{"id":9129,"date":"2007-03-07T15:18:00","date_gmt":"2007-03-07T15:18:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=9129"},"modified":"2007-03-07T15:18:00","modified_gmt":"2007-03-07T15:18:00","slug":"a-vida-de-compromisso-e-sempre-de-barco-a-remos-contra-a-mare-e-nao-de-aviao-a-jacto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/a-vida-de-compromisso-e-sempre-de-barco-a-remos-contra-a-mare-e-nao-de-aviao-a-jacto\/","title":{"rendered":"&#8220;A vida de compromisso \u00e9 sempre de barco a remos contra a mar\u00e9 (e n\u00e3o de avi\u00e3o a jacto)&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>D. Ant\u00f3nio Marcelino nas catequeses quaresmais: <!--more--> O matrim\u00f3nio ainda \u00e9 sagrado, quando&#8230; \u201ccasa-se hoje e descasa-se amanh\u00e3\u201d?&#8230; Quando h\u00e1 nove centenas de casamentos cat\u00f3licos por ano na diocese de Aveiro, contra os dois milhares de h\u00e1 25 anos? &#8230;Quando viver em uni\u00e3o de facto deixou de ser factor de estigma social e \u00e9 aceite com naturalidade, mesmo por fam\u00edlias crist\u00e3s?&#8230; Quando o casamento parece estar dependente da \u201csimples atrac\u00e7\u00e3o afectiva\u201d, do \u201csentimento espont\u00e2neo que depressa se pode tornar rotineiro e substitu\u00eddo\u201d?<\/p>\n<p>Sim. O matrim\u00f3nio ainda \u00e9 sagrado. E vai continuar a ser. Mesmo a recusa do matrim\u00f3nio (\u201cn\u00e3o sou capaz\u201d; \u201c\u00e9 demasiado exigente\u201d; \u201cn\u00e3o s\u00e3o os pap\u00e9is que d\u00e3o a felicidade\u201d&#8230;) \u201c\u00e9 uma afirma\u00e7\u00e3o do seu valor e import\u00e2ncia\u201d, reconheceu D. Ant\u00f3nio Marcelino, na catequese quaresmal da \u00faltima segunda-feira.<\/p>\n<p>O matrim\u00f3nio \u00e9 sagrado porque se funda no acto criador de Deus (Gn 1,27; 2,18), porque o homem e a mulher que deixam a fam\u00edlia original para fundar uma nova fam\u00edlia s\u00e3o \u201csinal s\u00e9rio do acto criador que se perpetua para bem da humanidade\u201d. H\u00e1 algo de divino na origem de uma nova fam\u00edlia. Por isso, escreve D. Ant\u00f3nio Marcelino na folha que distribuiu aos participantes da catequese: \u201cTodo o casamento aut\u00eantico, mesmo de n\u00e3o baptizados, pela fidelidade, unidade e fecundidade, tem uma dimens\u00e3o sagrada. Assim a Igreja o fez sacramento [para os baptizados]\u201d. E tamb\u00e9m por isso, quando dois adultos casados se baptizam, o seu casamento \u00e9 \u201cautomaticamente\u201d reconhecido como v\u00e1lido, sem necessidade de qualquer ritual ou processo. N\u00e3o \u00e9 por acaso que \u201cna hist\u00f3ria da Israel, sempre que se pretende explicar a alian\u00e7a de Deus com as pessoas, os profetas usam a linguagem da experi\u00eancia conjugal e do amor dos esposos\u201d, afirmou D. Ant\u00f3nio Marcelino, referindo que \u201cs\u00f3 ao anel dos esposos se chama alian\u00e7a\u201d, porque \u00e9 \u201csinal da realidade mais profunda da uni\u00e3o\u201d, sinal do \u201cpacto de sangue\u201d, \u00e0 semelhan\u00e7a do amor de Deus pela humanidade.<\/p>\n<p>Assim se compreende que o casamento seja \u201cindissol\u00favel por natureza\u201d, apesar de \u201cdestrut\u00edvel por viv\u00eancia\u201d, e que a rela\u00e7\u00e3o de compromisso seja mais uma travessia de barco a remos, com os dois a remarem no mesmo sentido, do que uma viagem de avi\u00e3o a jacto. A vida em casal \u00e9 \u201cuma rela\u00e7\u00e3o que se alimenta\u201d, uma \u201cdepend\u00eancia libertadora\u201d, \u201cuma viv\u00eancia que se prolonga\u201d, \u00e0s vezes, at\u00e9 depois da morte de um dos c\u00f4njuges. A seguinte frase resume o fundamento e o apelo ao amor que o casamento significa: \u201cCasa-se porque se ama, mas ama-se de modo diferente porque se \u00e9 casado\u201d.<\/p>\n<p>Pr\u00f3xima Catequese: 12 de Mar\u00e7o, <\/p>\n<p>\u00e0s 21h15, no Sal\u00e3o de S. Domingos<\/p>\n<p>Tema: \u201cPara casar na Igreja \u00e9 necess\u00e1rio ter f\u00e9?<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>D. 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