{"id":9193,"date":"2007-03-22T11:31:00","date_gmt":"2007-03-22T11:31:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=9193"},"modified":"2007-03-22T11:31:00","modified_gmt":"2007-03-22T11:31:00","slug":"transpersonalismo-de-estado-e-de-mercado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/transpersonalismo-de-estado-e-de-mercado\/","title":{"rendered":"&#8220;Transpersonalismo&#8221; de estado e de mercado"},"content":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais <!--more--> O Prof. L. Campos e Cunha (ex-Ministro das Finan\u00e7as do actual Governo) afirmou recentemente: as \u00abempresas que precisam de ser apoiadas n\u00e3o devem s\u00ea-lo; e aquelas que devem n\u00e3o precisam\u00bb (\u00abP\u00fablico\u00bb de 3 de Mar\u00e7o). Portanto, \u00e0 luz deste pensamento, as empresas n\u00e3o deveriam ser apoiadas, quer precisem quer n\u00e3o, porque s\u00e3o, por natureza, aut\u00f3nomas em rela\u00e7\u00e3o ao Estado.<\/p>\n<p>Dir-se-\u00e1 que o autor da frase navega numa esp\u00e9cie de idolatria ou \u00abtranspersonalismo\u00bb de mercado, reconhecendo-o como capaz de assegurar a satisfa\u00e7\u00e3o de todas as necessidades de base econ\u00f3mica. Esse \u00abtranspersonalismo\u00bb n\u00e3o \u00e9, por\u00e9m, defendido por L. Campos e Cunha, segundo o qual incumbe ao Estado \u00abassegurar os bens p\u00fablicos e (,,,) a regula\u00e7\u00e3o dos mercados\u00bb. Al\u00e9m disso, o Estado \u00ab\u00e9 chamado a melhorar a distribui\u00e7\u00e3o do rendimento e da riqueza\u00bb.<\/p>\n<p>At\u00e9 hoje, as pol\u00edticas econ\u00f3micas t\u00eam oscilado entre o \u00abtranpersonalismo\u00bb de mercado e de Estado. Aquele atinge o seu cume na aus\u00eancia da interven\u00e7\u00e3o estatal na econo-mia; tal aus\u00eancia ocorreu nitidamente nos alvores do capitalismo, e continua a verificar-se em toda a parte, especialmente na economia subterr\u00e2nea \u00e0 margem da lei.<\/p>\n<p>O \u00abtranspersonalismo\u00bb de Estado ocorreu, mais nitidamente, no nazismo, no fascismo e no comunismo totalit\u00e1rio. Persiste, hoje em dia, no Ocidente e noutras partes do mundo, sob a forma de resqu\u00edcios do passado e de incertezas quanto ao futuro.<\/p>\n<p>O Estado, n\u00e3o podendo ser totalit\u00e1rio no sentido literal, esmaga a maioria das empresas pela via fiscal, por regulamentos asfixiantes e pelas correspondentes fiscaliza\u00e7\u00f5es. Ao mesmo tempo, beneficia umas tantas atrav\u00e9s de isen\u00e7\u00f5es fiscais, ajudas financeiras e facilidades diversas. A parte de le\u00e3o destas vantagens vai para empresas de maior dimens\u00e3o, privilegiando, talvez, as de capital estrangeiro e as multinacionais.<\/p>\n<p>Tudo seria diferente se ele se colocasse ao lado de todas as em-presas, n\u00e3o privilegiasse nenhumas, facilitasse a respectiva cria\u00e7\u00e3o e desenvolvimento, sem complica\u00e7\u00f5es abusivas, e assegurasse regula\u00e7\u00f5es e fiscaliza\u00e7\u00f5es rigorosas, sem d\u00favida, mas tamb\u00e9m cooperantes.<\/p>\n<p>A alian\u00e7a entre o Estado e as empresas vem sendo t\u00e3o dif\u00edcil como a alian\u00e7a entre o Estado e as pessoas, as fam\u00edlias e as diferentes institui\u00e7\u00f5es. Imp\u00f5e-se ultrapassar, de vez, qualquer tipo de \u00abtranspersonalismo\u00bb, e privilegiar as rela\u00e7\u00f5es personalistas, baseadas no respeito e co-responsabilidade de cada pessoa e cada institui\u00e7\u00e3o ou grupo humano, qualquer que seja a respectiva natureza ou actividade.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-9193","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9193","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9193"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9193\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9193"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9193"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9193"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}