{"id":9045,"date":"2007-02-22T16:06:00","date_gmt":"2007-02-22T16:06:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=9045"},"modified":"2007-02-22T16:06:00","modified_gmt":"2007-02-22T16:06:00","slug":"portugal-nao-pode-apostar-nos-baixos-salarios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/portugal-nao-pode-apostar-nos-baixos-salarios\/","title":{"rendered":"Portugal n\u00e3o pode apostar nos baixos sal\u00e1rios"},"content":{"rendered":"<p>&#8220;Europa Social&#8221; debatida pela UGT <!--more--> \u201cA Europa Social \u00e9 um factor de competitividade\u201d, referiu o secret\u00e1rio-geral da Uni\u00e3o Geral de Trabalhadores (UGT), Jo\u00e3o Proen\u00e7a, num debate realizado em Aveiro por aquela confedera\u00e7\u00e3o sindical. No entanto, reconheceu que \u201ca Europa social est\u00e1 a mudar, mas a mudan\u00e7a tem de passar por uma maior ades\u00e3o dos trabalhadores \u00e0s mudan\u00e7as. Isso implica debater o que \u00e9 a Europa hoje, o que poder\u00e1 ser a Europa social no futuro\u201d. <\/p>\n<p>Este debate da UGT deve-se ao facto de que \u201ca Europa est\u00e1, muitas vezes, em quest\u00e3o. Hoje, muitas vezes os cidad\u00e3os n\u00e3o acreditam no projecto europeu, porque esse projecto tem certas quest\u00f5es que n\u00e3o motivam a ades\u00e3o dos cidad\u00e3os; pelo contr\u00e1rio, leva a que hoje muitos trabalhadores descreiam da Europa. Portanto, \u00e9 fundamental que os trabalhadores acreditem nesse projecto\u201d, e, como diz Jo\u00e3o Proen\u00e7a, \u201c\u00e9 necess\u00e1rio refor\u00e7ar espa\u00e7os de participa\u00e7\u00e3o. \u00c9 necess\u00e1rio que os trabalhadores e os cidad\u00e3os sejam, cada vez mais, parte activa na constru\u00e7\u00e3o do projecto europeu\u201d.<\/p>\n<p>Este dirigente da UGT n\u00e3o duvida que \u201c a Europa \u00e9 o espa\u00e7o mais competitivo do mundo. A Europa \u00e9 o maior exportador e o maior importador mundial\u201d. E, se \u00e9 o maior exportador, \u201c\u00e9 porque os seus produtos t\u00eam condi\u00e7\u00f5es de competitividade. A Europa n\u00e3o pode apostar nos produtos de baixa qualidade e de baixo pre\u00e7o. Tem de apostar na qualidade dos seus produtos, na inova\u00e7\u00e3o, em novos processos e em novas tecnologias\u201d.<\/p>\n<p>Limitar importa\u00e7\u00f5es de pa\u00edses sem direitos<\/p>\n<p>A par disso, o secret\u00e1rio geral da UGT afirma que \u201ca Europa n\u00e3o pode aceitar que pa\u00edses que n\u00e3o respeitam direitos humanos, que n\u00e3o respeitam direitos fundamentais, que n\u00e3o respeitam o direito sindical e \u00e0 greve, que baseiam a sua produ\u00e7\u00e3o, por exemplo, em trabalho in-fantil, em trabalho for\u00e7ado, possam exportar livremente para a Europa\u201d. Pelo que \u201creivindicamos que, nos acordos de com\u00e9rcio internacional, n\u00e3o s\u00f3 os acordos de n\u00edvel geral, da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial do Com\u00e9rcio, mas tamb\u00e9m os acordos bilaterais da Uni\u00e3o Europeia, tenham em considera\u00e7\u00e3o o respeito por esses direitos fundamentais. A Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho tem oito conven\u00e7\u00f5es, as quais todos os pa\u00edses t\u00eam de respeitar. Esperamos que os pa\u00edses v\u00e3o muito al\u00e9m disso, e a Europa social \u00e9 muito mais do que isso\u201d.<\/p>\n<p>Jo\u00e3o Proen\u00e7a real\u00e7a que Portugal n\u00e3o pode continuar a apostar nos baixos sal\u00e1rios \u201cpor dois motivos: na Uni\u00e3o Europeia, h\u00e1 pa\u00edses com sal\u00e1rios mais baixos do que os nossos, no quadro internacional, a maioria dos pa\u00edses com quem competimos t\u00eam sal\u00e1rios muito mais baixos do que os nossos. Portugal tem que apostar num trabalho mais qualificado, em empresas com maior n\u00edvel tecnol\u00f3gico e numa maior flexibilidade interna nas empresas, resultante da negocia\u00e7\u00e3o colectiva\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;Europa Social&#8221; debatida pela UGT<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[63],"tags":[],"class_list":["post-9045","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-aveiro"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9045","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9045"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9045\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9045"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9045"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9045"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}