{"id":9439,"date":"2007-03-28T17:07:00","date_gmt":"2007-03-28T17:07:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=9439"},"modified":"2007-03-28T17:07:00","modified_gmt":"2007-03-28T17:07:00","slug":"paroquia-da-gloria-entra-em-ciclo-de-grandes-obras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/paroquia-da-gloria-entra-em-ciclo-de-grandes-obras\/","title":{"rendered":"Par\u00f3quia da Gl\u00f3ria entra em ciclo de grandes obras"},"content":{"rendered":"<p>A Par\u00f3quia da Gl\u00f3ria vai entrar num ciclo de grandes obras: repara\u00e7\u00f5es no corpo principal da S\u00e9; modifica\u00e7\u00f5es nos espa\u00e7os adjacentes; novo espa\u00e7o celebrativo em Santiago e, a m\u00e9dio prazo, nova igreja. O Correio do Vouga ouviu o Pe Manuel Jo\u00e3o sobre estas obras. Para s\u00e1bado, 31 de Mar\u00e7o, est\u00e1 marcada uma Assembleia paroquial. Ser\u00e1 \u00e0s 15h, no Sal\u00e3o das Florinhas do Vouga. O p\u00e1roco da Gl\u00f3ria quer ouvir as opini\u00f5es dos seus paroquianos.<\/p>\n<p>CV &#8211; Em que v\u00e3o consistir as obras na S\u00e9?<\/p>\n<p>Padre Manuel Jo\u00e3o &#8211; A obra mais vis\u00edvel acontece no edif\u00edcio da S\u00e9, que apresenta algumas defici\u00eancias graves ao n\u00edvel das coberturas. Por causa disso, degrada-se o espa\u00e7o interior. Entra \u00e1gua quando chove, entram humidades, h\u00e1 v\u00e1rias car\u00eancias graves.<\/p>\n<p>Numa primeira fase, queremos refazer os telhados, renovar as paredes exteriores e interiores, ampliar a sacristia e, ainda no espa\u00e7o da S\u00e9, criar uma sala onde ser\u00e3o expostas pe\u00e7as que s\u00e3o propriedade da par\u00f3quia.<\/p>\n<p>Ser\u00e1 uma sala-museu?<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 propriamente um espa\u00e7o museol\u00f3gico, porque as salas poder\u00e3o ser utilizadas para encontros e reuni\u00f5es. A S\u00e9 tem objectos de prata \u2013  cruzes, candelabros, tocheiros \u2013 , e paramentaria diversa. N\u00e3o sendo de valor patrimonial muito elevado, tem em grande quantidade. Mais que n\u00e3o seja, esse material devia estar acomodado de forma adequada, para melhor preserva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>E quanto \u00e0 sacristia?<\/p>\n<p>O projecto da sacristia est\u00e1 a ser feito por uma arquitecta da c\u00e2mara. O que se pretende \u00e9, na continuidade da sacristia actual (do lado esquerdo, para quem entra na S\u00e9) expandir para mais duas salas que ficam por baixo das salas da catequese. Desaparece uma sala de arrumos, surgem duas casas de banho, altera-se a escada. Ficaremos com um espa\u00e7o maior que poder\u00e1 servir com mais dignidade e privacidade para as celebra\u00e7\u00f5es com mais padres.<\/p>\n<p>Os estudos est\u00e3o todos feitos?<\/p>\n<p>H\u00e1 um caminho iniciado. A C\u00e2mara Municipal de Aveiro (CMA) est\u00e1 a apoiar-nos desde h\u00e1 anos. O caderno de encargos relativo \u00e0 nave central est\u00e1 praticamente conclu\u00eddo. Mas ainda temos uma grande incerteza. Ainda n\u00e3o fomos ao telhado. Espero que ainda esta semana [semana passada] a CMA decida a implanta\u00e7\u00e3o de uma plataforma fixa para aceder ao telhado em seguran\u00e7a, para que os engenheiros verifiquem as condi\u00e7\u00f5es do madeiramento interior e do pr\u00f3prio tecto da igreja. Suspeita-se que o tecto possa estar suspenso do madeiramento, pelo que pode haver necessidade de retirar o tecto \u2013 o que n\u00e3o est\u00e1 inclu\u00eddo neste caderno de encargos.