portugu\u00eas o t\u00edtulo de Rei! Mas, em abono da verdade, pela peleja que tudo acelerou, talvez a not\u00edcia mais importante desde a batalha de S. Mamede (24 de Junho de 1128), quando as tropas de Afonso Henriques derrotaram as de sua m\u00e3e, D. Teresa, tomando o governo do Condado Portucalense e, com ele, o movimento para a cria\u00e7\u00e3o do reino.<\/p>\n<p>Agora sim! Alcan\u00e7\u00e1mos a modernidade! Este foi o referendo que faltava para ver destru\u00eddas todas as institui\u00e7\u00f5es que nos agrilhoaram durante s\u00e9culos?!<\/p>\n<p>J\u00e1 que somos modernos e europeus de pleno direito, porque \u00e9 que n\u00e3o acabamos com estas fronteiras medievais? Vamos franquear todas as portas a Espanha, vamos recuperar em definitivo o atraso, come\u00e7ando, por exemplo, por adoptar a recente legisla\u00e7\u00e3o espanhola sobre outras mat\u00e9rias modernas, vamos tornar esta Rep\u00fablica em Monarquia Espanhola!?<\/p>\n<p>O eterno retorno ganha contornos, pelo menos na corrente que diz respeito aos ciclos repetitivos da vida, em que estamos sempre presos a um n\u00famero limitado de factos, factos que se repetiram no passado, ocorrem no presente, e repetir-se-\u00e3o no futuro, como por exemplo, guerras, epidemias, etc. &#8211; assim falaria Zaratrusta!<\/p>\n<p>Lamentavelmente, o que se disse ser moderno (o sim ao aborto) \u00e9, na nossa perspectiva, um racioc\u00ednio mal constru\u00eddo. Parece que h\u00e1 alguma confus\u00e3o terminol\u00f3gica que baralha a periodiza\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria nas v\u00e1rias express\u00f5es (filos\u00f3fica, arte, ci\u00eancia, econ\u00f3mica, tecnol\u00f3gica,\u2026)!? Parece que a Idade Moderna j\u00e1 cessou, grosso modo com a introdu\u00e7\u00e3o da Idade Contempor\u00e2nea (colocada genericamente, mesmo que falhe a unanimidade, com o triunfo da raz\u00e3o sobre o romantismo renascentista e o teocentrismo). Contudo, \u00e9 preocupante ouvir falar de moderno no s\u00e9culo XXI, quando, no m\u00e1ximo, a modernidade tocou o \u00faltimo quartel do S\u00e9culo XIX!?<\/p>\n<p>Afinal, vamos manter o atraso que, pelas considera\u00e7\u00f5es apontadas nestes \u00faltimos dias, se cifra j\u00e1 em mais de uma centena de anos, em detrimento dos \u201ccl\u00e1ssicos\u201d cinquenta!<\/p>\n<p>Mas, no meio de tanto avan\u00e7o civilizacional, em que o Pr\u00edncipe (de Maquiavel) n\u00e3o ficaria envergonhado, h\u00e1 mat\u00e9rias que s\u00f3 aqui, neste apontamento, podemos referir com o seu car\u00e1cter genuinamente contempor\u00e2neo: o futebol! Esta (realidade) sim! H\u00e1 igualdade, h\u00e1 oportunidade, h\u00e1 liberdade para qualquer um superar qualquer outro! A vontade, a arg\u00facia, como elementos fundamentais de express\u00e3o! N\u00e3o bastam os meios (sobretudo os poderosos!). N\u00e3o \u00e9 nada medievo ou moderno! Est\u00e1 para al\u00e9m e sofre com a modernidade! Porque, colhendo da mesma admira\u00e7\u00e3o de Francisco Soler em entrevista ao Di\u00e1rio de Aveiro, os nossos est\u00e1dios continuar\u00e3o vazios com a legaliza\u00e7\u00e3o desta \u201cmodernice\u201d, o aborto!<\/p>\n<p>Desportivamente\u2026 pelo desporto!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ponta de Lan\u00e7a<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[46],"tags":[],"class_list":["post-8997","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-desporto"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8997","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8997"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8997\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8997"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8997"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8997"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}