{"id":9286,"date":"2007-06-21T10:29:00","date_gmt":"2007-06-21T10:29:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=9286"},"modified":"2007-06-21T10:29:00","modified_gmt":"2007-06-21T10:29:00","slug":"casais-de-santa-maria-comemoram-jubileu","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/casais-de-santa-maria-comemoram-jubileu\/","title":{"rendered":"Casais de Santa Maria comemoram jubileu"},"content":{"rendered":"<p>Manuel Carvalhais, di\u00e1cono permanente, e sua esposa, Em\u00edlia (Mila) Carvalhais, falam-nos dos Casais de Santa Maria, um movimento de espiritualidade conjugal presente em Vagos desde 1995 e que no presente ano comemora as bodas de ouro. Manuel Carvalhais \u00e9 o assistente diocesano.<\/p>\n<p>Correio do Vouga \u2013 Como surgiu o movimento em Portugal?<\/p>\n<p>Manuel e Em\u00edlia Carvalhais \u2013 O movimento de Casais de Santa Maria surgiu no Ribatejo, em 1957, com base na Ac\u00e7\u00e3o cat\u00f3lica dos meios rurais e independentes, mas aut\u00f3nomo. O seu fundador e primeiro assistente nacional foi o c\u00f3nego Jos\u00e9 Mendes Serrazina, hoje infelizmente impossibilitado de exercer o cargo por motivo de doen\u00e7a. Com a elabora\u00e7\u00e3o das primeiras \u201c bases e normas\u201d de funcionamento, obteve a aprova\u00e7\u00e3o do episcopado em 31 de Maio de 1963.<\/p>\n<p>E como chegou \u00e0 diocese de Aveiro?<\/p>\n<p>Desde 1975 que n\u00f3s, como casal, estamos ligados ao movimento, ap\u00f3s termos ingressado numa equipa de casais em Beja, cidade onde ent\u00e3o resid\u00edamos. Quando da nossa vinda para Calv\u00e3o, em 1986, sentimo-nos \u201c\u00f3rf\u00e3os\u201d. Est\u00e1vamos habituados a viver a nossa espiritualidade conjugal em equipa. Falando com D. Ant\u00f3nio Marcelino, este deu-nos \u201cluz verde\u201d para avan\u00e7armos com a forma\u00e7\u00e3o dos primeiros grupos de casais ligados ao movimento, o que se conseguiu em 1995. Hoje existem seis grupos no Arciprestado de Vagos: tr\u00eas em Calv\u00e3o, dois em Ponte de Vagos e um em Santa Catarina.<\/p>\n<p>Como definem os objectivos e finalidades do movimento?<\/p>\n<p>Sendo um movimento de espiritualidade e de apostolado familiar, pretende, em primeiro lugar, atrav\u00e9s da forma\u00e7\u00e3o de grupos de casais, desenvolver uma entre-ajuda religiosa, pessoal, conjugal, familiar e social, em ordem \u00e0 santifica\u00e7\u00e3o da Fam\u00edlia.<\/p>\n<p>S\u00e3o objectivos, a viv\u00eancia dos valores crist\u00e3os do matrim\u00f3nio nos casais e no seio das fam\u00edlias, o apostolado pela palavra e pelo exemplo, o aprofundamento da f\u00e9 e cultura religiosa atrav\u00e9s do conhecimento da Doutrina Social da Igreja, o apoio \u00e0 miss\u00e3o educadora da Fam\u00edlia e \u00e0 solidariedade relativamente aos seus interesses comuns, a participa\u00e7\u00e3o respons\u00e1vel nas estruturas da Igreja e da sociedade.<\/p>\n<p>Como se estrutura o movimento e se relaciona com as par\u00f3quias?<\/p>\n<p>O Movimento, presente em 13 dioceses portuguesas, estrutura-se e actua na Igreja local sob a orienta\u00e7\u00e3o do Bispo, com autonomia pastoral e administrativa em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s estruturas nacionais do movimento.<\/p>\n<p>Uma das caracter\u00edsticas peculiares \u00e9 a sua voca\u00e7\u00e3o para colaborar com a par\u00f3quia, estando fortemente ligado a ela, podendo ser uma via importante para ajudar na evangeliza\u00e7\u00e3o, em colabora\u00e7\u00e3o com o p\u00e1roco. N\u00e3o s\u00f3 os casais s\u00e3o destinat\u00e1rios da evangeliza\u00e7\u00e3o, como tamb\u00e9m s\u00e3o seus agentes. Em muitos locais, estes casais t\u00eam sido uma mais valia para as par\u00f3quias na pastoral familiar, nas vertentes de prepara\u00e7\u00e3o para o matrim\u00f3nio e baptismo.<\/p>\n<p>Como se pode formar uma equipa de Casais de Santa Maria?<\/p>\n<p>A base do movimento est\u00e1 na constitui\u00e7\u00e3o de equipas que podem definir-se como \u201cgrupos de 7 ou 8 casais amigos\u201d, que, com um assistente (padre, di\u00e1cono ou religiosa\/o), decidam fazer uma caminhada comum, para mutuamente se entre-ajudarem na sua viv\u00eancia crist\u00e3 a n\u00edvel pessoal, conjugal, familiar e social, assim como na educa\u00e7\u00e3o dos filhos. Conjuntamente com um casal j\u00e1 experiente no movimento e o seu assistente, eleger\u00e3o um casal que ser\u00e1 respons\u00e1vel do grupo por um ano. No final desse per\u00edodo, a equipa assume a sua pr\u00f3pria orienta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Como s\u00e3o as reuni\u00f5es dos grupos?