<\/p>\n<p>\u00c9 poss\u00edvel avan\u00e7ar n\u00fameros quanto aos custos?<\/p>\n<p>O or\u00e7amento, ainda prec\u00e1rio, ronda os 400 mil euros: telhados, pinturas e reboco, sem incluir a interven\u00e7\u00e3o na sacristia e na sala. Esse projecto ainda n\u00e3o est\u00e1 conclu\u00eddo.<\/p>\n<p>Quando prev\u00ea que comecem as obras?<\/p>\n<p>Imaginamos que dentro de dois ou tr\u00eas meses a obra esteja a funcionar em pleno, para que nos meses de Ver\u00e3o seja poss\u00edvel resolver o problema do telhado, ficando para depois a parte das paredes e as pinturas. Prevemos um tempo de obra de seis meses.<\/p>\n<p>A par\u00f3quia est\u00e1 preparada para suport\u00e1-las financeiramente?<\/p>\n<p>Ao longo destes anos, sempre se trabalhou numa linha de angariar fundos. Havia um ofert\u00f3rio mensal (primeiro domingo) para esse fim. Temos algum dinheiro em banco. Penso que ir\u00e1 aos 40 ou 50 por cento do or\u00e7amento actual. Cabe-nos agora conseguir completar a outra parte. No dia 31, na assembleia paroquial, vamos procurar com as pessoas algumas maneiras de angariar fundos. Algumas j\u00e1 foram testadas com \u00eaxito.<\/p>\n<p>Quais?<\/p>\n<p>No passado, houve pessoas que emprestaram dinheiro \u00e0 par\u00f3quia, a n\u00edvel pessoal, sem juros. Depois iam recebendo atrav\u00e9s de um sorteio, creio que mensal. E houve quem acabasse por prescindir da devolu\u00e7\u00e3o dos empr\u00e9stimos. Foi uma muito boa ajuda. Suponho que na altura da constru\u00e7\u00e3o da resid\u00eancia paroquial isso aconteceu.<\/p>\n<p>Da parte da CMA sugeriram-nos programas de equipamentos ao quais pud\u00e9ssemos concorrer. Verificadas as situa\u00e7\u00f5es, para os valores em causa, era necess\u00e1rio um concurso p\u00fablico, e demoraria 2 ou 3 anos at\u00e9 ser aprovado, n\u00e3o podendo a obra come\u00e7ar antes da aprova\u00e7\u00e3o. Ora, n\u00f3s n\u00e3o podemos esperar tanto tempo. Entretanto, estamos a ver candidaturas a subprogramas, reduzindo a obra a parcelas simples.<\/p>\n<p>Durante as obras, continua a haver celebra\u00e7\u00f5es na S\u00e9?<\/p>\n<p>Estamos a prever que sim. Os engenheiros dizem-nos que, com as protec\u00e7\u00f5es convenientes, durante a interven\u00e7\u00e3o no telhado, podemos usar a S\u00e9 normalmente. A interven\u00e7\u00e3o no interior dificultar\u00e1 alguma coisa, mas trabalhar\u00e3o com colunas laterais e plataformas superiores, pelo que a nave ficar\u00e1 livre, ainda que com algumas restri\u00e7\u00f5es debaixo dos andaimes. Na zona da nave nova ou na zona do altar, pode haver mais dificuldade, mas dizem-nos que haver\u00e1 espa\u00e7o para a celebra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Mas h\u00e1 alternativas\u2026<\/p>\n<p>Penso que n\u00e3o ser\u00e1 necess\u00e1rio para o domingo. Nas missas \u00e0 semana, at\u00e9 para dar mais liberdade aos trabalhadores, temos a igreja das Carmelitas. O Sal\u00e3o das Florinhas \u00e9 outra alternativa.<\/p>\n<p>Apesar de tudo, estas obras n\u00e3o excluem interven\u00e7\u00f5es<\/p>\n<p>posteriores\u2026<\/p>\n<p>Mais para a frente, pensamentos em recuperar a talha, refazer o pavimento e verificar quest\u00f5es de arquitectura ao n\u00edvel da nave nova. Na semana da sa\u00edda do jornal, vamos a Coimbra, eu, o presidente da CMA e duas pessoas do Gabinete Financeiro, conversar com o IPPAR a fim de obtermos apoio t\u00e9cnico e financiamento para essa segunda fase.