{"id":9351,"date":"2007-03-15T11:39:00","date_gmt":"2007-03-15T11:39:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=9351"},"modified":"2007-03-15T11:39:00","modified_gmt":"2007-03-15T11:39:00","slug":"o-pai-excessivo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/o-pai-excessivo\/","title":{"rendered":"O pai excessivo!"},"content":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra &#8211; 4\u00ba Domingo da Quaresma &#8211; Ano C <!--more--> A liturgia deste domingo convida-nos a descobrir o Deus Amor, empenhado em conduzir-nos a uma vida de comunh\u00e3o com Ele. Certifica-nos que todos somos pecadores salvos em Cristo, porque Ele restabeleceu os la\u00e7os que hav\u00edamos quebrado com Deus, admitindo-nos \u00e0 sua intimidade e restituindo-nos a dignidade, que adquirimos pelo baptismo. <\/p>\n<p>A terceira leitura apresenta-nos Deus Pai, que ama de forma gratuita, com um amor fiel e eterno, apesar das escolhas erradas e da irresponsabilidade dos filhos rebeldes. \u00c9 um amor entendido na linha da miseric\u00f3rdia e n\u00e3o na linha da justi\u00e7a humana. O evangelho de hoje \u00e9 a mais bela p\u00e1gina de Lucas, a par\u00e1bola do pai bom que tinha dois filhos. Esta hist\u00f3ria de amor revela-nos o excesso de amor deste pai, que trata os seus dois filhos como pai algum jamais poderia fazer. O filho mais novo aspira a uma liberdade sem responsabilidade. Exige a sua heran\u00e7a ao pai, como que antecipando a sua morte. O pai, por sua vez, respeitando a sua liberdade, entrega-lhe a parte que lhe caberia por sua morte e deixa-o partir. O filho mais velho continua em casa, fechado sobre si mesmo, tendo como ref\u00fagio e seguran\u00e7a do seu bom comportamento a casa paterna. O mais novo, jovem irrealista e irrespons\u00e1vel, quer, a todo o custo, satisfazer o desejo incontido do prazer que o abrasava. Mas tudo se esgotou em pouco tempo e ficou s\u00f3, na mis\u00e9ria f\u00edsica e espiritual. Ent\u00e3o, caiu em si, tomando consci\u00eancia do estado a que chegara. Arrependeu-se e decidiu ir ter com o pai. Mas, no distanciamento do filho, o pai havia-o guardado sempre no seu cora\u00e7\u00e3o, sem qualquer ressentimento, esperando, com l\u00e1grimas, o seu regresso. Mal o avistou encheu-se de compaix\u00e3o e correu a lan\u00e7ar-se-lhe ao pesco\u00e7o, cobrindo-o de beijos. Tudo invertido, pensamos n\u00f3s. E foi t\u00e3o grande a alegria, que houve festa. O pai restitui-lhe a dignidade e a confian\u00e7a de filho, e elevou-o ainda mais! Que pai magn\u00e2nimo e excessivo, dir\u00edamos! Se f\u00f4ssemos n\u00f3s&#8230; O filho mais velho n\u00e3o reconheceu o seu irm\u00e3o, e recusou-se a participar na festa. Mas o pai, misericordioso para ambos, veio instar com ele, ajudando-a a compreender e a perdoar. Ser\u00e1 que os ouvintes de Jesus perceberam a li\u00e7\u00e3o? Ou ficaram de fora, como o filho mais velho? E tu, de que lado est\u00e1s? <\/p>\n<p>A segunda leitura convida-nos a acolher a oferta de amor que Deus nos faz atrav\u00e9s de Jesus. S\u00f3 reconciliados com Deus e com os irm\u00e3os podemos ser criaturas novas, em quem se manifesta o \u201chomem novo\u201d. Na verdade, \u00e9 Deus que em Cristo reconcilia o mundo consigo, n\u00e3o levando em conta as nossas faltas e confiando-nos a palavra da reconcilia\u00e7\u00e3o. Sou instrumento de reconcilia\u00e7\u00e3o no meu dia-a-dia?<\/p>\n<p>A primeira leitura fala-nos da passagem do povo de Israel da escravid\u00e3o e do deserto \u00e0 vida nova, \u00e0 vida da liberdade e da paz, isto \u00e9, \u00e0 \u201ccircuncis\u00e3o do cora\u00e7\u00e3o\u201d ou convers\u00e3o. Que preciso eu \u201ccortar\u201d na minha vida, para que entre na liberdade crist\u00e3? O que \u00e9 que ainda me impede de celebrar um verdadeiro compromisso com o nosso Deus?<\/p>\n<p>IV Domingo da Quaresma \u2013 Ano C: Js 5,9a.10-12; Sl 33 (34); 2 Cor 5,17-21; Lc 15,1-3.11-32<\/p>\n<p>Deolinda Serralheiro<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra &#8211; 4\u00ba Domingo da Quaresma &#8211; Ano C<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[59],"tags":[],"class_list":["post-9351","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-formacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9351","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9351"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9351\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9351"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9351"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9351"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}