{"id":9318,"date":"2007-07-26T10:20:00","date_gmt":"2007-07-26T10:20:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=9318"},"modified":"2007-07-26T10:20:00","modified_gmt":"2007-07-26T10:20:00","slug":"pastoral-da-caridade-i","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/pastoral-da-caridade-i\/","title":{"rendered":"Pastoral da caridade (I)"},"content":{"rendered":"<p>As f\u00e9rias trazem sempre consigo um abrandamento da actividade pastoral de fundo, mesmo que se multipliquem festejos ditos religiosos e aumentem as sacramentos com aparato social, especialmente casamentos e baptismos. Tamb\u00e9m por for\u00e7a de muitos emigrantes, que desejam vir celebrar estes acontecimentos nas suas terras de origem.<\/p>\n<p>Todavia, o pr\u00f3ximo ano est\u00e1 a\u00ed. E este afigura-se sobremaneira exigente, uma vez que a Diocese decidiu empreender uma tarefa t\u00e3o urgente como cicl\u00f3pica: dar corpo a uma verdadeira pastoral da caridade. Sem d\u00favida, o bem da pessoa humana \u00e9 a gl\u00f3ria de Deus. E h\u00e1 muitos d\u00e9fices, muitas feridas, muitos absurdos, nesse bem da pessoa humana concreta, que integra as nossas comunidades, que faz parte do nosso tecido social.<\/p>\n<p>Proponho-me, por isso, retomar algumas frases, algumas reflex\u00f5es e decis\u00f5es do II S\u00ednodo Diocesano de Aveiro, como simples contributo a uma prepara\u00e7\u00e3o do novo ano apost\u00f3lico.<\/p>\n<p>\u201cA pastoral da caridade est\u00e1 no mesmo p\u00e9 de igualdade da pastoral prof\u00e9tica e da pastoral lit\u00fargica, pois a Igreja exprime-se harmoniosamente na tr\u00edplice ac\u00e7\u00e3o eclesial, que se inspira em Jesus Cristo Profeta, Sacerdote e Rei\u201d. Esta \u00e9 uma das refer\u00eancias teol\u00f3gicas da reflex\u00e3o sinodal.<\/p>\n<p>Significa que a Igreja, para ser sacramento de Jesus Cristo, n\u00e3o pode zelar apenas o an\u00fancio da Mensagem e a celebra\u00e7\u00e3o do Mist\u00e9rio. Acolhendo as palavras do Mestre \u201cSempre que o fizeste (ou n\u00e3o fizeste) ao mais pequenino dos meus irm\u00e3os, a Mim o fizeste (ou n\u00e3o fizeste)\u201d e tamb\u00e9m a senten\u00e7a de S. Jo\u00e3o \u201cQuem diz que ama a Deus, a Quem n\u00e3o v\u00ea, e n\u00e3o ama os irm\u00e3os, a quem v\u00ea, \u00e9 mentiroso\u201d, a Igreja s\u00f3 cumpre a sua miss\u00e3o empenhando-se verdadeiramente numa ac\u00e7\u00e3o junto dos pobres e com os pobres, assumindo-os como sua riqueza e caminho de seu testemunho cred\u00edvel, raz\u00e3o de ser primordial pr\u00f3pria da sua exist\u00eancia.<\/p>\n<p>Que passos vamos dar para \u201cEntender e apreciar o servi\u00e7o s\u00f3cio-caritativo em cada par\u00f3quia como express\u00e3o integrante da vida pastoral e verdadeira ac\u00e7\u00e3o eclesial\u201d, se \u00e9 t\u00e3o grande a dificuldade de fazer que os nossos crist\u00e3os percebam que h\u00e1 pobres, m\u00faltiplas formas de pobreza, urg\u00eancia em ser comunidade eucar\u00edstica que transborde para esta realidade humana degradada com a for\u00e7a da regenera\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>Quais os caminhos de discernimento de voca\u00e7\u00f5es para este servi\u00e7o na Par\u00f3quia, tomado como express\u00e3o por excel\u00eancia do amor de Deus mediado por n\u00f3s no seio das fam\u00edlias, junto das pessoas?<\/p>\n<p>N\u00e3o dever\u00edamos deixar por metade &#8211; ou menos! &#8211; o entusiasmo que nos espevita para esta miss\u00e3o eclesial. Se ela \u00e9 de sempre, este \u00e9 um tempo oportuno, em meio de um feroz individualismo, de um culto ego\u00edsta do consumo. <\/p>\n<p>Q.S.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As f\u00e9rias trazem sempre consigo um abrandamento da actividade pastoral de fundo, mesmo que se multipliquem festejos ditos religiosos e aumentem as sacramentos com aparato social, especialmente casamentos e baptismos. Tamb\u00e9m por for\u00e7a de muitos emigrantes, que desejam vir celebrar estes acontecimentos nas suas terras de origem. Todavia, o pr\u00f3ximo ano est\u00e1 a\u00ed. E este [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[59],"tags":[],"class_list":["post-9318","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-formacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9318","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9318"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9318\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9318"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9318"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9318"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}