{"id":9373,"date":"2007-03-22T09:38:00","date_gmt":"2007-03-22T09:38:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=9373"},"modified":"2007-03-22T09:38:00","modified_gmt":"2007-03-22T09:38:00","slug":"pujante-primavera","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/pujante-primavera\/","title":{"rendered":"Pujante Primavera"},"content":{"rendered":"<p>Abre-se o azul do c\u00e9u em ab\u00f3bada fascinante. O sol da vida esconjura o frio do Inverno. A terra m\u00e3e oferta, amorosamente, o suco que guarda no seu seio \u00e0s ra\u00edzes sedentas de humidade. E a paisagem come\u00e7a a revestir-se de cores, na policromia das folhas, na variedade das flores. Anuncia-se um tempo novo, est\u00e1 a\u00ed a Primavera da Natureza. <\/p>\n<p>H\u00e1 outros c\u00e9us que pretendem abrir-se, outros s\u00f3is que teimam em romper frios e neves, outros surtos de vida a pretender desabrochar em flores e frutos, outras primaveras a procurar suplantar os invernos do quotidiano: as esperan\u00e7as de forma\u00e7\u00e3o e trabalho da juventude, o culto da vida, a estabilidade da fam\u00edlia, a solidariedade social, as atitudes de verdade e transpar\u00eancia, os movimentos pela paz, o zelo pelo ambiente, os grupos de participa\u00e7\u00e3o e corresponsabilidade\u2026 Pujante primavera, se lhe n\u00e3o cercearem os impulsos!<\/p>\n<p>Apetece recordar a express\u00e3o do poeta Aleixo: \u201cQuem trava a \u00e1gua que corre \u00e9 por si pr\u00f3prio enganado; o ribeirinho n\u00e3o morre; vai correr por outro lado\u201d! Essa \u00e9 a esperan\u00e7a de todos os que lutam para que desabroche a vida latente em tantas situa\u00e7\u00f5es da nossa sociedade, dos nossos tempos, da nossa pr\u00f3pria Igreja.<\/p>\n<p>A letra mata, o esp\u00edrito vivifica! As estruturas servem a vida. Tornam-se caducas quando a cerceiam, pior do que isso, quando planeiam a sua destrui\u00e7\u00e3o. E, como as estruturas resultam das pessoas que as pensam e as dirigem, deixar cair estruturas s\u00f3 acontece com a mudan\u00e7a ou a convers\u00e3o das pessoas. <\/p>\n<p>Ser\u00e1, porventura, ocasi\u00e3o de come\u00e7armos a aferir se as pessoas se convertem, ou se se disp\u00f5em a deixar que outros se cheguem \u00e0 frente, para que, na realidade, as estruturas mudem e possa ganhar corpo o surto de vida que desenhe um futuro de optimismo. Pelos vistos &#8211; e dizia-o, por estes dias, algu\u00e9m respons\u00e1vel &#8211; o que entrava as reformas \u00e9 uma cultura entranhada de m\u00e9todos, meios, processos arcaicos\u2026 Ent\u00e3o, vamos a conduzir aos arquivos da mem\u00f3ria o que j\u00e1 foi, para darmos lugar ao que \u00e9 e ao que poder\u00e1 ser, em busca, de uma vez por todas, de radiosas manh\u00e3s!<\/p>\n<p>A P\u00e1scoa, que se aproxima, \u00e9 for\u00e7a incont\u00edvel de vida nova: \u201cAs coisas antigas passaram\u201d. No mist\u00e9rio da uni\u00e3o pessoal com a nossa humanidade, a divindade de Jesus Cristo tornou impar\u00e1vel o fluxo de renova\u00e7\u00e3o permanente. A aliciante do discipulado \u00e9, precisamente, a tens\u00e3o constante para a novidade, at\u00e9 \u00e0 sua consuma\u00e7\u00e3o nos \u201cnovos c\u00e9us e nova terra\u201d. Conscientes, todavia, de que essa novidade passa pela constante descida do gr\u00e3o de trigo \u00e0 terra, para morrer, como condi\u00e7\u00e3o de fruto novo! Ai, se n\u00f3s o aprend\u00eassemos a s\u00e9rio, a sementeira de esperan\u00e7a tornar-se-ia colheita permanente de alegria e optimismo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Abre-se o azul do c\u00e9u em ab\u00f3bada fascinante. O sol da vida esconjura o frio do Inverno. A terra m\u00e3e oferta, amorosamente, o suco que guarda no seu seio \u00e0s ra\u00edzes sedentas de humidade. E a paisagem come\u00e7a a revestir-se de cores, na policromia das folhas, na variedade das flores. 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