{"id":918,"date":"2010-03-17T16:04:00","date_gmt":"2010-03-17T16:04:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=918"},"modified":"2010-03-17T16:04:00","modified_gmt":"2010-03-17T16:04:00","slug":"uma-proposta-diocesana-para-o-dia-paroquial-do-doente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/uma-proposta-diocesana-para-o-dia-paroquial-do-doente\/","title":{"rendered":"Uma proposta diocesana para o Dia Paroquial do Doente"},"content":{"rendered":"<p>\u201cAlgum de v\u00f3s est\u00e1 doente? Chame os presb\u00edteros da Igreja para que orem sobre ele, ungindo-o com \u00f3leo em nome do Senhor. A ora\u00e7\u00e3o da f\u00e9 salvar\u00e1 o doente e o Senhor o confortar\u00e1, e, se tiver pecados, ser-lhe-\u00e3o perdoados\u201d (Tg 5, 14-15).<\/p>\n<p>INTRODU\u00c7\u00c3O<\/p>\n<p>As doen\u00e7as e o sofrimento, a dor e a morte s\u00e3o realidades t\u00e3o antigas como a pr\u00f3pria pessoa. N\u00e3o obstante os extraordin\u00e1rios avan\u00e7os cient\u00edficos e t\u00e9cnicos na \u00e1rea da sa\u00fade, a pessoa continua a sentir-se impotente perante estas amea\u00e7as que p\u00f5em em perigo iminente a vida humana. <\/p>\n<p>Com a analgesia qu\u00edmica, a medicina quase venceu a dor f\u00edsica dos doentes. Contudo, o sofrimento humano n\u00e3o p\u00e1ra de aumentar. Por outro lado, a medicina est\u00e9tica procura camuflar (ora escondendo, ora substituindo) os sinais que a natureza nos coloca no rosto e noutras partes do nosso corpo, lembrando os nossos limites e vulnerabilidade. Por\u00e9m, n\u00e3o consegue parar o desgaste, nem t\u00e3o pouco evitar a finitude do tecido biol\u00f3gico.                  <\/p>\n<p>Numa outra vertente, a solid\u00e3o e o abandono s\u00e3o alguns dos dramas dos idosos dos tempos novos. O sofrimento que o luto traz e as perdas que a morte causa n\u00e3o t\u00eam encontrado ainda as respostas desej\u00e1veis, quer cient\u00edficas quer pastorais, no sentido de diminuir ou erradicar esse sofrimento.                 <\/p>\n<p>A Igreja tem a resposta e a Pastoral da Sa\u00fade quer assumir e anunci\u00e1-la como (um) caminho que ser\u00e1 de liberta\u00e7\u00e3o e de salva\u00e7\u00e3o para todos. Caminho que foi revelado e assumido por Jesus na Cruz Redentora, ao assumi-la todos os dias e a viver com e no dinamismo pascal. Jesus foi capaz de transformar o sofrimento humano num caminho de amor e de santidade; de terapia e de reden\u00e7\u00e3o regenerativa. Do Seu sofrimento surgiu a vit\u00f3ria gloriosa como sinal de esperan\u00e7a e de salva\u00e7\u00e3o para todos, n\u00e3o. Hoje tamb\u00e9m somos chamados a transformar o sofrimento em actos de amor e de proximidade a Deus e ao pr\u00f3ximo. <\/p>\n<p>CELEBRA\u00c7\u00c3O DO DIA PAROQUIAL DO DOENTE<\/p>\n<p>O Dia Paroquial dos Doentes (DPD) ser\u00e1, em primeiro lugar, para a comunidade inteira rezar pelos doentes e com os doentes. Para se viver o mist\u00e9rio do sofrimento e descobrir o sentido crist\u00e3o desse mesmo sofrimento. Para se promover um grande dia de ENCONTRO, de ORA\u00c7\u00c3O e de COMUNH\u00c3O. Para celebrar com os doentes e vulner\u00e1veis, seus familiares, vizinhos, amigos, profissionais de cuidados integrados e comunidade em geral. <\/p>\n<p>O DPD ser\u00e1 uma express\u00e3o vis\u00edvel do servi\u00e7o organizado que a comunidade disp\u00f5e para oferecer aos doentes e a quem cuida deles. Ser\u00e1 tamb\u00e9m um dia festivo para ser celebrado com alegria e com muito respeito para com todos os doentes e seus acompanhantes. \u00c9 uma oportunidade para a comunidade mostrar aos usufrutu\u00e1rios dos dons celebrados nesse dia: a f\u00e9, a sa\u00fade, a vida, a solidariedade, o carinho e a generosidade que possui pelos irm\u00e3os e irm\u00e3s doentes e vulner\u00e1veis. Tais sentimentos ou valores devem ser verdadeiros defensores da dignidade da pessoa humana. Finalmente, o DPD ser\u00e1 um dos momentos privilegiados, quer na vida dos doentes quer na vida e miss\u00e3o da igreja, para se fazer uma verdadeira catequiza\u00e7\u00e3o sobre o lugar e significado dos sacramentos que a Igreja disp\u00f5e e prop\u00f5e aos doentes durante esta fase da vida. O sofrimento e as dificuldades humanas s\u00e3o mais vis\u00edveis e sentidas e todos n\u00f3s somos chamados a convert\u00ea-los em acto salv\u00edfico regenerativo e em momentos sublimes de encontro com Deus.  <\/p>\n<p>Di\u00e1c. Jos\u00e9 Carlos Costa,<\/p>\n<p>Pastoral Diocesana dos Doentes<\/p>\n<p>1 Cf. Mc 6, 12-13; Tg 5, 14-15.<\/p>\n<p>Como concretizar o Dia do Doente<\/p>\n<p>OBJECTIVO<\/p>\n<p>&#8211; Dar mais aten\u00e7\u00e3o aos doentes e seus cuidadores;<\/p>\n<p>METODOLOGIA<\/p>\n<p>&#8211; O que fazer? (definir a actividade ou ac\u00e7\u00e3o pastoral)<\/p>\n<p>&#8211; Onde? (o local da realiza\u00e7\u00e3o da ac\u00e7\u00e3o)<\/p>\n<p>&#8211; Porqu\u00ea? (os motivos que nos impelem a realizar a ac\u00e7\u00e3o)<\/p>\n<p>&#8211; Para qu\u00ea? (objectivos e\/ou necessidades a satisfazer)<\/p>\n<p>&#8211; Quem? (os grupos e\/ou pessoas que se comprometem realizar a ac\u00e7\u00e3o)<\/p>\n<p>&#8211; Para quem? (os destinat\u00e1rios ou as pessoas a quem pretendemos chegar)<\/p>\n<p>&#8211; Quando? (determina\u00e7\u00e3o da data: ano, m\u00eas, semana, dia e hora)<\/p>\n<p>&#8211; Como? (elabora\u00e7\u00e3o do programa, onde se menciona como vai decorrer a ac\u00e7\u00e3o).<\/p>\n<p>SUGEST\u00c3O<\/p>\n<p>&#8211; Apresentar \u00e0 comunidade o evento;<\/p>\n<p>&#8211; Durante a semana que antecede o DPD, convidar a comunidade a participar. Solicitar ao P\u00e1roco o nome e a morada dos doentes que cada paroquiano conhece; <\/p>\n<p>&#8211; Propor \u00e0s crian\u00e7as da catequese para visitarem os doentes que tiverem na fam\u00edlia e que lhes seja oferecida uma pagela com a ora\u00e7\u00e3o dos enfermos (de Jo\u00e3o Paulo II); pedir aos jovens para colaborarem no apoio aos doentes: no transporte e no acolhimento no dia da celebra\u00e7\u00e3o;<\/p>\n<p>&#8211; No dia da celebra\u00e7\u00e3o, distribuir a ora\u00e7\u00e3o dos doentes em todas as missas e rez\u00e1-la no momento da ac\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as. No fim, convidar as pessoas a levar a ora\u00e7\u00e3o para casa e a oferec\u00ea-la a um doente que conhe\u00e7am ou venham a descobrir durante a semana.<\/p>\n<p>EUCARISTIA<\/p>\n<p>Estrutura: <\/p>\n<p>a) Ter uma introdu\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria;<\/p>\n<p>b) C\u00e2nticos expressivos;<\/p>\n<p>c) Textos seriados atendendo aos destinat\u00e1rios; <\/p>\n<p>d) Ora\u00e7\u00e3o Universal com refer\u00eancias concretas;<\/p>\n<p>e) Ofert\u00f3rio: ofertar flores para dar no fim da missa aos doentes;<\/p>\n<p>f) B\u00ean\u00e7\u00e3o final com o Sant\u00edssimo.<\/p>\n<p>   Grupos a convidar: Visitadores de doentes, C\u00e1ritas, Vicentinos, Criaditas dos Pobres, Centro Social e Paroquial, Centros de Dia pertencentes \u00e0 par\u00f3quia e os respectivos pobres e doentes.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cAlgum de v\u00f3s est\u00e1 doente? Chame os presb\u00edteros da Igreja para que orem sobre ele, ungindo-o com \u00f3leo em nome do Senhor. A ora\u00e7\u00e3o da f\u00e9 salvar\u00e1 o doente e o Senhor o confortar\u00e1, e, se tiver pecados, ser-lhe-\u00e3o perdoados\u201d (Tg 5, 14-15). INTRODU\u00c7\u00c3O As doen\u00e7as e o sofrimento, a dor e a morte s\u00e3o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[70],"tags":[],"class_list":["post-918","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-diocese"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/918","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=918"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/918\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=918"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=918"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=918"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}