{"id":9053,"date":"2007-02-22T16:24:00","date_gmt":"2007-02-22T16:24:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=9053"},"modified":"2007-02-22T16:24:00","modified_gmt":"2007-02-22T16:24:00","slug":"o-coracao-e-a-razao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/o-coracao-e-a-razao\/","title":{"rendered":"O cora\u00e7\u00e3o e a raz\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Como se prova o amor entre duas pessoas? E como \u00e9 que sabemos que temos as ideias claras? E qual o melhor entendimento sobre esta ou aquela quest\u00e3o? O que faz sentido agora tamb\u00e9m vai estar certo mais adiante?<\/p>\n<p>Estas e outras d\u00favidas recorrentes obrigam-nos a pensar e a procurar respostas. Ainda que a sensa\u00e7\u00e3o seja resolver tudo pela via da raz\u00e3o, na realidade aquilo que mais transforma a nossa vida \u00e9 aquilo que sentimos e em que acreditamos, Nem sempre aquilo que compreendemos nos leva mais longe, porque nem sempre a compreens\u00e3o racional nos traz sentimentos positivos de que precisamos para avan\u00e7ar.<\/p>\n<p>Um dos grandes mist\u00e9rios da vida \u00e9 justamente este de n\u00e3o podermos provar tudo cientificamente. E muito do que n\u00e3o se prova pela raz\u00e3o, prova-se pelo cora\u00e7\u00e3o. Comprova-se existencialmente, pela via dos sentimentos, dos afectos e das rela\u00e7\u00f5es que vamos criando.<\/p>\n<p>Como \u00e9 que se prova o amor entre duas pessoas, por exemplo? Se o amor \u00e9 verdadeiro, vai dando sinais. Que sinais? Sinais de amor propriamente dito, de cumplicidade, de comunh\u00e3o, de entendimento, de crescimento interior, de alegria, de confian\u00e7a e, ainda, de esperan\u00e7a no presente e no futuro, entre tantos outros.<\/p>\n<p>O amor sente-se; e \u00e9 porque nos sentimos amados e porque amamos que confiamos mais em n\u00f3s e nos outros. O amor entre duas pessoas n\u00e3o se comprova cientificamente, mas confere-se na vida vivida todos os dias. \u00c9 uma atitude, uma maneira de estar, de ser e de sentir, que est\u00e1 muito para al\u00e9m da compreens\u00e3o intelectual.<\/p>\n<p>Provar a um filho que o amamos n\u00e3o passa por escrever um tratado sobre o amor que sentimos por ele, mas sim pelos sinais que lhe damos. Pela qualidade e quantidade de tempo que passamos com ele, pela disponibilidade com que o ouvimos, pela verdade com que nos relacionamos, pela capacidade de o acolher tal como \u00e9, de o perdoar e nos fazermos perdoar e de o ajudar a crescer, crescendo com ele.<\/p>\n<p>Perceber a import\u00e2ncia e o peso do cora\u00e7\u00e3o na nossa vida passa por nos perguntarmos de onde nos vem a seguran\u00e7a e a confirna\u00e7a. Da raz\u00e3o? Daquilo que conhecemos e percebemos ou daquilo que sentimos e em que acreditamos? Claro que tudo isto tamb\u00e9m vem da raz\u00e3o,  mas, ainda assim, o cora\u00e7\u00e3o tem muito mais peso.<\/p>\n<p>Todos temos a tenta\u00e7\u00e3o de pensar que seria tudo infinitamente mais f\u00e1cil e seguro se se pudesse demonstrar cientificamente. \u00c9 uma ilus\u00e3o pensar assim, pois a maior parte das nossas seguran\u00e7as nascem no cora\u00e7\u00e3o, e comprovam-se na vida.<\/p>\n<p>N\u00e3o se trata de desvalorizar a ci\u00eancia, muito pelo contr\u00e1rio. Trata-se de a p\u00f4r no s\u00edtio certo. T\u00e3o pouco se trata de minimizar os nossos conflitos internos e as nossas d\u00favidas eternas. Vivemos e viveremos sempre cheios de dilemas e com muito mais d\u00favidas do que certezas e, por isso mesmo, importa estarmos atentos \u00e0quilo que sentimos.<\/p>\n<p>Uma vez aqui chegados, vale a pena referir que o cora\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m tem as suas armadilhas  e, por isso, precisamos de ficar especialmente atentos aos sentimentos mais profundos. Ou seja, o cora\u00e7\u00e3o pode ser muito trai\u00e7oeiro e inst\u00e1vel \u00e0 superf\u00edcie. Ao n\u00edvel das sensa\u00e7\u00f5es e das emo\u00e7\u00f5es. Por isso mesmo, \u00e9 essencial perceber os sinais transformadores e, porventura, mais \u00edntimos.<\/p>\n<p>E, ao mesmo tempo, tomar consci\u00eancia de que as verdadeiras certezas, as maiores alegrias, a grande confian\u00e7a e toda a esperan\u00e7a v\u00eam, acima de tudo, do cora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Como se prova o amor entre duas pessoas? E como \u00e9 que sabemos que temos as ideias claras? E qual o melhor entendimento sobre esta ou aquela quest\u00e3o? O que faz sentido agora tamb\u00e9m vai estar certo mais adiante? Estas e outras d\u00favidas recorrentes obrigam-nos a pensar e a procurar respostas. 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