{"id":9232,"date":"2008-01-09T15:53:00","date_gmt":"2008-01-09T15:53:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=9232"},"modified":"2008-01-09T15:53:00","modified_gmt":"2008-01-09T15:53:00","slug":"nao-ha-felicidade-sem-reconciliacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/nao-ha-felicidade-sem-reconciliacao\/","title":{"rendered":"N\u00e3o h\u00e1 felicidade sem reconcilia\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>40 mil jovens participaram no Encontro Europeu de Jovens em Genebra, promovido pela comunidade ecum\u00e9nica de Taiz\u00e9, de 28 de Dezembro de 2007 a 1 de Janeiro de 2008. A grande mensagem foi esta: A plenitude de vida n\u00e3o se alcan\u00e7a sem um cora\u00e7\u00e3o reconciliado.<\/p>\n<p>Dando continuidade aos Encontros de Zagreb, Mil\u00e3o, Lisboa, Hamburgo, Paris ou Budapeste, o Encontro de Genebra foi uma nova etapa da \u00abPeregrina\u00e7\u00e3o de Confian\u00e7a atrav\u00e9s da Terra\u00bb, lan\u00e7ada pelo irm\u00e3o Roger h\u00e1 mais de 25 anos. Simbolicamente, o encontro acontece na terra natal do fundador da comunidade ecum\u00e9nica.<\/p>\n<p>As dezenas de milhares de jovens de toda a Europa e tamb\u00e9m dos outros continentes receberam uma carta do irm\u00e3o Alois, o sucessor do irm\u00e3o Roger. Intitulada \u201cCarta de Cochabamba\u201d (escrita na Bol\u00edvia durante um recente encontro de jovens latino-americanos animado pela Comunidade de Taiz\u00e9), serviu de base para a reflex\u00e3o dos jovens reunidos na regi\u00e3o de Genebra.<\/p>\n<p>A \u201cCarta de Cochabamba\u201d centra-se na necessidade e no poder da reconcilia\u00e7\u00e3o. \u201c\u00c9 numa comunh\u00e3o pessoal com o Deus vivo que podemos encontrar for\u00e7as para lutar com um cora\u00e7\u00e3o reconciliado. Sem vida interior n\u00e3o poder\u00edamos permanecer firmes nas nossas decis\u00f5es. Em Deus encontramos a alegria e a esperan\u00e7a de uma plenitude de vida (\u2026). O Evangelho convida-nos a dar o primeiro passo em direc\u00e7\u00e3o ao outro, sem termos antecipadamente a garantia de reciprocidade\u201d, l\u00ea-se na Carta.<\/p>\n<p>Numa assembleia plen\u00e1ria, o irm\u00e3o Alois diria: \u201cReconciliar-se \u00e9 ir ao encontro do outro, e isso come\u00e7a no plano das rela\u00e7\u00f5es pessoais: perseverar para procurar uma comunh\u00e3o humana com aqueles que nos s\u00e3o mais pr\u00f3ximos. Ser\u00e1 que n\u00e3o desanimamos demasiado depressa quando h\u00e1 tens\u00f5es e incompreens\u00f5es? A felicidade constroi-se com o tempo\u201d.<\/p>\n<p>E porque a reconcilia\u00e7\u00e3o \u00e9 para viver no concreto, acrescentaria: \u201cIsto tamb\u00e9m \u00e9 v\u00e1lido na sociedade. As comunica\u00e7\u00f5es tornam-se cada vez mais f\u00e1ceis, mas ao mesmo tempo as nossas sociedades humanas s\u00e3o muito compartimentadas. Os paralelismos podem alimentar uma indiferen\u00e7a de uns em rela\u00e7\u00e3o aos outros. E, com o tempo, criam-se preconceitos e mal-entendidos. Pensemos por exemplo nos imigrantes, t\u00e3o pr\u00f3ximos e contudo tantas vezes t\u00e3o distantes\u201d.<\/p>\n<p>No final do Encontro, o sucessor do Ir. Roger pediu aos 40 mil jovens que levassem para os seus locais de origem \u201ca bondade e a simplicidade\u201d. \u201cA experi\u00eancia de uma comunh\u00e3o al\u00e9m fronteiras, como nestes dias, abre \u00e0 esperan\u00e7a. Ela conduz-nos mesmo a uma compreens\u00e3o mais profunda de Deus\u201d, assegurou o Ir. Alois.<\/p>\n<p>O pr\u00f3ximo encontro, no final de 2008, ser\u00e1 em Bruxelas.<\/p>\n<p>J.P.F.