{"id":9220,"date":"2007-05-31T15:55:00","date_gmt":"2007-05-31T15:55:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=9220"},"modified":"2007-05-31T15:55:00","modified_gmt":"2007-05-31T15:55:00","slug":"estudo-da-contributos-para-minimizar-impactos-das-cheias-em-agueda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/estudo-da-contributos-para-minimizar-impactos-das-cheias-em-agueda\/","title":{"rendered":"Estudo d\u00e1 contributos para minimizar impactos das cheias em \u00c1gueda"},"content":{"rendered":"<p>\u201cContributo para a Minimiza\u00e7\u00e3o dos Impactos de Cheias em \u00c1gueda\u201d, estudo executado por L. Pinho, T. Teixeira, C. Coelho e J. Keizer, do CESAM \u2013 Centro de Estudos do Ambiente e do Mar, Departamento de Ambiente e Ordenamento, Universidade de Aveiro, e M. Tavares, da C\u00e2mara Municipal de \u00c1gueda, no \u00e2mbito do Projecto INUNDA (Actions pilotes de pr\u00e9vention des risques d\u2019inondation dans des zones fortement urbanis\u00e9es), foi apresentado na Confer\u00eancia Nacional do Ambiente.<\/p>\n<p>Em Portugal, foi seleccionada a \u00e1rea urbana de \u00c1gueda, para a qual se elaboraram as cartas de risco de cheia e de impacto de cheia. Foi tamb\u00e9m elaborada \u201cuma normativa urban\u00edstica e identificaram-se algumas propostas de interven\u00e7\u00e3o, concluindo-se que a \u00e1rea urbana de \u00c1gueda est\u00e1 perfeitamente consolidada e que as interven\u00e7\u00f5es n\u00e3o devem ser apenas de natureza estrutural, mas principalmente de natureza n\u00e3o-estrutural, onde a sensibiliza\u00e7\u00e3o e a preven\u00e7\u00e3o poder\u00e3o ter um papel muito importante\u201d.<\/p>\n<p>O estudo refere que \u201ca topografia \u00e9 abrupta, acidentada, em particular na encosta ocidental da Serra do Caramulo. A precipita\u00e7\u00e3o \u00e9 elevada (1800mm anuais); e a exist\u00eancia de vales encaixados de relevo acentuado, a montante da cidade de \u00c1gueda, favorece a ocorr\u00eancia frequente de epis\u00f3dios de cheias, em particular no Outono e Inverno\u201d, enquanto os solos s\u00e3o de fraca capacidade de infiltra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Na \u00e1rea urbana de \u00c1gueda, regista-se \u201cuma ocupa\u00e7\u00e3o indevida dos leitos de cheia, com um aumento da taxa de impermeabiliza\u00e7\u00e3o, a exist\u00eancia de pontes e outras restri\u00e7\u00f5es que provocam estrangulamento nos leitos dos cursos de \u00e1gua, e a influ\u00eancia prov\u00e1vel das mar\u00e9s do sistema lagunar da Ria de Aveiro; s\u00e3o os principais factores locais que potenciam a ocorr\u00eancia de cheias, que, associados \u00e0 vulnerabilidade e exposi\u00e7\u00e3o das popula\u00e7\u00f5es ao risco de cheia, originam frequentemente impactos consider\u00e1veis\u201d.<\/p>\n<p>J\u00e1 foram executadas algumas ac\u00e7\u00f5es estruturais para minimizar os impactos de cheia na \u00e1rea urbana de \u00c1gueda, como \u201ca regulariza\u00e7\u00e3o da Ribeira do Ameal e a constru\u00e7\u00e3o de muros de defesa em algumas \u00e1reas inund\u00e1veis\u201d. Entre as interven\u00e7\u00f5es estruturais, destaca-se a cria\u00e7\u00e3o de canais de escoamento alternativo ao leito principal.<\/p>\n<p>O estudo prop\u00f5e medidas estruturais e medidas n\u00e3o-estruturais para evitar as cheias em \u00c1gueda. Nas primeiras, est\u00e3o \u201cinterven\u00e7\u00f5es a n\u00edvel territorial que reduzam o pico de cheia, interven\u00e7\u00f5es localizadas para o controlo de cheias nas bacias de reten\u00e7\u00e3o, trabalhos de regulariza\u00e7\u00e3o dos leitos e das margens dos rios, reabilita\u00e7\u00e3o e restaura\u00e7\u00e3o dos corredores fluviais, readapta\u00e7\u00e3o dos sistemas de drenagem das \u00e1guas pluviais, promo\u00e7\u00e3o de diferentes formas de reconstru\u00e7\u00e3o de edif\u00edcios localizados em zonas de cheia e reavalia\u00e7\u00e3o da dimens\u00e3o da rede de esgotos urbanos\u201d. As medidas n\u00e3o-estruturais s\u00e3o as seguintes: \u201cgest\u00e3o sustent\u00e1vel da bacia hidrogr\u00e1fica e do uso do solo, atrav\u00e9s do planeamento e controlo do uso do solo, da coloca\u00e7\u00e3o em pr\u00e1tica de regras de uso do solo em zonas de risco; condicionar e limitar o uso dos solos urbanos e urbaniz\u00e1veis inund\u00e1veis; limitar o uso e proibir a edifica\u00e7\u00e3o nos solos n\u00e3o urbaniz\u00e1veis inund\u00e1veis; criar uma pol\u00edtica de aquisi\u00e7\u00e3o e de gest\u00e3o de solos em zonas inund\u00e1veis; e criar mecanismos de incentivo \u00e0 localiza\u00e7\u00e3o de edif\u00edcios em zonas n\u00e3o inund\u00e1veis\u201d.<\/p>\n<p>\u201cFace ao agravamento da ocorr\u00eancia e intensidade das cheias, associado \u00e0s altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas e \u00e0s ac\u00e7\u00f5es humanas indevidas\u201d, o estudo considera urgente a adop\u00e7\u00e3o de boas pr\u00e1ticas, de modo a mitigar o problema das inunda\u00e7\u00f5es e reduzir o seu impacto.<\/p>\n<p>Secret\u00e1rio do Ambiente visitou Pateira<\/p>\n<p>A Pateira de Fermentelos recebeu a visita de mais um governante. Desta vez foi o secret\u00e1rio de Estado do Ambiente, o qual n\u00e3o \u201ctrouxe nada de novo\u201d para a resolu\u00e7\u00e3o dos problemas ambientais que afectam a maior lagoa natural portuguesa, nomeadamente no que se refere ao desassoreamento. E isso devido \u00e0 car\u00eancia de meios financeiros para fazer frente a todos os problemas desse g\u00e9nero existentes no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Outro assunto que esteve na agenda do governante foi o problema das cheias em \u00c1gueda, problema cuja resolu\u00e7\u00e3o poder\u00e1 passar por interven\u00e7\u00f5es nas pontes do Campo (\u00c1gueda) e de \u00d3is da Ribeira, de modo a que o leito do rio fique menos obstru\u00eddo por aquelas estruturas, interven\u00e7\u00f5es or\u00e7adas em cerca de um milh\u00e3o e meio de euros, verba que o Instituto da \u00c1gua n\u00e3o tem para poder concretizar essas obras.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cContributo para a Minimiza\u00e7\u00e3o dos Impactos de Cheias em \u00c1gueda\u201d, estudo executado por L. Pinho, T. Teixeira, C. Coelho e J. Keizer, do CESAM \u2013 Centro de Estudos do Ambiente e do Mar, Departamento de Ambiente e Ordenamento, Universidade de Aveiro, e M. 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