{"id":9200,"date":"2007-05-24T10:40:00","date_gmt":"2007-05-24T10:40:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=9200"},"modified":"2007-05-24T10:40:00","modified_gmt":"2007-05-24T10:40:00","slug":"realidades-que-marcam-os-trabalhadores-no-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/realidades-que-marcam-os-trabalhadores-no-mundo\/","title":{"rendered":"Realidades que marcam os trabalhadores no mundo"},"content":{"rendered":"<p>Preparando o XIII Congresso &#8211; 2 <!--more--> Preparando o XIII congresso da LOC\/MTC, que ter\u00e1 lugar em Set\u00fabal, de 7 a 9 de Junho, a equipa diocesana oferece uma reflex\u00e3o sobre as dificuldades que hoje os trabalhadores enfrentam: desemprego, v\u00ednculos inst\u00e1veis, falta de forma\u00e7\u00e3o&#8230;<\/p>\n<p>Na caminhada preparat\u00f3ria para o seu Congresso, os militantes diocesanos deram especial aten\u00e7\u00e3o \u00e0s realidades que marcam a Vida dos trabalhadores.<\/p>\n<p>Para que o Movimento possa cumprir com efic\u00e1cia a sua miss\u00e3o, ser \u201cSal, Luz e Fermento\u201d no crescimento do Reino de Deus no mundo do trabalho, os militantes quiseram conhecer e analisar essas realidades. Elegeram como priorit\u00e1ria o TRABALHO.<\/p>\n<p>Sendo o trabalho um Bem essencial de realiza\u00e7\u00e3o pessoal e de garantia para uma vida digna, \u00e9 com preocupa\u00e7\u00e3o que os trabalhadores v\u00eam o seu futuro.<\/p>\n<p>O espectro do desemprego amea\u00e7a demasiadas fam\u00edlias, principalmente se se trata de trabalhadores sem qualifica\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica, ou de jovens formados em busca do primeiro emprego.<\/p>\n<p>O desemprego atinge hoje cerca de meio milh\u00e3o de trabalhadores, muitos com mais de 40 anos, com pouca qualifica\u00e7\u00e3o profissional e escolar, com grandes dificuldades de encontrar novo emprego. Desfazem-se muitos sonhos. Surge frustra\u00e7\u00e3o e falta de esperan\u00e7a.<\/p>\n<p>O desemprego \u00e9 uma realidade muito dolorosa, porque com ele perde-se o lugar de trabalho onde cada homem e cada mulher contribuem com a sua tarefa profissional para o desenvolvimento econ\u00f3mico da sociedade. Assim, esta situa\u00e7\u00e3o \u00e9 tamb\u00e9m o caminho para a exclus\u00e3o humana e social. Perdem-se v\u00ednculos sociais e conv\u00edvio com colegas de trabalho. Fragiliza-se a confian\u00e7a e a auto-estima nas capacidades criadoras que cada homem tem dentro de si.<\/p>\n<p>Podemos afirmar que o desemprego provoca o aumento de doen\u00e7as e de pobres e exclu\u00eddos nesta sociedade.<\/p>\n<p>A mensagem que se pretende fazer passar de que o emprego j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 um Bem, mas um privil\u00e9gio, justifica a sua natureza prec\u00e1ria, sem salvaguardas, com viola\u00e7\u00e3o dos direitos sociais.<\/p>\n<p>O trabalho prec\u00e1rio tem hoje v\u00e1rios rostos: os contratos que chegam a ser ao m\u00eas, sem v\u00ednculo laboral \u00e0 empresa onde se trabalha; os hor\u00e1rios longos e sal\u00e1rios baixos que se praticam; o trabalho \u00e0 hora, \u00e0 pe\u00e7a, e a recibos verdes.<\/p>\n<p>Os contractos efectivos passaram a ser excep\u00e7\u00e3o neste mundo laboral. O sistema econ\u00f3mico e empresarial hoje quer-nos fazer acreditar que a competitividade e o lucro das empresas assentam na precariedade do v\u00ednculo laboral, na flexibiliza\u00e7\u00e3o e rotatividade dos hor\u00e1rios e nos baixos sal\u00e1rios.<\/p>\n<p>A facilidade com que v\u00e1rias empresas encerram ou se deslocam para pa\u00edses onde a m\u00e3o-de-obra \u00e9 mais barata coloca os trabalhadores numa permanente inseguran\u00e7a sobre o futuro do seu trabalho.<\/p>\n<p>Esta situa\u00e7\u00e3o provoca o individualismo dos trabalhadores, que, com medo de perderem o emprego que t\u00eam, n\u00e3o se organizam, inibem-se de participar e\u00a0at\u00e9 se desligam dos sindicatos e de outras organiza\u00e7\u00f5es de trabalhadores.<\/p>\n<p>Os militantes da LOC\/MTC indignam-se com a gan\u00e2ncia insaci\u00e1vel de alguns e com a perda da dignidade humana e do sentido do bem comum, denunciando a cegueira de muitos poderosos e de um sistema economicista e neo-liberal, que n\u00e3o se cansa de produzir desempregados. Os trabalhadores vivem, hoje, um profundo desencanto. Em situa\u00e7\u00e3o de depend\u00eancia, sentem-se explorados pelos empregadores, que insistem na utiliza\u00e7\u00e3o de m\u00e3o-de-obra barata e pouco qualificada, sem grandes preocupa\u00e7\u00f5es de proporcionar forma\u00e7\u00e3o profissional. A forma\u00e7\u00e3o permanente nem sempre est\u00e1 adequada \u00e0s necessidades de m\u00e3o-de-obra especializada; por outro lado, n\u00e3o h\u00e1 muita sensibilidade por parte de v\u00e1rios empres\u00e1rios e mesmo por parte dos trabalhadores para a import\u00e2ncia da forma\u00e7\u00e3o profissional.<\/p>\n<p>Temos o mais baixo \u00edndice de forma\u00e7\u00e3o profissional da Uni\u00e3o Europeia.<\/p>\n<p>A forma\u00e7\u00e3o permanente, ao longo da vida, para ajudar os trabalhadores a acompanhar a evolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica, embora prevista em programas especiais, n\u00e3o est\u00e1 a ser muito concretizada.<\/p>\n<p>A verdadeira riqueza reside na capacidade de n\u00f3s construirmos uma sociedade em que cada olhar distribua sorriso. Mas tudo isto passa por uma mudan\u00e7a de menta-lidades e atitudes; dizendo n\u00e3o a esta sociedade de consumo, ao sup\u00e9rfluo, que muitas vezes p\u00f5e em causa a pr\u00f3pria dignidade.<\/p>\n<p>Como militantes crist\u00e3os, acreditamos que outro mundo \u00e9 poss\u00edvel; com trabalho para todos.<\/p>\n<p>Equipa diocesana do LOC\/MTC<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Preparando o XIII Congresso &#8211; 2<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[61],"tags":[],"class_list":["post-9200","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-actualidade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9200","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9200"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9200\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9200"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9200"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9200"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}