{"id":9152,"date":"2007-03-07T16:13:00","date_gmt":"2007-03-07T16:13:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=9152"},"modified":"2007-03-07T16:13:00","modified_gmt":"2007-03-07T16:13:00","slug":"homenagem-a-algumas-mulheres-de-aveiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/homenagem-a-algumas-mulheres-de-aveiro\/","title":{"rendered":"Homenagem a algumas mulheres de Aveiro"},"content":{"rendered":"<p>Celebra-se anualmente, em 8 de Mar\u00e7o, o Dia Internacional da Mulher, institu\u00eddo pela Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas em 1975, mas j\u00e1 com ra\u00edzes nos meados do s\u00e9culo XIX. Neste dia, quase espontaneamente e de modo particular, evoco a minha saudosa m\u00e3e, Margarida Teresa \u2013 verdadeira educadora, que me transmitiu o conhecimento e o amor de Deus, me ensinou as primeiras ora\u00e7\u00f5es, me estimulou no afecto pelos meus irm\u00e3os e me despertou no respeito por toda a gente. Tamb\u00e9m lembro neste dia, com afectuosa amizade, as minhas av\u00f3s Maria Engr\u00e1cia e Maria Teresa, as minhas tr\u00eas irm\u00e3s Maria, Iria e Arminda, as minhas duas cunhadas Maria e Rosa e as minhas muitas sobrinhas, de diversos graus; a todas, que me estimam sem condi\u00e7\u00f5es, sou devedor de imensa gratid\u00e3o. E, como elas, adivinho as incont\u00e1veis hero\u00ednas an\u00f3nimas que, na penumbra da plateia, s\u00e3o muito mais numerosas do que os her\u00f3is aclamados na luz do palco. \u00c9 nosso dever traz\u00ea-las \u00e0 claridade resplandecente da ribalta.<\/p>\n<p>Tantas mulheres que, sem darem nas vistas nem ficarem gravadas em p\u00e1ginas da hist\u00f3ria, colaboraram decididamente na constru\u00e7\u00e3o da comunidade humana. Quantas esposas que, com a sua coopera\u00e7\u00e3o, o seu trabalho e o seu sacrif\u00edcio, ajudaram os maridos a granjearem realce na sociedade!\u2026 Quantas m\u00e3es que, com persist\u00eancia e com amor, formaram her\u00f3is e santos!\u2026 Quantas filhas que, com carinho e com afei\u00e7\u00e3o, ajudaram os pais e as m\u00e3es!\u2026 Quantas irm\u00e3s que, numa vida escondida, tornaram poss\u00edvel o trabalho de familiares!\u2026 Quantas e quantas mulheres que, com abnega\u00e7\u00e3o desmedida, velaram beb\u00e9s, acolheram crian\u00e7as, formaram consci\u00eancias, semearam valores, encorajaram vacilantes, curaram enfermos, assistiram moribundos, ampararam velhinhos!&#8230;<\/p>\n<p>Sem pretender ser exaustivo (longe de mim!), lembro apenas algumas aveirenses cujos nomes se encontram registados na mem\u00f3ria colectiva, na hist\u00f3ria local, na topon\u00edmia urbana ou at\u00e9 no bronze esculturado. <\/p>\n<p>Uma mulher que \u00e9 patrim\u00f3nio da Humanidade<\/p>\n<p>N\u00e3o deixo passar o Dia Internacional da Mulher, depois da evoca\u00e7\u00e3o de algumas mulheres aveirenses, sem levantar o meu pensamento para outra Senhora \u2013 uma grande Mulher que pertence ao patrim\u00f3nio da Humanidade\u2026 e tamb\u00e9m ao de Aveiro. Refiro-me \u00e0 M\u00e3e de Jesus Cristo, entre n\u00f3s invocada como a Senhora da Apresenta\u00e7\u00e3o, da Alegria, da Gl\u00f3ria, dos Navegantes, das Febres, da Ajuda, da Miseric\u00f3rdia ou do Carmo. A Ela apresento todas as mulheres, m\u00e3es ou n\u00e3o, que t\u00eam um papel a cumprir durante a sua vida e que seguem denodadamente o caminho da sua exist\u00eancia, por vezes com inaudito sacrif\u00edcio. Esta Mulher poder\u00e1 justamente ser lembrada com devo\u00e7\u00e3o. Ainda jovem, mas com voz a ressoar pelos