{"id":9226,"date":"2007-05-31T16:04:00","date_gmt":"2007-05-31T16:04:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=9226"},"modified":"2007-05-31T16:04:00","modified_gmt":"2007-05-31T16:04:00","slug":"a-fe-e-a-razao-tem-de-caminhar-juntas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/a-fe-e-a-razao-tem-de-caminhar-juntas\/","title":{"rendered":"A F\u00e9 e a Raz\u00e3o t\u00eam de caminhar juntas"},"content":{"rendered":"<p>A confer\u00eancia aconteceu j\u00e1 no dia 10 de Maio, integrada nas Festas da Cidade, mas vale a pena retomar as suas ideias principais. O Bispo de Aveiro reflectiu sobre as duas asas da liberdade, que s\u00e3o a f\u00e9 e a raz\u00e3o.<\/p>\n<p>Uma ave, s\u00f3 com uma asa, n\u00e3o voa. O mesmo acontece com um avi\u00e3o. Precisam de um par de asas. O exemplo foi apontado por D. Ant\u00f3nio Francisco na confer\u00eancia que lotou a Biblioteca Municipal, promovida pela Comiss\u00e3o Diocesana da Cultura e pela Irmandade de Santa Joana, em parceria com a C\u00e2mara Municipal de Aveiro, e resume o sentido da comunica\u00e7\u00e3o: tamb\u00e9m o esp\u00edrito humano precisa de duas asas, a F\u00e9 e a Raz\u00e3o, como afirmou Jo\u00e3o Paulo II numa enc\u00edclica de 1998.<\/p>\n<p>D. Ant\u00f3nio Francisco afirmou que a filosofia tem \u201cespecial responsabilidade\u201d no servi\u00e7o \u00e0 verdade, mas necessita da F\u00e9, que \u201cem nada belisca a autonomia da raz\u00e3o\u201d, se n\u00e3o quiser ficar \u201caprisionada no labirinto da t\u00e9cnica e da ci\u00eancia\u201d. A Raz\u00e3o, sem F\u00e9, cai no \u201crelativismo end\u00e9mico do nosso tempo\u201d. \u201cTodas as posi\u00e7\u00f5es s\u00e3o equivalentes?\u201d, interrogou o Bispo de Aveiro, subentendendo o \u201cn\u00e3o\u201d como resposta e sublinhando de imediato que \u201ca Igreja n\u00e3o pode renunciar ao magist\u00e9rio da verdade. \u00c9 uma voca\u00e7\u00e3o que tem de recuperar\u201d.<\/p>\n<p>O Bispo de Aveiro lembrou o fil\u00f3sofo e te\u00f3logo medieval Tom\u00e1s de Aquino, para afirmar que, por outro lado, a F\u00e9 exige a Raz\u00e3o: \u201cN\u00e3o basta crer; urge que se compreenda aquilo em que se acredita\u201d. Trata-se de \u201cdois caminhos de busca iluminadora\u201d, disse. O conferencista recordou ainda o pensamento de Jacques Maritan, fil\u00f3sofo franc\u00eas da primeira metade do s\u00e9c. XX, ao afirmar que \u201cs\u00f3 a raz\u00e3o que cr\u00ea e a f\u00e9 que pensa poder\u00e3o fornecer bases s\u00f3lidas para a nossa civiliza\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>No espa\u00e7o reservado ao di\u00e1logo, D. Ant\u00f3nio Francisco diria que \u201c\u00e9 necess\u00e1rio estar na f\u00e9 com intelig\u00eancia\u201d, acrescentando: \u201cTemos de criar are\u00f3pagos [pra\u00e7as onde os fil\u00f3sofos e oradores gregos discursavam] para que possamos exprimir o que pensamos\u201d. O Bispo de Aveiro apontou o CUFC (Centro Universit\u00e1rio F\u00e9 e Cultura) como exemplo de \u201cvalorizar o que j\u00e1 existe\u201d no \u00e2mbito do di\u00e1logo F\u00e9\/Raz\u00e3o.<\/p>\n<p>Celebrando-se por esses dias o centen\u00e1rio do nascimento de Miguel Torga, D. Ant\u00f3nio Francisco citou o poeta transmontano que viveu em Coimbra como exemplo da impossibilidade de esconder a quest\u00e3o da F\u00e9: \u201cDeus de quem eu sempre tenho procurado fugir e que nunca deixou de me seguir\u201d. A F\u00e9 atravessa-se no caminho da Raz\u00e3o.<\/p>\n<p>J.P.F. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A confer\u00eancia aconteceu j\u00e1 no dia 10 de Maio, integrada nas Festas da Cidade, mas vale a pena retomar as suas ideias principais. O Bispo de Aveiro reflectiu sobre as duas asas da liberdade, que s\u00e3o a f\u00e9 e a raz\u00e3o. Uma ave, s\u00f3 com uma asa, n\u00e3o voa. O mesmo acontece com um avi\u00e3o. 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