{"id":8998,"date":"2007-02-15T14:44:00","date_gmt":"2007-02-15T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=8998"},"modified":"2007-02-15T14:44:00","modified_gmt":"2007-02-15T14:44:00","slug":"a-dignidade-da-imprensa-regional","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/a-dignidade-da-imprensa-regional\/","title":{"rendered":"A dignidade da imprensa regional"},"content":{"rendered":"<p>Os jornais regionais s\u00e3o uma esp\u00e9cie de reserva ecol\u00f3gica da imprensa. Com o dom da proximidade, contam \u00e0 comunidade de perto e de longe um pouco da sua vida e dos eventos mais significativos. T\u00eam mesmo um tom familiar de quem sabe o que diz e conhece as pessoas de quem fala. Dir-se-\u00e1 que t\u00eam os defeitos dos pequenos espa\u00e7os circulares onde as narrativas da aldeia falam mais de pessoas que de ideias. Ou das ideias de apenas algumas pessoas. Mas quem est\u00e1 atento nota que algo mudou. A tecnologia veio acelerar um processo de constru\u00e7\u00e3o muito mais moderno. As fontes de informa\u00e7\u00e3o multiplicaram as suas potencialidades, a regi\u00e3o ganhou uma soberania e afirma\u00e7\u00e3o que desconcerta e interroga os que julgavam que apenas na grande imprensa se fabricam as ideias dum pa\u00eds.<\/p>\n<p>\u00c9 sabido que a Igreja teve um papel decisivo na cria\u00e7\u00e3o e desenvolvimento da imprensa regional. Respondeu aos apelos da Igreja universal que foi acompanhando o nascimento e evolu\u00e7\u00e3o dos media. No nosso pa\u00eds surgiu, na linha da Boa Imprensa, um grupo de jornais di\u00e1rios, seman\u00e1rios e mensais que durante muito tempo constitu\u00edram o grande ve\u00edculo de circula\u00e7\u00e3o de ideias e informa\u00e7\u00e3o nas dioceses e nas aldeias mais long\u00ednquas.<\/p>\n<p>O poder pol\u00edtico olhou muitas vezes com desconfian\u00e7a para este vaiv\u00e9m de informa\u00e7\u00f5es para os da terra e para os emigrados das grandes cidades do estrangeiro. Outras com-preendeu essa fun\u00e7\u00e3o de unir uma fam\u00edlia dispersa e alimentar uma chama pela terra que, por ser pequena, mais querida era. Foi nesse contexto e compreens\u00e3o que surgiu o apoio \u00e0 imprensa regional atrav\u00e9s do Porte Pago, ou seja, da difus\u00e3o do pr\u00f3prio jornal. A partir de certa altura, por\u00e9m (as flutua\u00e7\u00f5es do poder) iniciou-se a opera\u00e7\u00e3o estrangulamento, com o intuito de apoiar os mais fortes e deixar cair os mais pequenos. A ideia parecia generosa, mas pretendia, na pr\u00e1tica, favorecer a cria\u00e7\u00e3o de alternativas a uma imprensa crist\u00e3 j\u00e1 existente por outra que, com mais apoios oficiais, aut\u00e1rquicos e nacionais, que melhor reflectisse a voz dos donos. E os apoios alternativos ent\u00e3o legislados que obrigavam os organismos do Estado a enviar 12 por cento da publicidade institucional para os meios de comunica\u00e7\u00e3o regional, ainda n\u00e3o chegaram. Isso mesmo o reconheceu o ministro dos Assuntos Parlamentares em Bragan\u00e7a, na celebra\u00e7\u00e3o do 67\u00ba Anivers\u00e1rio do Mensageiro de Bragan\u00e7a. Por isso j\u00e1 valeu a sess\u00e3o solene. Vejamos o que se segue.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os jornais regionais s\u00e3o uma esp\u00e9cie de reserva ecol\u00f3gica da imprensa. Com o dom da proximidade, contam \u00e0 comunidade de perto e de longe um pouco da sua vida e dos eventos mais significativos. T\u00eam mesmo um tom familiar de quem sabe o que diz e conhece as pessoas de quem fala. Dir-se-\u00e1 que t\u00eam [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-8998","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8998","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8998"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8998\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8998"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8998"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8998"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}