<\/p>\n<p>Reunimos mensalmente, em casa de cada casal, para medita\u00e7\u00e3o de um texto b\u00edblico, reflex\u00e3o de um tema de estudo (fornecido no primeiro ano pelo movimento), partilha de experi\u00eancias e conv\u00edvio ag\u00e1pico [partilha de refei\u00e7\u00e3o]. Os temas subsequentes s\u00e3o propostos pela equipa diocesana e assistente, para serem tratados por todos os grupos.<\/p>\n<p>Os grupos t\u00eam alguns encontros em conjunto: no in\u00edcio do ano, para conv\u00edvio e tomarem conhecimento da programa\u00e7\u00e3o\/calendariza\u00e7\u00e3o do trabalho; nos tempos de Advento e Quaresma, para ora\u00e7\u00e3o e reflex\u00e3o; e no final das actividades do ano, para avalia\u00e7\u00e3o e conv\u00edvio.<\/p>\n<p>Que fun\u00e7\u00f5es tem o assistente religioso?<\/p>\n<p>O assistente religioso\/promotor \u00e9 nomeado pelo Bispo diocesano, de quem depende. Tem como fun\u00e7\u00f5es principais a elabora\u00e7\u00e3o\/apresenta\u00e7\u00e3o de temas para o ano e esquemas de encontros de ora\u00e7\u00e3o para todos os casais; colaborar com os assistentes dos grupos na vida dos mesmos e nas ac\u00e7\u00f5es desenvolvidas; estar atento \u00e0s necessidades espirituais de acompanhamento dos grupos e ainda ser int\u00e9rprete, junto do movimento, das ac\u00e7\u00f5es propostas pelo Secretariado Diocesano de Pastoral Familiar, facilitando a sua participa\u00e7\u00e3o nos planos pastorais da Diocese. \u00c9 ainda sua tarefa apresentar e divulgar o movimento na diocese, nomeadamente fazendo contactos com os p\u00e1rocos que desejarem o movimento nas suas par\u00f3quias, esclarecendo-os que este n\u00e3o pode ser visto como mais uma ocupa\u00e7\u00e3o para eles, mas sim como uma porta para uma potencial ajuda na pastoral paroquial com agentes vocacionados e qualificados na pastoral familiar.<\/p>\n<p>O movimento tem planos de expans\u00e3o na Diocese de Aveiro?<\/p>\n<p>De momento, o movimento est\u00e1 implementado no Arciprestado de Vagos em tr\u00eas par\u00f3quias, tendo feito esfor\u00e7os para abranger outras par\u00f3quias deste arciprestado, mas est\u00e1 aberto a todas as par\u00f3quias da Diocese que o solicitarem. A equipa diocesana est\u00e1 preparada para ac\u00e7\u00f5es de sensibiliza\u00e7\u00e3o nesse sentido, sempre que solicitadas pelos p\u00e1rocos.<\/p>\n<p>Considera importante que os casais estejam integrados  em algum movimento?<\/p>\n<p>Como o movimento est\u00e1 dirigido para casais, \u00e9 nesta faixa que a sua ac\u00e7\u00e3o se desenvolve. Contudo, como o primeiro objectivo do movimento \u00e9 a procura da santidade \u2013 que significa a realiza\u00e7\u00e3o pessoal e mutuamente, na qualidade de criaturas de Deus, vivendo segundo o esp\u00edrito de Jesus -, o testemunho aos filhos \u00e9 a forma mais natural de educar na f\u00e9 e incutir neles a esperan\u00e7a crist\u00e3 num mundo cheio de desequil\u00edbrios. Tudo isto, num tempo em que a fam\u00edlia parece n\u00e3o ser mais o \u201cesteio\u201d da sociedade. Mas \u00e9, sem d\u00favida, o ber\u00e7o e lugar da experi\u00eancia e ensino dos valores crist\u00e3os nas rela\u00e7\u00f5es interpessoais, t\u00e3o vitais para uma sociedade equilibrada, humanizada e humanizante. Da\u00ed a import\u00e2ncia dos casais fazerem parte deste ou outro movimento de espiritualidade conjugal, que os ajude a serem sinal do amor de Deus e luz para o mundo.<\/p>\n<p>Casais de Santa Maria<\/p>\n<p>* \u00c9 um movimento de espiritualidade e de apostolado familiar, para viv\u00eancia dos valores crist\u00e3os do matrim\u00f3nio no seio das fam\u00edlias.<\/p>\n<p>* Presente na diocese de Aveiro desde 1995, em Vagos. H\u00e1 tr\u00eas equipas em Calv\u00e3o, duas em Ponte de Vagos e uma em Santa Catarina.<\/p>\n<p>Jubileu celebrado em F\u00e1tima<\/p>\n<p>O movimento comemora os 50 anos nos dias 23 e 24 de Junho, com um encontro nacional em F\u00e1tima, que pretende incentivar os casais a uma maior responsabiliza\u00e7\u00e3o na sociedade actual e promover a visibilidade do movimento na Igreja e no mundo.<\/p>\n<p>O tema \u201cImport\u00e2ncia da rela\u00e7\u00e3o conjugal na rela\u00e7\u00e3o parental\u201d ser\u00e1 reflectido com a colabora\u00e7\u00e3o de Teresa Ribeiro e haver\u00e1 um ser\u00e3o cultural em que cada diocese mostra as suas tradi\u00e7\u00f5es. A celebra\u00e7\u00e3o da Eucaristia encerra o encontro.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Manuel Carvalhais, di\u00e1cono permanente, e sua esposa, Em\u00edlia (Mila) Carvalhais, falam-nos dos Casais de Santa Maria, um movimento de espiritualidade conjugal presente em Vagos desde 1995 e que no presente ano comemora as bodas de ouro. Manuel Carvalhais \u00e9 o assistente diocesano. Correio do Vouga \u2013 Como surgiu o movimento em Portugal? 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