{"id":9001,"date":"2007-02-15T14:53:00","date_gmt":"2007-02-15T14:53:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=9001"},"modified":"2007-02-15T14:53:00","modified_gmt":"2007-02-15T14:53:00","slug":"qren-dois-equivocos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/qren-dois-equivocos\/","title":{"rendered":"QREN &#8211; dois equ\u00edvocos"},"content":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais <!--more--> O Quadro de Refer\u00eancia Estrat\u00e9gica Nacional (QREN), abordado no artigo anterior, acha-se exposto a dois equ\u00edvocos, bastante difundidos na sociedade portuguesa. S\u00e3o eles: o equ\u00edvoco do crescimento econ\u00f3mico e o da forma\u00e7\u00e3oo profissional. <\/p>\n<p>\u00c9 evidente que, sem crescimento econ\u00f3mico, fica limitado o desenvolvimento do Pa\u00eds. O equ\u00edvoco surge, quando se associa, a esta afirma\u00e7\u00e3o, uma outra raramente explicitada: a de que basta o crescimento econ\u00f3mico para ficar garantido o desenvolvimento ec\u00f3mico e social.<\/p>\n<p>H\u00e1 mais de quarenta anos, a pr\u00f3pria Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7oes Unidas (ONU) contestou esta afirma\u00e7\u00e3o, com base na an\u00e1lise da situa\u00e7\u00e3o do desenvolvimento \u00e0 escala mundial. Desde ent\u00e3o, abundam in\u00fameros estudos que refor\u00e7am a posi\u00e7\u00e3o da ONU. Na verdade, pode haver crescimento econ\u00f3mico acelerado e, ao mesmo tempo, manterem-se e agravarem-se os problemas sociais e humanos. \u00c9 que, para al\u00e9m do crescimento, \u00e9 necess\u00e1rio o desenvolvimento que abranja todo o tecido socioecon\u00f3mico, e que existam pol\u00edticas e pr\u00e1ticas favor\u00e1veis \u00e0 justa reparti\u00e7\u00e3o de rendimentos, \u00e0 protec\u00e7\u00e3o social, \u00e0 valoriza\u00e7\u00e3o pessoal, \u00e0 promo\u00e7\u00e3o cultural, \u00e0 defesa do ambiente, \u00e0 seguran\u00e7a interna, \u00e0 justi\u00e7a, \u00e0 paz nas rela\u00e7\u00f5es internacionais..<\/p>\n<p>Um outro equ\u00edvoco a que o QREN se encontra exposto \u00e9 o da sufici\u00eancia da forma\u00e7\u00e3o para a solu\u00e7\u00e3o dos problemas de emprego. Aqui tamb\u00e9m, o equ\u00edvoco reside na confus\u00e3o entre necessidade e sufici\u00eancia: a forma\u00e7\u00e3o \u00e9 absolutamente necess\u00e1ria para a solu\u00e7\u00e3o dos problemas de emprego; n\u00e3o \u00e9, por\u00e9m, suficiente.<\/p>\n<p>Para a solu\u00e7\u00e3o dos problemas de emprego \u00e9, igualmente, necess\u00e1ria (como \u00e9 evidente) a exist\u00eancia de empregos. E esta implica, nomeadamente, a iniciativa econ\u00f3mica, um ambiente social favor\u00e1vel, a adapta\u00e7\u00e3o entre o trabalhador e o posto de trabalho e, n\u00e3o raro, a mobilidade profissional (de uma actividade para outra) ou geogr\u00e1fica (entre localidades diferentes).<\/p>\n<p>N\u00e3o seria justo afirmar, com fundamento, que o QREN incorra nestes dois equ\u00edvocos. Acontece, por\u00e9m, que pode ser aproveitado para eles singrarem, por for\u00e7a de uma esp\u00e9cie de \u00abviscosidade hist\u00f3rica\u00bb. Esta consiste \u00abem sucessivas transig\u00eancias perante a press\u00e3o de grupos mais atentos a seus interesses imediatos do que inclinados \u00e0 defesa do bem comum (&#8230;)\u00bb. Daqui, resulta \u00abuma longa teoria de leis inexequ\u00edveis, atenuadas ou desviadas do sentido social, constituindo brevi\u00e1rio de servi\u00e7os p\u00fablicos de reduzido rendimento (&#8230;)\u00bb. (Prof. Eug\u00e9nio Castro Caldas, in \u00abAn\u00e1lise Social\u00bb, 2\u00ba semestre de 1964, p\u00e1g, 466).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-9001","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9001","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9001"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9001\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9001"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9001"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9001"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}