{"id":9119,"date":"2007-03-01T16:17:00","date_gmt":"2007-03-01T16:17:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=9119"},"modified":"2007-03-01T16:17:00","modified_gmt":"2007-03-01T16:17:00","slug":"notas-desvalorizadas-ou-afinadas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/notas-desvalorizadas-ou-afinadas\/","title":{"rendered":"Notas desvalorizadas ou afinadas?"},"content":{"rendered":"<p>1. Escrevo o que todos n\u00f3s sabemos. Este saber quer dizer que estamos informados. Bendita era da informa\u00e7\u00e3o. Infelizmente, acolho um exemplo cruel, que \u00e9 a M\u00e1 Not\u00edcia baseada em factos e n\u00e3o opini\u00f5es. O tr\u00e1fico de pessoas, no sentido mais amplo, \u00e9 o 3\u00ba neg\u00f3cio mais rent\u00e1vel do mundo (s\u00f3 perde para as armas e drogas). Isso provoca a fragmenta\u00e7\u00e3o dos valores familiares, que est\u00e3o na base da nossa cultura humanista (mesmo quem \u00e9 discordante por profiss\u00e3o, concorda!). Por serem as fam\u00edlias atingidas em sua integridade, ganha muita actualidade a \u201cop\u00e7\u00e3o pela fam\u00edlia\u201d.<\/p>\n<p>Como gerar a fraternidade da Grande Fam\u00edlia Humana, habitando a Terra dentro dum Cosmo Harmonioso? Somos feitos da mesma mat\u00e9ria das estrelas. E neste espa\u00e7o-tempo que nos cabe existir, vamo-nos consumindo uns aos outros (apesar do esfor\u00e7o de reinventarmos o nosso quotidiano). Correndo o risco da generaliza\u00e7\u00e3o apressada, fica a an\u00e1lise: o que as \u201cag\u00eancias de poder\u201d fazem para que o mundo se divirta (!); deveriam fazer as \u201cag\u00eancias de servi\u00e7o\u201d (inclu\u00eddas a(s) Igreja(s) e as Religi\u00f5es), em direc\u00e7\u00e3o contr\u00e1ria, para que o mundo se converta (!).<\/p>\n<p>2. \u201cFora dos pobres n\u00e3o h\u00e1 salva\u00e7\u00e3o\u201d (de que pobres falamos: 1\u00ba Todos n\u00f3s somos pobres: na biologia e na gen\u00e9tica, cultural e religiosamente; sobretudo, ontologicamente\u2026 2\u00ba Pobres s\u00e3o todos os ou-tros: sobre os quais exercemos a \u201cdenega\u00e7\u00e3o\u201d, isto \u00e9, o modo de manter secreta para n\u00f3s a Verdade que n\u00e3o temos a coragem de enfrentar). Por isso \u00e9 tempo de entender, \u201cfora da Igreja n\u00e3o h\u00e1 salva\u00e7\u00e3o\u201d (express\u00e3o correcta para o esp\u00edrito comunit\u00e1rio e n\u00e3o individualista, mas desastrosa para o ecumenismo e para o di\u00e1logo inter-religioso,etc). E muito menos aceitar que: \u201cfora do mercado n\u00e3o h\u00e1 salva\u00e7\u00e3o\u201d (ex-press\u00e3o compreens\u00edvel para uma globaliza\u00e7\u00e3o solid\u00e1ria, mas imoral diante dum branqueamento do neo-liberalismo,etc.). \u00c9 mais pr\u00f3ximo da Verdade, polif\u00f3nica mas absoluta, a minha aceita\u00e7\u00e3o de suor e sangue: \u201cFora dos pobres n\u00e3o h\u00e1 salva\u00e7\u00e3o\u201d (de que salva\u00e7\u00e3o falamos: bem, merece um pr\u00f3ximo artigo\u2026n\u00e3o o trocar por \u201cFora das pessoas n\u00e3o h\u00e1 salva\u00e7\u00e3o\u201d). Revelou-me o \u201cDeus da B\u00edblia (Vida)\u201d e n\u00e3o o \u201cDeus do Va-ticano (Institui\u00e7\u00e3o)\u201d. Este reconhecimento \u00e9 exactamente o contr\u00e1rio da denega\u00e7\u00e3o. Ter de vez a fraternidade (e n\u00e3o uma \u201cverdade corporativa\u201d no civil laicista, ou \u201cverdade hip\u00f3crita\u201d no religioso espiritualista) \u00e0 flor da pele e dos olhos!<\/p>\n<p>3. O mundo \u201cdito civilizado\u201d imp\u00f5e-se aos \u201cPobres\u201d. Imp\u00f5e-lhes a paci\u00eancia, a prud\u00eancia e o sil\u00eancio. Eles, surdos, mudos e invis\u00edveis, respondem. Paci\u00eancia resignada, n\u00e3o, mas indignada, sim. Paci\u00eancia que se alimenta do estudo e se faz compromisso de vida. Prud\u00eancia perante o esc\u00e2ndalo da mentira, n\u00e3o, mas arte da transpar\u00eancia para que a verdade possa ser assumida, sim. Prud\u00eancia que, revestida de bom humor e festa, s\u00f3 se apura na ousadia. Sil\u00eancio dos silenciados nos v\u00edcios e nas plataformas da diplomacia oficial, n\u00e3o, mas o sil\u00eancio meditado dum mea culpa saud\u00e1vel, porque provoca a convers\u00e3o, sim. Sil\u00eancio de quem se escuta a si mesmo nos outros e vai ouvir com o cora\u00e7\u00e3o o sil\u00eancio dos crucificados, para s\u00f3 assim poder agir em consequ\u00eancia. Sobretudo, pobres de paci\u00eancia, pobres de prud\u00eancia e pobres de sil\u00eancio, pois \u00e9 Deus que \u00e9 a sua fonte original e n\u00e3o n\u00f3s, seus sujeitos de produ\u00e7\u00e3o e consumo. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>1. Escrevo o que todos n\u00f3s sabemos. Este saber quer dizer que estamos informados. Bendita era da informa\u00e7\u00e3o. Infelizmente, acolho um exemplo cruel, que \u00e9 a M\u00e1 Not\u00edcia baseada em factos e n\u00e3o opini\u00f5es. 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