{"id":9331,"date":"2007-03-15T10:41:00","date_gmt":"2007-03-15T10:41:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=9331"},"modified":"2007-03-15T10:41:00","modified_gmt":"2007-03-15T10:41:00","slug":"mais-uma","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/mais-uma\/","title":{"rendered":"Mais uma!&#8230;"},"content":{"rendered":"<p>Anuncia-se a elimina\u00e7\u00e3o, para breve, do estado civil dos registos do B.I.. Como se a nossa condi\u00e7\u00e3o de casados ou solteiros, de vi\u00favos, divorciados ou outro qualquer estatuto, n\u00e3o interessasse \u00e0 \u201cdefini\u00e7\u00e3o\u201d p\u00fablica do que somos.<\/p>\n<p>\u00c9 uma medida sadia de promo\u00e7\u00e3o da igualdade, para acautelar discrimina\u00e7\u00f5es?&#8230; Ent\u00e3o, como algu\u00e9m reclamou &#8211; e j\u00e1! -, estabele\u00e7a-se a efectiva igualdade fiscal de quem quer que seja, independentemente do seu estatuto \u201cfamiliar\u201d, que, pelos vistos, j\u00e1 nenhuma import\u00e2ncia tem. Essas, sim, s\u00e3o discrimina\u00e7\u00f5es deveras penalizantes, para aqueles que, exercendo legitimamente o seu direito de constituir fam\u00edlia (tradicional?!&#8230;) como entendem, v\u00eaem tal direito sujeito a constrangimentos graves. Engano-me pensando que ainda vigora esse direito fundamental da pessoa humana?&#8230;<\/p>\n<p>Ou ser\u00e1 que, em mais uma de muitas provas ditatoriais, quadrantes pol\u00edticos ou sectores ideol\u00f3gicos querem pensar e decidir por todos os portugueses, querem \u201cvestir-nos\u201d a todos &#8211; homens, mulheres\u2026, crian\u00e7as, jovens e idosos, sadios e doentes, cultos e incultos\u2026 &#8211; com o mesmo \u201cfato de ganga\u201d, modelo, cor e tamanho \u00fanico\u2026, para mais facilmente deslizarmos, como massa informe, indistinta, sem quadros de refer\u00eancia que nos identifiquem como indiv\u00edduos e sujeitos de rela\u00e7\u00f5es, para onde nos quiserem levar?&#8230; <\/p>\n<p>As viola\u00e7\u00f5es de direitos humanos n\u00e3o cobrem s\u00f3 as restri\u00e7\u00f5es \u00e0s \u201cliberdades democr\u00e1ticas\u201d do \u00e2mbito pol\u00edtico. Muito mais graves e profundas que essas s\u00e3o, em muitas circunst\u00e2ncias, as que experimentamos neste quotidiano estruturante das nossas vidas, como o s\u00e3o a educa\u00e7\u00e3o, a fam\u00edlia, a cultura, a convic\u00e7\u00e3o religiosa\u2026 Nesse aspecto, os relat\u00f3rios que p\u00f5em na lista negra pa\u00edses que s\u00e3o ex\u00edmios nestas viola\u00e7\u00f5es n\u00e3o devem conhecer Portugal. Se alguma brutalidade no tratamento de presos \u00e9 verdadeira, descarada e despudorada \u00e9 a permanente agress\u00e3o oficial a estes direitos b\u00e1sicos da pessoa humana, ainda por cima com r\u00f3tulo de express\u00f5es de modernidade!<\/p>\n<p>Avan\u00e7amos &#8211; e bem! &#8211; em muitas \u00e1reas cient\u00edficas e de tecnologias de ponta. Mas n\u00e3o sinto que todos os portugueses desejem integrar uma \u201csociedade rob\u00f3tica\u201d, submetidos a programadores inc\u00f3gnitos e indetect\u00e1veis, que fa\u00e7am tudo por n\u00f3s e, sobretudo, fa\u00e7am tudo de n\u00f3s!<\/p>\n<p>Eu quero ser gente! Muitos querem ser gente. E queremos o ambiente e os meios para crescer como gente, como seres de esp\u00e9cie pr\u00f3pria, capazes de pensar, de escolher, de sentir, de tra\u00e7ar rumos para si e com os seus. Mesmo admitindo que outros n\u00e3o querem ir al\u00e9m de sofisticados \u201cbrinquedos telecomandados\u201d! <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Anuncia-se a elimina\u00e7\u00e3o, para breve, do estado civil dos registos do B.I.. 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