{"id":9325,"date":"2008-01-09T15:42:00","date_gmt":"2008-01-09T15:42:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=9325"},"modified":"2008-01-09T15:42:00","modified_gmt":"2008-01-09T15:42:00","slug":"odres-velhos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/odres-velhos\/","title":{"rendered":"Odres velhos!&#8230;"},"content":{"rendered":"<p>Vinho novo em odres velhos &#8211; todos o sabemos &#8211; n\u00e3o resulta. Rompem-se os odres e perde-se o vinho!<\/p>\n<p>A democracia \u00e9 um vinho novo, das sociedades, dos povos. Assistimos a um crescendo desta forma de organizar os pa\u00edses e na\u00e7\u00f5es. O vinho novo que corresponde melhor aos desejos e sonhos da humanidade: em princ\u00edpio, todos s\u00e3o considerados, reconhecidos e convocados para exercer a sua cidadania.<\/p>\n<p>\u00c9 claro que um tecido democr\u00e1tico sem falhas, desde os mais elevados eleitos aos mais simples cidad\u00e3os eleitores, n\u00e3o se constr\u00f3i em escassos anos ou d\u00e9cadas, porventura mesmo s\u00e9culos. Por isso, o caminho se desenha com avan\u00e7os e recuos, com curvas e contracurvas, com alegrias e sobressaltos\u2026<\/p>\n<p>Uma das esperan\u00e7as dos nossos dias \u00e9 a crescente consci\u00eancia universal de que este \u00e9 o caminho de futuro, mau grado os interesses sempre presentes de alguns, que, \u00e0s vezes sob a capa de protectores do mundo, o que desejam \u00e9, subtilmente, controlar as \u00e2nsias dos povos. E, nesse campo, os interesses econ\u00f3micos s\u00e3o o motor silencioso de todas as iniciativas de opress\u00e3o ou limita\u00e7\u00e3o da democracia. E esses interesses a maioria dos cidad\u00e3os n\u00e3o os detecta, nem sequer os Estados, muitas vezes, se furtam aos seus enredos.<\/p>\n<p>Fundamental \u00e9 que se apresentem ao sufr\u00e1gio dos cidad\u00e3os \u201codres novos\u201d, isto \u00e9, l\u00edderes capacitados, de cora\u00e7\u00e3o lavado, de esp\u00edrito forte e criativo, de resist\u00eancia interior imperme\u00e1vel a todos os ass\u00e9dios e subornos, vertebrados por quadros de valores que os tornem colunas imbat\u00edveis, luzeiros que creditem com o seu agir as pol\u00edticas que prop\u00f5em, servidores dos seus eleitores e n\u00e3o de s\u00e9quitos de amigos e lacaios\u2026<\/p>\n<p>E aqui est\u00e1 a quest\u00e3o: os \u201codres do poder\u201d s\u00e3o, mais vezes do que gostar\u00edamos, \u201codres velhos\u201d (mesmo que jovens), cheios do sarro de mil interesses instalados, vulner\u00e1veis a todas as \u201csereias\u201d, sem sonhos nem projectos que n\u00e3o os da miopia do seu pr\u00f3prio bem estar ou a \u00e2nsia de se eternizarem no poder, dando forma a novas oligarquias ou monarquias\u2026 <\/p>\n<p>Por isso, multiplicam-se os sobressaltos de povos e da humanidade inteira. \u00c9 que n\u00e3o basta haver elei\u00e7\u00f5es, constituir parlamentos. A democracia reclama o exerc\u00edcio da cidadania: a informa\u00e7\u00e3o, a forma\u00e7\u00e3o, a decis\u00e3o livre, a possibilidade de cr\u00edtica, o h\u00e1bito da sugest\u00e3o, a for\u00e7a da contesta\u00e7\u00e3o, a igualdade de oportunidades, a transpar\u00eancia de atitudes\u2026, que os \u201codres velhos\u201d tolhem por todos os meios ao seu alcance. Com l\u00edderes velhos, de mentalidade e de cora\u00e7\u00e3o, n\u00e3o se preserva nem promove a democracia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vinho novo em odres velhos &#8211; todos o sabemos &#8211; n\u00e3o resulta. Rompem-se os odres e perde-se o vinho! A democracia \u00e9 um vinho novo, das sociedades, dos povos. Assistimos a um crescendo desta forma de organizar os pa\u00edses e na\u00e7\u00f5es. 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