\/Ecclesia<\/p>\n<p>Como viveste o encontro de Genebra<\/p>\n<p>Ana Raquel Soares<\/p>\n<p>Esgueira, Aveiro<\/p>\n<p>Apesar de j\u00e1 ter ido \u00e0 Comunidade em Taiz\u00e9 duas vezes, esta foi a primeira vez que participei num Encontro Europeu. O ritmo \u00e9 diferente, mas a ess\u00eancia \u00e9 a mesma. As manh\u00e3s foram passadas nas par\u00f3quias de acolhimento, onde, ap\u00f3s a ora\u00e7\u00e3o da manh\u00e3, nos reun\u00edamos em pequenos grupos com jovens de v\u00e1rias nacionalidades para reflectirmos sobre a Carta de Cochabamba e textos b\u00edblicos. As duas ora\u00e7\u00f5es comunit\u00e1rias eram os momentos mais importantes do dia. Juntavam-se os cerca de 40 mil jovens no pavilh\u00e3o Gen\u00e9ve a Palexpo. \u00c9 de real\u00e7ar a forma como fomos t\u00e3o bem acolhidos, quer nas par\u00f3quias quer nas fam\u00edlias.<\/p>\n<p>Miguel Cabral<\/p>\n<p>Gl\u00f3ria, Aveiro<\/p>\n<p>Vivi este Encontro Europeu de Genebra com um esp\u00edrito, sobretudo, de descoberta, j\u00e1 que foi a minha primeira participa\u00e7\u00e3o num Encontro Europeu. Gostei bastante das ora\u00e7\u00f5es comunit\u00e1rias que, mesmo com milhares de pessoas, tiveram momentos de verdadeiro sil\u00eancio para reflex\u00e3o. A partilha sem qualquer tipo de discrimina\u00e7\u00e3o nos pequenos grupos e tudo o que aprendi pelo programa do encontro e pelos companheiros de viagem tamb\u00e9m s\u00e3o factores muito positivos. Sem d\u00favida, uma experi\u00eancia a repetir.<\/p>\n<p>Um encontro seguido pelos grandes<\/p>\n<p>Que a vossa confian\u00e7a em Deus possa suscitar em v\u00f3s a esperan\u00e7a e ajudar-vos a mudar o mundo, fundando-se sobre os valores evang\u00e9licos, em particular sobre o perd\u00e3o, o elemento mais fundamental do amor, uma vez que aquele que perdoa n\u00e3o se deixa ficar preso pela falta cometida, mas abre-se a um novo futuro. Se a paz \u00e9 o fruto da justi\u00e7a, ela \u00e9-o ainda mais do perd\u00e3o, que sela verdadeiramente a reconcilia\u00e7\u00e3o entre aqueles que ontem se desafiavam e se opunham, permitindo-lhes agora retomarem o caminho juntos.<\/p>\n<p>Bento XVI<\/p>\n<p>Precisamos de reconstruir pontes e de nos empenharmos num di\u00e1logo intercultural consequente e construtivo, que insista nos valores e nas aspira\u00e7\u00f5es comuns.<\/p>\n<p>Como jovens crentes, estais na posi\u00e7\u00e3o ideal para contribuir para este processo. Futuros respons\u00e1veis nos meios onde viveis, podeis sublinhar as cren\u00e7as fundamentais comuns a todas as grandes tradi\u00e7\u00f5es religiosas: a compaix\u00e3o, a solidariedade, o respeito pela vida e a bondade para com os outros. Podeis exortar os membros da vossa gera\u00e7\u00e3o a tratar os outros como desejam serem eles mesmos tratados.<\/p>\n<p>Ban Ki-Moon, Secret\u00e1rio-Geral das Na\u00e7\u00f5es Unidas<\/p>\n<p>\u00c9 j\u00e1 o trig\u00e9simo ano consecutivo que vos juntais, vindos dos quatro cantos do mundo, para celebrar a paz, a justi\u00e7a e a solidariedade entre os homens.<\/p>\n<p>A procura de reconcilia\u00e7\u00e3o, de confian\u00e7a e de amizade que vos mobiliza corresponde bem ao projecto europeu, que tamb\u00e9m procura promover a unidade entre os Estados e entre os povos do nosso continente, respeitando sempre a sua diversidade.<\/p>\n<p>Alegro-me pelo vosso empenho. O vosso entusiasmo \u00e9 um sinal de que se pode confiar o nosso planeta \u00e0s gera\u00e7\u00f5es futuras.<\/p>\n<p>Dur\u00e3o Barroso, Presidente da Comiss\u00e3o Europeia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>40 mil jovens participaram no Encontro Europeu de Jovens em Genebra, promovido pela comunidade ecum\u00e9nica de Taiz\u00e9, de 28 de Dezembro de 2007 a 1 de Janeiro de 2008. A grande mensagem foi esta: A plenitude de vida n\u00e3o se alcan\u00e7a sem um cora\u00e7\u00e3o reconciliado. 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