{"id":9400,"date":"2007-03-22T10:18:00","date_gmt":"2007-03-22T10:18:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=9400"},"modified":"2007-03-22T10:18:00","modified_gmt":"2007-03-22T10:18:00","slug":"porque-nao-aceita-a-igreja-que-os-divorciados-facam-um-novo-casamento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/porque-nao-aceita-a-igreja-que-os-divorciados-facam-um-novo-casamento\/","title":{"rendered":"Porque n\u00e3o aceita a Igreja que os divorciados fa\u00e7am um novo casamento?"},"content":{"rendered":"<p>Catequese quaresmal <!--more--> Banaliza\u00e7\u00e3o do div\u00f3rcio. \u201cO n\u00famero crescente de div\u00f3rcios constitui mesmo uma situa\u00e7\u00e3o preocupante para a Igreja. No entanto, a Igreja, n\u00e3o fechando os olhos a este fen\u00f3meno, continua a defender que o casamento, uma vez realizado, \u00e9 tido como v\u00e1lido e, por isso, indissol\u00favel. O div\u00f3rcio banalizou-se e, por isso, n\u00e3o falta quem pense e diga que a Igreja est\u00e1 a ser intransigente perante este facto que toca a vida de tanta gente\u201d. A estas frases proclamadas e entregues por escrito aos participantes da catequese quaresmal, D. Ant\u00f3nio Marcelino acrescentou que \u201cn\u00e3o \u00e9 por casmurrice ou teimosia\u201d que a Igreja impede um segundo casamento cat\u00f3lico. Mas afirmou igualmente que alguns casamentos s\u00e3o declarados nulos, permitindo que as pessoas possam refazer as suas vidas no contexto eclesial. \u201cIsto acontece com maior frequ\u00eancia do que se pode pensar\u201d, disse, sublinhando que a Igreja \u201cdeclara nulos\u201d, mas n\u00e3o tem poder para \u201canular\u201d. A distin\u00e7\u00e3o \u00e9 importante. \u201cAnular\u201d seria desfazer algo que estava feito. \u201cDeclarar nulo\u201d \u00e9 reconhecer que, por algum motivo, o casamento, verdadeiramente, nunca chegou a acontecer.<\/p>\n<p>As causas. Onde radica, afinal, as raz\u00f5es da Igreja para a sua convic\u00e7\u00e3o? \u201cAs causas do div\u00f3rcio s\u00e3o muitas: a longevidade da vida humana pode assustar quem vai assumir o compromisso; \u00e9 maior o factor da mobilidade, provocando instabilidade; a mulher adquiriu um novo estatuto social; as pessoas divorciadas conhecidas, principalmente os modelos televisivos, influenciam; h\u00e1 mais imaturidade e \u2018imprepara\u00e7\u00e3o\u2019 para o casamento&#8230;\u201d Ora, \u201ca Igreja n\u00e3o \u00e9 insens\u00edvel a estas situa\u00e7\u00f5es, mas apoia-se numa convic\u00e7\u00e3o inabal\u00e1vel que \u00e9 o projecto de Deus, a convic\u00e7\u00e3o de que o amor \u00e9 mais forte do que a morte e de que um casamento \u00fanico e definitivo \u00e9 a melhor tradu\u00e7\u00e3o do amor feito alian\u00e7a\u201d.<\/p>\n<p>Defesa do essencial. \u201cN\u00e3o falta quem pense que a Igreja rejeita os divorciados recasados, e estes  consideram-se marcados pela exclus\u00e3o, uma vez que n\u00e3o se lhes permite um segundo casamento religioso e por lhes estar vedado o acesso \u00e0 comunh\u00e3o eucar\u00edstica. Esta segunda situa\u00e7\u00e3o \u00e9 de mais dif\u00edcil compreens\u00e3o, mas trata-se apenas da impossibilidade da confiss\u00e3o e, logicamente, da comunh\u00e3o. N\u00e3o se trata nem de castigo, nem de ju\u00edzo da op\u00e7\u00e3o tomada, mas de defesa da indissolubilidade e de ju\u00edzo de uma situa\u00e7\u00e3o de facto, contr\u00e1ria ao casamento e \u00e0 sua dignidade. A severidade da Igreja, se assim se quiser considerar, \u00e9 defesa do matrim\u00f3nio e da fam\u00edlia, como bens fundamentais\u201d. \u201cA Igreja n\u00e3o pode saltar por cima do essencial. E ainda bem que tem convic\u00e7\u00f5es! Hoje, j\u00e1 quase est\u00e1 sozinha da defesa da vida e da fam\u00edlia est\u00e1vel\u201d, afirma D. Ant\u00f3nio.<\/p>\n<p>Exclu\u00eddos? No entanto, \u201cuma m\u00e3e nunca pode deixar de amar e cuidar dos seus filhos e de todos os baptizados. Mesmo se divorciados recasados, s\u00e3o filhos da Igreja\u201d, afirmou D. Ant\u00f3nio Marcelino. \u201cTodos conhecemos crist\u00e3os nesta situa\u00e7\u00e3o que se esfor\u00e7am por p\u00f4r o Evangelho em pr\u00e1tica no seu dia-a-dia, deitam m\u00e3o de tarefas que fazem parte da sua vida como a educa\u00e7\u00e3o crist\u00e3 dos filhos, a come\u00e7ar pela vontade de que recebam o baptismo. Quantas vezes encontram assim o caminho da ora\u00e7\u00e3o e da esperan\u00e7a do perd\u00e3o a dar e a receber. Igualmente procuram dar o testemunho profissional a que s\u00e3o chamados na vida di\u00e1ria, e realizam tarefas de servi\u00e7os aos outros&#8230;\u201d<\/p>\n<p>Criatividade. D. Ant\u00f3nio Marcelino n\u00e3o exclui que a Igreja venha a mudar a sua pr\u00e1tica nesta quest\u00e3o, principalmente em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 parte do casal que n\u00e3o queria o div\u00f3rcio mas a ele foi for\u00e7ada. Entretanto, h\u00e1 que recuperar de um \u201cd\u00e9fice de ac\u00e7\u00e3o pastoral\u201d para com os divorciados recasados. Para isso, \u00e9 preciso \u201cmuito criatividade\u201d e vencer as resist\u00eancias daqueles que, dentro da Igreja, se comportam como \u201cirm\u00e3os mais velhos do filho pr\u00f3digo\u201d.<\/p>\n<p>Pr\u00f3xima catequese quaresmal, dia 26 de Mar\u00e7o, \u00e0s 21h15, no Sal\u00e3o de S. Domingos. Tema: Tem a fam\u00edlia uma miss\u00e3o a cumprir na Igreja e no mundo, para al\u00e9m daquela que se refere aos filhos e aos av\u00f3s?<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Catequese quaresmal<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[61],"tags":[],"class_list":["post-9400","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-actualidade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9400","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9400"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9400\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9400"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9400"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9400"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}