{"id":9307,"date":"2007-07-26T11:33:00","date_gmt":"2007-07-26T11:33:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=9307"},"modified":"2007-07-26T11:33:00","modified_gmt":"2007-07-26T11:33:00","slug":"diga-se-a-verdade-e-haja-gratidao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/diga-se-a-verdade-e-haja-gratidao\/","title":{"rendered":"Diga-se a verdade e haja gratid\u00e3o!&#8230;"},"content":{"rendered":"<p>H\u00e1 dias assisti \u00e0 b\u00ean\u00e7\u00e3o e \u00e0 inaugura\u00e7\u00e3o das novas instala\u00e7\u00f5es de um Centro Social, fundado por iniciativa de uma par\u00f3quia e dirigido pelo respectivo p\u00e1roco; trata-se, portanto, de uma institui\u00e7\u00e3o da Igreja Cat\u00f3lica. O acto teve a presen\u00e7a do Bispo da Diocese, do p\u00e1roco e de algumas dezenas de pessoas; estiveram tamb\u00e9m o Ministro do Trabalho e da Solidariedade Social, o Governador Civil, os presidentes das autarquias locais, o respons\u00e1vel pelos servi\u00e7os do Instituto da Seguran\u00e7a Social em Aveiro, al\u00e9m de outras individualidades. Foi um dia de festa, a que deram colorido os utentes, tanto as crian\u00e7as como os idosos.<\/p>\n<p>A Eucaristia, que precedeu a inaugura\u00e7\u00e3o, foi celebrada numa das salas, com participa\u00e7\u00e3o festiva de todos. No programa do dia, incluiu-se uma sess\u00e3o p\u00fablica, em que falaram o p\u00e1roco (na qualidade de presidente da direc\u00e7\u00e3o), o Bispo diocesano e o ministro.<\/p>\n<p>O p\u00e1roco, depois de agradecer a presen\u00e7a das autoridades, evocou os benfeitores do Centro Social Paroquial; referiu o casal que legou a sua pr\u00f3pria habita\u00e7\u00e3o e a propriedade anexa \u00e0 Obra da Rua; disse que esta, por sua vez, cedeu \u00e0 Diocese o im\u00f3vel urbano e r\u00fastico, para fins s\u00f3cio-caritativos; aludiu \u00e0 generosidade da mesma Diocese que p\u00f4s o im\u00f3vel \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o do Centro; rememorou todos os que participaram e participam nesta institui\u00e7\u00e3o. Afirmou ainda, com projec\u00e7\u00e3o de gr\u00e1ficos, que a import\u00e2ncia de setenta e dois por cento do dinheiro para custear a constru\u00e7\u00e3o resultou de donativos de v\u00e1rias empresas da regi\u00e3o e de muitas pessoas amigas, sendo o restante proveniente de comparticipa\u00e7\u00f5es do Estado e dos donativos de autarquias. O Bispo, que j\u00e1 tinha falado durante a Eucaristia, aproveitou a ocasi\u00e3o para se congratular com a comunidade crist\u00e3 e com tantos e tantas que aderiram aos respons\u00e1veis da direc\u00e7\u00e3o, que, com dedica\u00e7\u00e3o, ousadia e compet\u00eancia, concretizaram o sonho do novo edif\u00edcio. O ministro tamb\u00e9m falou, como lhe competia. Referiu a pol\u00edtica do Governo sobre as iniciativas de finalidade social; lembrou que o que estava a inaugurar-se era resultado do interesse do Governo, das autarquias e da pr\u00f3pria institui\u00e7\u00e3o (sic). <\/p>\n<p>Olhando para os n\u00fameros, o leitor concluir\u00e1 que a ordem do valor das comparticipa\u00e7\u00f5es \u00e9 outra. Mais ainda: &#8211; Por que motivo o representante do Governo n\u00e3o disse publicamente que o Centro Social, por ser de uma Par\u00f3quia, \u00e9 da Igreja Cat\u00f3lica e \u00e9 orientado pelo respons\u00e1vel da comunidade cat\u00f3lica local? Haver\u00e1 receio de os respons\u00e1veis pol\u00edticos se renderem \u00e0 evid\u00eancia? Julgo que n\u00e3o podem ter medo e, com coer\u00eancia, tenham coragem de dizer toda a verdade. O povo agradece-lhes. <\/p>\n<p>A prop\u00f3sito, transcrevo aqui as palavras que D. Ant\u00f3nio Ribeiro, Cardeal-Patriarca de Lisboa, dirigiu especialmente aos seus sacerdotes durante uma celebra\u00e7\u00e3o lit\u00fargica na S\u00e9, em 27 de Mar\u00e7o de 1975, numa altura em que se denegria a ac\u00e7\u00e3o da Igreja, acusando-a de nada ter feito pelos necessitados: &#8211; \u201cA consci\u00eancia viva da nossa miss\u00e3o situa-nos, constantemente, no meio do Povo de Deus e dentro da sociedade humana \u00e0 qual pertencemos. N\u00e3o temos horas para servir. Sa\u00edmos do povo e sempre partilhamos a sorte do povo. Conhecemos as car\u00eancias e necessidades que ele experimenta. [\u2026] Quando vimos o povo ignorante e sem cultura, abrimos escolas e fizemo-nos mestres de letras; quando o povo n\u00e3o tinha infant\u00e1rios, nem asilos, nem hospitais, fomos n\u00f3s os promotores e dinamizadores das primeiras iniciativas deste g\u00e9nero; quando o povo carecia de lugares de reuni\u00e3o e de conv\u00edvio, abrimos salas paroquiais e outros espa\u00e7os de encontro e de recreio; quando o povo precisava de cuidados higi\u00e9nicos e de promo\u00e7\u00e3o humana, erguemos centros sociais e oferecemos habita\u00e7\u00e3o condigna a muitos que a n\u00e3o tinham. Quem mais do que v\u00f3s, padres da cidade e da aldeia, serviu o povo e esteve com o povo? E convosco tantos e tantos crist\u00e3os.\u201d<\/p>\n<p>Na sociedade de que fazem parte, os crist\u00e3os coerentes procurar\u00e3o amar a Deus, servindo os irm\u00e3os, sobretudo os mais necessitados\u2026 tanto individualmente como em associa\u00e7\u00f5es e institui\u00e7\u00f5es por eles criadas e dinamizadas. \u00c9 esta uma das obriga\u00e7\u00f5es permanentes da Igreja.<\/p>\n<p>J.G.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 dias assisti \u00e0 b\u00ean\u00e7\u00e3o e \u00e0 inaugura\u00e7\u00e3o das novas instala\u00e7\u00f5es de um Centro Social, fundado por iniciativa de uma par\u00f3quia e dirigido pelo respectivo p\u00e1roco; trata-se, portanto, de uma institui\u00e7\u00e3o da Igreja Cat\u00f3lica. 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