{"id":9192,"date":"2007-03-22T11:28:00","date_gmt":"2007-03-22T11:28:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=9192"},"modified":"2007-03-22T11:28:00","modified_gmt":"2007-03-22T11:28:00","slug":"elogio-ao-amor-fiel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/elogio-ao-amor-fiel\/","title":{"rendered":"Elogio ao amor fiel"},"content":{"rendered":"<p>\u201cQuero felicit\u00e1-lo pelo modo acess\u00edvel e claro como apresentou o valor do matrim\u00f3nio, est\u00e1vel e indissol\u00favel, sem nunca o mencionar, mas com a refer\u00eancia bonita e elegante \u00e0 fam\u00edlia, designadamente \u00e0 esposa\u201d \u2013 afirma, sereno e convicto, um dos elementos da assembleia, dirigindo-se ao presidente da celebra\u00e7\u00e3o da missa de 7\u00ba dia da morte de um seu familiar.<\/p>\n<p>A ocorr\u00eancia d\u00e1-se numa das nossas igrejas paroquiais. A celebra\u00e7\u00e3o havia sido feita no dia do funeral realizado nos Estados Unidos. Entre a morte e a sepultura, por exig\u00eancias legais de aut\u00f3psia e traslada\u00e7\u00e3o, decorrera uma semana. Familiares, colegas e vizinhos acorreram a solidarizar-se em p\u00fablico, a orar em igreja, a evocar a mem\u00f3ria do amigo comum que os havia deixado, procurando confortar-se mutuamente. Surge, ent\u00e3o, o que todos pressentiam: A perda alia-se \u00e0 esperan\u00e7a e a dor ao reconhecimento agradecido. De facto, o casal havia dado discretamente um testemunho exemplar, que todos apreciavam.<\/p>\n<p>Acometido de v\u00e1rias doen\u00e7as, sobretudo de defici\u00eancia renal, o marido teve de viver um tempo longo de cuidados extremos e de tratamentos frequentes, acompanhados de dores indiz\u00edveis. A fam\u00edlia e a vizinhan\u00e7a faziam tudo por diminuir a intensidade do sofrimento. Mas foi a esposa que, determinada no seu prop\u00f3sito inicial \u201cser-te fiel, respeitar-te e honrar-te tanto na prosperidade como na doen\u00e7a\u201d, se manteve, sempre e em tudo, a seu lado, sem queixumes nem impaci\u00eancias, apesar do mart\u00edrio que, naturalmente, o peso da vida lhe provocava. Fazia no per\u00edodo da doen\u00e7a o que tantas vezes havia testemunhado no tempo da sa\u00fade: somos um do outro, haja o que houver, para sempre!<\/p>\n<p>\u201cQuando assim \u00e9 e n\u00f3s pudemos testemunh\u00e1-lo todos \u2013 declara o presidente da celebra\u00e7\u00e3o \u2013 os ca-sados t\u00eam outra seguran\u00e7a, o casamento reveste outra beleza, o amor conjugal revela outro encanto. Os filhos crescem na estabilidade do lar p(m)aterno, acreditam no amor dos pais, mesmo nas turbul\u00eancias que as fases e as ocorr\u00eancias da vida lhes provocam, gravam, ainda que discretamente, a imagem do casal que admiram e, talvez, gostariam de vir a construir. <\/p>\n<p>A fam\u00edlia surge, ent\u00e3o, como a grande realiza\u00e7\u00e3o humana, fruto da capacidade de cada um querer o bem do outro, na alegria e na tristeza, na sa\u00fade e na doen\u00e7a. Hoje, temos a felicidade de evocar uma destas fam\u00edlias, s\u00edmbolo de tantas outras que felizmente povoam as nossas terras, embora n\u00e3o fa\u00e7am alarido nem sejam destacadas pela televis\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>A numerosa assembleia mostrou a sua concord\u00e2ncia, em conversa animada, no adro da igreja, enquanto alguns jovens iam repetindo: De facto, \u00e9 o exemplo de casais como este que nos mostra o valor do matrim\u00f3nio e como \u00e9 bom contar sempre um com o outro. S\u00f3 assim, podemos ter a certeza de que o amor \u00e9 mais forte do que tudo, pois \u00e9 no sofrimento que mais precisamos uns dos outros e, tamb\u00e9m, nos podemos ajudar mais.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cQuero felicit\u00e1-lo pelo modo acess\u00edvel e claro como apresentou o valor do matrim\u00f3nio, est\u00e1vel e indissol\u00favel, sem nunca o mencionar, mas com a refer\u00eancia bonita e elegante \u00e0 fam\u00edlia, designadamente \u00e0 esposa\u201d \u2013 afirma, sereno e convicto, um dos elementos da assembleia, dirigindo-se ao presidente da celebra\u00e7\u00e3o da missa de 7\u00ba dia da morte de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-9192","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9192","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9192"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9192\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9192"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9192"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9192"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}