s\u00e9culos, proclamou que Deus dispersa os soberbos, derruba os poderosos, despede os ricos de m\u00e3os vazias, exalta os humildes e enche de bens os famintos. Mais tarde, depois de ver e sentir, com amargura mas com coragem, o seu Filho pregado e morto na cruz, viveu \u2013 e vive \u2013 o j\u00fabilo da vit\u00f3ria da Ressurrei\u00e7\u00e3o. Maria de Nazar\u00e9 tornou-se o exemplo de todas aquelas mulheres que n\u00e3o perdem a esperan\u00e7a em novos e melhores tempos. <\/p>\n<p>CONDESSA MUMADONA DIAS<\/p>\n<p>Esta \u00e9 uma ilustre senhora vimaranense que, entre as suas numeros\u00edssimas propriedades constantes no instrumento de doa\u00e7\u00e3o em favor do Mosteiro de Guimar\u00e3es, incluiu as salinas e os campos agr\u00edcolas que possu\u00eda em Alquerubim e em Aveiro, no territ\u00f3rio de Coimbra. Tal escritura foi lavrada no s\u00e9timo dia antes das Calendas de Fevereiro de 997 \u2013 data que, convertida da era de C\u00e9sar para a de Cristo, corresponde ao dia 26 de Janeiro de 959.<\/p>\n<p>A esta nobre mulher deve Aveiro a sua primeira refer\u00eancia documental, por onde se conclui que os seus habitantes viviam sob o signo do fabrico do sal e do cultivo das terras. Sendo assim, n\u00e3o se pode esquecer Mumadona Dias e t\u00ea-la como insigne aveirense nos registos da sua hist\u00f3ria milen\u00e1ria.<\/p>\n<p>PRINCESA SANTA JOANA<\/p>\n<p>Desde finais de Julho de 1472 at\u00e9 \u00e0 sua morte, morou em Aveiro a Princesa Santa Joana, que nasceu em Lisboa em 6 de Fevereiro de 1452, sendo filha de el-Rei D. Afonso V e da Rainha D. Isabel. Recolheu-se no Mosteiro de Jesus, fundado em 1462, e fez comunidade com as religiosas da Ordem Dominicana. A partir da sua juventude, foi modelo de quem, com liberdade de esp\u00edrito e com firmeza de car\u00e1cter, deseja concretizar o seu projecto de vida.<\/p>\n<p>Se D. Joana se interessou pelo dito Mosteiro \u2013 a que chamava a sua \u201cLisboa, a pequena\u201d \u2013 tanto no aspecto econ\u00f3mico como sobretudo no conforto moral, no afecto humano, na aten\u00e7\u00e3o ao sofrimento alheio e no exemplo de virtude e de alegria que testemunhava, tamb\u00e9m foi alma aberta \u00e0s gentes e \u00e0s coisas da ent\u00e3o Vila, cujos habitantes considerava como entregues aos seus cuidados e responsabilidades. Conforme lhe foi poss\u00edvel, procurou defender a liberdade de Aveiro, ante as atitudes menos simp\u00e1ticas ou as prepot\u00eancias de estranhos. Por isso, na ocasi\u00e3o da sua morte, em 12 de Maio de 1490, confundindo-se com o som plangente dos sinos, puderam ouvir-se os coment\u00e1rios \u00e0 triste nova: &#8211; Morreu a m\u00e3e dos desamparados! Deus levou-nos a libertadora dos oprimidos! Desapareceu do nosso conv\u00edvio quem nos valia nas afli\u00e7\u00f5es!&#8230;<\/p>\n<p>D. Brites de Mara e Meneses<\/p>\n<p>Figura de rara beleza, de grande fortuna e de invulgar categoria social no seu tempo, D. Brites, apesar de n\u00e3o ser natural de Aveiro, aqui viveu desde 1601 at\u00e9 ao seu falecimento em 4 de Junho de 1648. Os seus restos mortais jazem em sepulcro art\u00edstico na igreja do Convento do Carmo.