{"id":9061,"date":"2007-03-01T11:55:00","date_gmt":"2007-03-01T11:55:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=9061"},"modified":"2007-03-01T11:55:00","modified_gmt":"2007-03-01T11:55:00","slug":"consciencia-amarrada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/consciencia-amarrada\/","title":{"rendered":"Consci\u00eancia amarrada?"},"content":{"rendered":"<p>A Igreja cat\u00f3lica &#8211; entenda-se: o edif\u00edcio doutrinal cat\u00f3lico e o corpo de magist\u00e9rio que o promove e ensina &#8211; tem sido acusada de \u201camarrar\u201d as consci\u00eancias, tornando-as prisioneiras de preconceitos e medos, sem margem para um exerc\u00edcio humano da intelig\u00eancia e consequentes decis\u00f5es livres. \u00c9 um embuste, que facilmente encontra acolhimento entusiasta nos paladinos de uma liberdade coincidente com um total livre arb\u00edtrio.<\/p>\n<p>A Igreja j\u00e1 teve a coragem de pedir perd\u00e3o publicamente pelos processos desumanos algumas vezes utilizados no que deveria ser o an\u00fancio de uma Boa Not\u00edcia. E f\u00ea-lo com total transpar\u00eancia e plena convic\u00e7\u00e3o. Ao contr\u00e1rio, correntes filos\u00f3ficas, pol\u00edticas e sociais, que anularam por completo o pensar e o agir pessoal ou de grupo, que exterminaram etnias e na\u00e7\u00f5es inteiras, que massacram credos religiosos e \u201cmicro-climas\u201d culturais, n\u00e3o fizeram sequer uma autocr\u00edtica digna desse nome.<\/p>\n<p>A Igreja cat\u00f3lica \u00e9 mediadora do an\u00fancio de um sistema de valores, os valores do Evangelho, do qual decorre um quadro de vida. \u00c9 portadora de uma Mensagem personificada, que interpela e convida &#8211; a Pessoa de Jesus Cristo, ante a qual cada um de n\u00f3s tomar\u00e1 uma posi\u00e7\u00e3o livre. <\/p>\n<p>Se opta por acolher esse Dom, entra num caminho de progressiva identifica\u00e7\u00e3o com Aquele que acolhe. A Igreja n\u00e3o se configura como sociedade secreta; Aquele que \u00e9 anunciado n\u00e3o se confina ao intimismo. A Igreja tem rosto p\u00fablico; Jesus Cristo entra na express\u00e3o social de cada pessoa que O acolhe.<\/p>\n<p>Sou eu que me \u201camarro\u201d a esta Mensagem, a este Libertador, como sentido da minha vida. Eu pr\u00f3prio sinto se me desvio ou n\u00e3o desse compromisso, porque sinto a minha fidelidade ou infidelidade a esse v\u00ednculo libertador. A minha condi\u00e7\u00e3o de ser social liga-me \u00e0queles que partilham as mesmas convic\u00e7\u00f5es e acolhem o mesmo Libertador. A teia dessas rela\u00e7\u00f5es configura uma Fam\u00edlia que se identifica nos mesmos valores inspiradores da vida. As \u201cregras\u201d que me s\u00e3o recordadas n\u00e3o s\u00e3o \u201camarras\u201d que me imp\u00f5em; s\u00e3o lembran\u00e7as da minha identidade.<\/p>\n<p>A quest\u00e3o \u00e9 que, muitas vezes, aqueles que acusam a Igreja de violadora da consci\u00eancia mais n\u00e3o desejam do que, secretamente, despojar a pessoa humana de todas as refer\u00eancias, para que, ao sabor de todas as correntes e ventos, se torne presa f\u00e1cil de n\u00e3o menos secretos interesses. Para n\u00e3o falar j\u00e1 da ditatorial pretens\u00e3o do Estado de se tornar a consci\u00eancia pensante de toda a Sociedade. \t<\/p>\n<p>Quem olha de modo isento o edif\u00edcio doutrinal da Igreja cat\u00f3lica entende, sem grande esfor\u00e7o, que ele \u00e9 uma proposta clara, a toda a pessoa humana, em ordem a um paradigma de vida coerente. Quem assume essa proposta \u00e9 feliz na perseveran\u00e7a!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Igreja cat\u00f3lica &#8211; entenda-se: o edif\u00edcio doutrinal cat\u00f3lico e o corpo de magist\u00e9rio que o promove e ensina &#8211; tem sido acusada de \u201camarrar\u201d as consci\u00eancias, tornando-as prisioneiras de preconceitos e medos, sem margem para um exerc\u00edcio humano da intelig\u00eancia e consequentes decis\u00f5es livres. \u00c9 um embuste, que facilmente encontra acolhimento entusiasta nos paladinos [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[47],"tags":[],"class_list":["post-9061","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-editorial"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9061","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9061"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9061\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9061"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9061"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9061"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}