{"id":9329,"date":"2007-03-15T10:37:00","date_gmt":"2007-03-15T10:37:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=9329"},"modified":"2007-03-15T10:37:00","modified_gmt":"2007-03-15T10:37:00","slug":"sera-que-ainda-vai-a-tempo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/sera-que-ainda-vai-a-tempo\/","title":{"rendered":"Ser\u00e1 que ainda vai a tempo?"},"content":{"rendered":"<p>Colabora\u00e7\u00e3o dos leitores <!--more--> H\u00e1 uns anos a esta parte, todos, pais, encarregados de educa\u00e7\u00e3o e o pr\u00f3prio Minist\u00e9rio da Tutela, uniram-se em coro para desprestigiar a classe docente.<\/p>\n<p>Na sua opini\u00e3o, expressa muitas vezes, os professores eram incompetentes, corruptos no modo como justificavam as \u00abmuitas\u00bb faltas que davam, n\u00e3o tinham brio na profiss\u00e3o, etc. Todos se lembram, com certeza\u2026<\/p>\n<p>Postas as coisas nestes termos, os pais, alunos e encarregados de educa\u00e7\u00e3o, com o aval do Minist\u00e9rio, come\u00e7aram a tratar os professores de um modo que eu considero indecoroso. Os professores s\u00f3 tinham por seu lado os Sindicatos, que nem sempre agiam da melhor forma. <\/p>\n<p>Com tais r\u00f3tulos, os professores foram perdendo autoridade e os Conselhos Executivos n\u00e3o tinham m\u00e3o no processo de degrada\u00e7\u00e3o da imagem da classe docente. <\/p>\n<p>Aproveitando a situa\u00e7\u00e3o, os alunos tomaram o pulso e passaram a mandar mais que os professores. E, se algum professor se \u00abatrevesse\u00bb a repreender um dos pimpolhos (verdadeiros energ\u00famenos, nalguns casos), tinha uma espera dos pais ou encarregados de educa\u00e7\u00e3o, que passava da agress\u00e3o verbal para a agress\u00e3o f\u00edsica. Com o exemplo vindo de cima, os alunos acharam que podiam fazer o mesmo. Uma aluna que agrediu uma professora, entrevistada para o Telejornal disse: \u201cEla (a professora) falou-me alto e eu disse-lhe \u2013 fale-me baixo; como ela n\u00e3o o fez, eu fui-lhe \u00e0 cara\u201d. E, como estes, muitos mais casos, at\u00e9 que chegamos ao ponto de uma bisav\u00f3 amea\u00e7ar uma professora com uma faca. Isto n\u00e3o s\u00f3 na rua, nas imedia\u00e7\u00f5es da Escola, mas dentro do pr\u00f3prio recinto escolar. <\/p>\n<p>Iniciativas como \u00abEscola Segura\u00bb da PSP n\u00e3o resultaram em pleno, pelo que muitos professores se viram na necessidade de meter baixa psiqui\u00e1trica, por entrarem em depress\u00e3o s\u00f3 de pensar no que lhes podia acontecer na Escola. <\/p>\n<p>Agora que as coisas est\u00e3o ao rubro, a Ministra da Educa\u00e7\u00e3o vem, com ar ser\u00e1fico, anunciar que os alunos que tentem ou agridam um professor devem ser castigados, at\u00e9 com expuls\u00e3o, se necess\u00e1rio. <\/p>\n<p>Agora, Senhora Ministra, n\u00e3o ser\u00e1 mesmo muito tarde? Deitar a baixo um muro demora pouco, mas levant\u00e1-lo de novo demora tempo e at\u00e9 \u00e9 capaz de n\u00e3o ficar t\u00e3o direito como o primitivo.<\/p>\n<p>A ver vamos. N\u00e3o quero ser pessimista; dou-lhe o benef\u00edcio da d\u00favida, mas pe\u00e7o-lhe que n\u00e3o se assuste com a contesta\u00e7\u00e3o que vai ter e n\u00e3o volte com a palavra atr\u00e1s, coisa que este Governo nos habituou a que aconte\u00e7a.<\/p>\n<p>Maria Fernanda Barroca<\/p>\n<p>P.S. E j\u00e1 agora um conselho aos (e \u00e0s) professores: arranjem-se decentemente, quando v\u00e3o dar aulas e n\u00e3o apare\u00e7am, eles, com a barba por fazer, mesmo que seja moda, e esfarrapados, e elas, com a roupa ponta abaixo, ponta acima, e por vezes com d\u00e9fice de pudor.     <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Colabora\u00e7\u00e3o dos leitores<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[48],"tags":[],"class_list":["post-9329","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-espaco-comum"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9329","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9329"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9329\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9329"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9329"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9329"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}