<\/p>\n<p>D. Brites notabilizou-se pelo seu interesse para com os necessitados e pela sua caridade, quase inesgot\u00e1vel, nas ajudas econ\u00f3micas em favor de todas as institui\u00e7\u00f5es existentes em Aveiro. Por ser incontestavelmente a pessoa de maior relevo entre n\u00f3s durante a primeira metade do s\u00e9culo XVII, alcan\u00e7ou a considera\u00e7\u00e3o p\u00fablica das diversas classes sociais. Descrevendo o seu funeral, Frei Belchior de Santa Ana anotou que nele participou uma \u201cgrande multid\u00e3o de nobres e plebeus, dos quais uns lhe chamavam m\u00e3e dos pobres, amparo dos \u00f3rf\u00e3os e vi\u00favas; outros consola\u00e7\u00e3o de atribulados e rem\u00e9dio de aflitos; e todos afirmavam que em cristandade, cortesia, primor, afabilidade e prud\u00eancia fora singular\u201d (Cr\u00f3nica dos Carmelitas Descal\u00e7os, 1657). <\/p>\n<p>Ant\u00f3nia Rodrigues<\/p>\n<p>Esta aveirense nasceu no Bairro da Beira-Mar, sendo filha da arraia mi\u00fada e humilde, que contou em pouco tempo largos merecimentos e morreu t\u00e3o ilustre que podia ser timbre das hero\u00ednas da Gr\u00e9cia e de Roma \u2013 no dizer do Padre Ant\u00f3nio Carvalho da Costa (Corografia Portuguesa, 1708).<\/p>\n<p>Ainda adolescente, deslumbrada com as aventuras dos portugueses do s\u00e9culo de Quinhentos, Ant\u00f3nia Rodrigues, injustamente maltratada por uma irm\u00e3 e cunhado, come\u00e7ou a criar em si o esp\u00edrito de revolta e de liberta\u00e7\u00e3o e a sonhar \u201ccom os esplendores do Oriente, com os jardins de Ceuta, com os dram\u00e1ticos encontros afrontando piratas no alto mar e com os cercos famosos das fortalezas de \u00c1frica e da \u00cdndia, em que as mulheres representavam por vezes t\u00e3o insigne papel\u201d \u2013 nas palavras do conde de Sabugosa (Neves de Antanho, 1919). Vestindo-se com trajes masculinos, foi para Mazag\u00e3o, em Marrocos, onde, como \u201cmancebo militar\u201d, se cobriu de gl\u00f3ria na defesa da nossa Pra\u00e7a contra as incurs\u00f5es mouras. Se, ainda aparentando ser homem, foi alvo de louvores agradecidos, mais foi exaltada quando j\u00e1 n\u00e3o p\u00f4de encobrir a sua condi\u00e7\u00e3o feminina. <\/p>\n<p>Na nossa recorda\u00e7\u00e3o, permanece este fulgurante exemplo de decis\u00e3o, coragem, energia, aprumo e hero\u00edsmo \u2013 qualidades aliadas \u00e0 conquista da pr\u00f3pria liberdade e \u00e0 vit\u00f3ria sobre o ambiente da soldadesca que a rodeava. Com toda a justeza, Ant\u00f3nia Rodrigues \u00e9 apelidada com o ep\u00edteto de \u201cHero\u00edna de Mazag\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>D. MARIA EM\u00cdLIA FERREIRA VIDAL<\/p>\n<p>Nasceu em Vagos, no dia 3 de Setembro de 1852, vindo a ser tia paterna do Arcebispo D. Jo\u00e3o Evangelista de Lima Vidal. Depois de viver algum tempo no Convento de S\u00e1, em Aveiro, partiu para Fran\u00e7a, com o fim de seguir a vida religiosa na Congrega\u00e7\u00e3o das Franciscanas de Calais (hoje denominada por Congrega\u00e7\u00e3o das Franciscanas Mission\u00e1rias de Nossa Senhora). Regressando a Portugal, logo se mani-festou como uma mulher destemida e corajosa, conforme era necess\u00e1rio numa \u00e9poca de tantos e t\u00e3o graves problemas.<\/p>\n<p>A Irm\u00e3 Maria Camila de Jesus \u2013 assim denominada no seu Instituto \u2013 entre os cargos que proficientemente exerceu, foi superiora e directora do Hospital de Santa Maria, cujo edif\u00edcio se constru\u00edra na Rua de Cam\u00f5es, no Porto, por sua iniciativa, embora coadjuvada por outras religiosas. Aqui faleceu em 1930. Granjeou uma grande estima, porque era uma pessoa muito distinta e din\u00e2mica, com excelentes capacidades humanas e espirituais.