{"id":9357,"date":"2007-03-15T11:50:00","date_gmt":"2007-03-15T11:50:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=9357"},"modified":"2007-03-15T11:50:00","modified_gmt":"2007-03-15T11:50:00","slug":"para-casar-se-na-igreja-e-necessario-ter-fe","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/para-casar-se-na-igreja-e-necessario-ter-fe\/","title":{"rendered":"Para casar-se na Igreja \u00e9 necess\u00e1rio ter f\u00e9?"},"content":{"rendered":"<p>Catequese Quaresmal <!--more--> \u00abPerguntaram a uma m\u00e3e qual \u00e9 o filho que mais ama. A resposta n\u00e3o se fez esperar. \u201cO mais novo enquanto n\u00e3o cresce; o doente enquanto n\u00e3o se cura; o que est\u00e1 fora enquanto n\u00e3o regressa\u201d\u00bb. A breve hist\u00f3ria foi contada por D. Ant\u00f3nio Marcelino na \u00faltima catequese quaresmal para explicar qual deve ser a atitude da Igreja para com os seus filhos.<\/p>\n<p>No contexto dos que querem \u201ccasar pela Igreja\u201d, e perante a diversidade de situa\u00e7\u00f5es, esta atitude traduz-se na pedagogia da caminhada: \u201cMais do que negar o casamento aos que procuram a Igreja para o fazer, esta deve acolher e ajudar, com seriedade, a criar a melhor capacidade poss\u00edvel para o acto e para a vida que se segue\u201d, escreveu o Bispo Em\u00e9rito na folha que distribuiu aos participantes. \u201cMais do que negar&#8230;\u201d Porqu\u00ea? P\u00f5e-se a hip\u00f3tese de negar o casamento cat\u00f3lico a quem o procura? N\u00e3o, n\u00e3o se p\u00f5e. \u201cA Igreja n\u00e3o pode recusar o casamento, como n\u00e3o pode recusar o baptismo, mas pode p\u00f4r condi\u00e7\u00f5es e deve p\u00f4r exig\u00eancias\u201d, disse D. Ant\u00f3nio Marcelino. A distin\u00e7\u00e3o \u00e9 pertinente porque, tratando-se de um sacramento, exige-se f\u00e9 para aqueles que o querem receber&#8230; Ora, qual \u00e9 a f\u00e9 exigida aos que pretendem casar-se pela Igreja, quando parece que muitos o fazem sem sinais claros de pr\u00e1tica religiosa? A quest\u00e3o esteve em discuss\u00e3o num s\u00ednodo dos bispos (o da fam\u00edlia, em que D. Ant\u00f3nio Marcelino participou), havendo mesmo quem quisesse negar o casamento cat\u00f3lico aos casais que n\u00e3o d\u00e3o sinais claros de comunh\u00e3o com a Igreja. Mas a conclus\u00e3o foi menos \u201cdura\u201d. Pode casar-se pela Igreja quem quiser o que \u00e9 pr\u00f3prio do casamento cat\u00f3lico, que \u00e9 uno e indissol\u00favel. \u201cF\u00e9 na aceita\u00e7\u00e3o das exig\u00eancias da Igreja\u201d \u00e9 a f\u00e9 necess\u00e1ria, resumiu D. Ant\u00f3nio.<\/p>\n<p>A diversidade de situa\u00e7\u00f5es (casamento por convic\u00e7\u00e3o, casamento por tradi\u00e7\u00e3o, casamento \u201ceterno enquanto der\u201d&#8230;) exige criatividade \u00e0 Igreja. D. Ant\u00f3nio Marcelino referiu o exemplo da Igreja francesa, que analisa caso a caso e a cada casal pro-cura dar uma b\u00ean\u00e7\u00e3o ou um tipo de celebra\u00e7\u00e3o condizente com a sua caminhada. O mesmo pode ser feito na nossa situa\u00e7\u00e3o: \u201cA celebra\u00e7\u00e3o, salvaguardando o essencial do matrim\u00f3nio, pode ter, segundo a situa\u00e7\u00e3o concreta, v\u00e1rios esquemas acordados com os noivos (&#8230;). O Matrim\u00f3nio pode ser sempre uma porta aberta para a f\u00e9 e n\u00e3o apenas uma exig\u00eancia inicial. O momento n\u00e3o dispensa aten\u00e7\u00e3o de quem acolhe e colabora\u00e7\u00e3o da comunidade\u201d. A pedagogia deve vencer o rigorismo.<\/p>\n<p>Pr\u00f3xima catequese, dia 19 de Mar\u00e7o, \u201cSe h\u00e1 tantos div\u00f3rcios, por que n\u00e3o aceita a Igreja que fa\u00e7am um segundo casamento os divorciados que o desejarem?\u201d, \u00e0s 21h15, no Sal\u00e3o de S\u00e3o Domingos<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Catequese Quaresmal<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-9357","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-destaque"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9357","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9357"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9357\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9357"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9357"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9357"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}