<\/p>\n<p>D. MARIA AUGUSTA COELHO DE MA\u00c7ALH\u00c3ES<\/p>\n<p>Filha do advogado Ant\u00f3nio Augusto Coelho de Magalh\u00e3es e sobrinha de Jos\u00e9 Est\u00eav\u00e3o, Maria Augusta, ent\u00e3o com vinte e quatro anos de idade, contra tudo e contra todos e no meio de protestos p\u00fablicos, em 1869, corajosa e voluntariamente, decidiu-se em seguir a vida religiosa na atr\u00e1s mencionada Congrega\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>Decorrido o tempo da necess\u00e1ria prepara\u00e7\u00e3o, Maria Augusta emitiu os votos perp\u00e9tuos com o nome de Irm\u00e3 Branca Maria e veio para \u00cdlhavo, onde em Abril de 1876, com outras religiosas, interveio na funda\u00e7\u00e3o da primeira casa da referida Congrega\u00e7\u00e3o em Portugal. A benem\u00e9rita institui\u00e7\u00e3o, que passou a designar-se com o nome de \u201cAsilo-Col\u00e9gio de Nossa Senhora do Pranto\u201d e exerceu a sua actividade at\u00e9 \u00e0 implanta\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica, tinha a val\u00eancia de um infant\u00e1rio para crian\u00e7as com menos de tr\u00eas anos e ministrava educa\u00e7\u00e3o gratuita a meninas, especialmente a filhas de pescadores.<\/p>\n<p>MADRE MARIA IN\u00caS CHAMPALIMAUD DUFF<\/p>\n<p>De Maio de 1874 a Outubro de 1910, existiu em Aveiro o Col\u00e9gio de Santa Joana, que funcionou no edif\u00edcio do extinto Mosteiro de Jesus, hoje Museu Nacional. A partir de Outubro de 1884, orientou a dita escola, vocacionada para a forma\u00e7\u00e3o e educa\u00e7\u00e3o de meninas internas e externas, uma comunidade das Irm\u00e3s Dominicanas de Santa Catarina de Sena, sob a direc\u00e7\u00e3o de uma distinta senhora \u2013 a Madre Maria In\u00eas. Em Junho de 1886, a institui\u00e7\u00e3o contava cento e cinquenta educandas, de v\u00e1rias proveni\u00eancias; consolidara-se de tal forma a exist\u00eancia do col\u00e9gio que, \u201csendo um dos primeiros do Pa\u00eds, \u00e9 o as-sombro de todos os que de longe e de perto o visitam\u201d \u2013 como testemunhou Marques Gomes (D. Manuel Corr\u00eaa de Bastos Pina, pg. 96).<\/p>\n<p>\u00c9 incalcul\u00e1vel a soma de benef\u00edcios que esta mulher, aveirense por adop\u00e7\u00e3o e por resid\u00eancia, falecida em 10 de Dezembro de 1909, espalhou em benef\u00edcio de muitas crian\u00e7as e adultos. A gratid\u00e3o n\u00e3o ficaria apenas na fria mem\u00f3ria l\u00edtica da sua sepultura, no Cemit\u00e9rio Central, mas sobretudo no gesto respeitoso de um sentimento quase sagrado. D. Jo\u00e3o Evangelista de Lima Vidal, escrevendo sobre esta senhora de excelsas virtudes intelectuais, morais e religiosas, afirmou com verdade: &#8211; \u201cAinda hoje, a perfumar a sua campa, n\u00e3o faltam nunca flores. Quem as vai l\u00e1 p\u00f4r? Eu sei l\u00e1 quem as vai l\u00e1 p\u00f4r. Vai-as l\u00e1 p\u00f4r a alma escondida do povo a quem ela enxugou tantas vezes as l\u00e1grimas\u201d (Correio do Vouga, 30-1-1954). <\/p>\n<p>D. CONCEI\u00c7\u00c3O MARIA DOS ANJOS<\/p>\n<p>Conhecida com o nome carinhoso de \u201cD. Concei\u00e7\u00e3ozinha da Costeira\u201d, esta inesquec\u00edvel aveirense pode classificar-se como uma ilustre benfeitora na simplicidade, sem querer dar nas vistas mas sofrendo com a mis\u00e9ria e ajudando os necessitados. Oriunda de condi\u00e7\u00e3o humilde e tendo recebido educa\u00e7\u00e3o e forma\u00e7\u00e3o no Asilo de Jos\u00e9 Est\u00eav\u00e3o, foi empregada dom\u00e9stica e herdou a loja de ovos moles que havia pertencido a D. Maria da Encarna\u00e7\u00e3o Mour\u00e3o. Fez-se por si, pela sua honestidade, pela sua conduta, pelo seu esfor\u00e7o e pelo seu trabalho. Faleceu em 9 de Outubro de 1953, com setenta e tr\u00eas anos de idade.<\/p>\n<p>A sua casa comercial n\u00e3o era apenas para o neg\u00f3cio; era quase um lar para todos, de portas sempre abertas \u00e0s car\u00eancias alheias, morais e materiais. Vendo a insufici\u00eancia da assist\u00eancia infantil e do ensino religioso da catequese crist\u00e3, com a colabora\u00e7\u00e3o de outras senhoras, tomou a iniciativa de fundar o \u201cPatronato de Santa Joana\u201d, como meio de amparo e de forma\u00e7\u00e3o, nomeadamente das meninas. Al\u00e9m disso, tornou-se uma entusiasta da restaura\u00e7\u00e3o da Diocese de Aveiro, cujo sonho viu realizado em 1938.<\/p>\n<p>Eu pr\u00f3prio conheci D. Concei\u00e7\u00e3o Maria dos Anjos; sempre a vi na sua mod\u00e9stia habitual, no seu trajar simples e no trato af\u00e1vel, furtando-se \u00e0 eleva\u00e7\u00e3o social que, na verdade, atingira e que todos os aveirenses lhe reconheciam. <\/p>\n<p>D. B\u00c9RTILA DE ANDRADE SILVA MENDES<\/p>\n<p>Em Aveiro, desde Novembro de 1954 at\u00e9 Julho de 1973, existiu a Escola do Magist\u00e9rio Prim\u00e1rio Particular, criada por iniciativa de D. B\u00e9rtila Mendes, natural de Sangalhos, e por ela sempre dirigida, com muita dedica\u00e7\u00e3o e interesse pelas alunas. Porque esta escola \u00e9 credora da gratid\u00e3o de centenas de jovens que a\u00ed se formaram para a vida profissional do ensino, aqui n\u00e3o se poderia esquecer o nome da sua respons\u00e1vel.<\/p>\n<p>Rememoro a alegria manifestada nas celebra\u00e7\u00f5es que anualmente eram realizadas, no fim dos per\u00edodos lectivos, com actos religiosos, com conv\u00edvios espont\u00e2neos e com sess\u00f5es p\u00fablicas. Tal j\u00fabilo, repassado de sentida gratid\u00e3o, n\u00e3o era apenas exteriorizado pelas novas professoras, mas tamb\u00e9m pelos mestres e pela directora.<\/p>\n<p>D. MARIA HELENA VAZ DE CARVALHO NAZAR\u00c9<\/p>\n<p>Muitas outras mulheres aveirenses, poderiam recordar-se neste jornal. Cito apenas as seguintes: &#8211; A escritora D. Carolina Homem Cristo, filha do conhecido jornalista Francisco Manuel Homem Cristo; a deputada D. Ism\u00e9nia Aurora Salgado dos Anjos Vieira Franco; e a deputada, autarca e editora, D. Zita Maria de Seabra Roseiro \u2013 esta natural da Vila de Sangalhos, cuja Junta de Freguesia a homenageou em Setembro de 2005, com uma placa topon\u00edmica.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, entre tantas e tantas educadoras e professoras, dirijo finalmente os olhos para a Universidade de Aveiro. Presentemente, desde Janeiro de 2002, encontra-se \u00e0 frente dos seus destinos como reitora, a Prof\u00aa Doutora Maria Helena Vaz de Carvalho Nazar\u00e9.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Celebra-se anualmente, em 8 de Mar\u00e7o, o Dia Internacional da Mulher, institu\u00eddo pela Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas em 1975, mas j\u00e1 com ra\u00edzes nos meados do s\u00e9culo XIX. Neste dia, quase espontaneamente e de modo particular, evoco a minha saudosa m\u00e3e, Margarida Teresa \u2013 verdadeira educadora, que me transmitiu o conhecimento e o amor de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-9152","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-destaque"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9152","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9152"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9152\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9152"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9152"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9152"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}