<\/p>\n<p>As obras da S\u00e9, bem como as de Santiago, v\u00e3o estar em foco na assembleia do pr\u00f3ximo s\u00e1bado&#8230;<\/p>\n<p>Os projectos v\u00e3o ser apresentados, para que toda a par\u00f3quia se sinta envolvida. Teremos connosco o eng. Adelino, da CMA, para responder a quest\u00f5es mais t\u00e9cnicas. Somos uma par\u00f3quia \u00fanica, n\u00e3o v\u00e1rias. Sendo uma par\u00f3quia de cidade \u2013 e n\u00e3o podendo isto ser desculpa \u2013, sinto que as pessoas est\u00e3o um bocadinho alheias a isto. Vamos apresentar os projectos, ouvir as sugest\u00f5es das pessoas, aceitar o empenhamento e as ideias para angariar fundos\u2026<\/p>\n<p>Tem expectativas quanto \u00e0 participa\u00e7\u00e3o dos seus paroquianos na assembleia?<\/p>\n<p>S\u00f3 pelo convite geral, acredito n\u00e3o venha muita gente. Espero \u00e9 que os que est\u00e3o mais envolvidos nisto \u2013 o conselho econ\u00f3mico e as pessoas que mais sensibilizadas \u2013  convidem outras pessoas. \u00c9 uma assembleia para paroquianos, mas todos t\u00eam lugar: Pessoas da sociedade aveirense que queriam ajudar e dar a sua opini\u00e3o s\u00e3o bem vindas, tal como associa\u00e7\u00f5es culturais que possam oferecer um espect\u00e1culo para as obras da S\u00e9.<\/p>\n<p>Bairro de Santiago ter\u00e1 em breve novo espa\u00e7o celebrativo<\/p>\n<p>A Casa de Acolhimento Paroquial, onde desde h\u00e1 duas d\u00e9cadas se celebra a Eucaristia, ao s\u00e1bado, ser\u00e1 substitu\u00edda at\u00e9 ao final de 2007 por um \u201cespa\u00e7o provis\u00f3rio\u201d com mais lugares e outras funcionalidades.<\/p>\n<p>CV &#8211; N\u00e3o ser\u00e1, ainda, a Igreja de Santiago, mas sim um \u201cespa\u00e7o provis\u00f3rio\u201d. Porqu\u00ea?<\/p>\n<p>Padre Manuel Jo\u00e3o &#8211; O nome \u201cespa\u00e7o provis\u00f3rio\u201d pode n\u00e3o ser muito simp\u00e1tico, mas n\u00e3o gostava que cri\u00e1ssemos ra\u00edzes ali. \u201cTemos um espa\u00e7o melhorzinho, com dignidade, j\u00e1 chega\u201d \u2013 espero que n\u00e3o pensemos desse modo. Ali\u00e1s, o compromisso da permuta do terreno \u00e9 para a constru\u00e7\u00e3o da igreja. <\/p>\n<p>Como vai ser essa igreja?<\/p>\n<p>H\u00e1 tr\u00eas perspectivas: ou uma igreja para resolver os problemas do Bairro, com 300 lugres sentados; ou para resolver os problemas dos bairros adjacentes, com mais funcionalidades&#8230;<\/p>\n<p>&#8230; Uma nova par\u00f3quia?<\/p>\n<p>N\u00e3o. Isso nunca! Est\u00e1 fora de hip\u00f3tese. N\u00e3o estamos em tempo de criar par\u00f3quias \u2013 n\u00e3o s\u00e3o palavras minhas, s\u00e3o palavras do Sr. Bispo. Estamos em tempo de juntar pessoas e congregar pessoas na mesma comunidade.<\/p>\n<p>E a terceira hip\u00f3tese?<\/p>\n<p>A terceira hip\u00f3tese \u00e9 a cria\u00e7\u00e3o de um espa\u00e7o amplo para grandes celebra\u00e7\u00f5es. H\u00e1 celebra\u00e7\u00f5es em que a S\u00e9, que \u00e9 a maior igreja da cidade, n\u00e3o comporta todas as pessoas. Temos que pensar tudo isso. Nesse sentido \u00e9 que digo que \u00e9 um espa\u00e7o provis\u00f3rio. O futuro tem de ser bem pensado, para que n\u00e3o percamos a oportunidade. Neste momento, o que temos s\u00e3o os 3000 metros quadrados, entre os Bombeiros Velhos e o Lar das Irm\u00e3s Dominicanas (contrapartida da ced\u00eancia de terrenos da Diocese na zona do Semin\u00e1rio de Aveiro).<\/p>\n<p>Entretanto, Santiago ter\u00e1 um novo espa\u00e7o\u2026<\/p>\n<p>Sim, naquilo que foi uma pizzaria. Vamos deitar abaixo uma parede e o balc\u00e3o, erguer uma parede na parte que antes era envidra\u00e7ada e modificar a entrada.<\/p>\n<p>Quando come\u00e7am as obras?<\/p>\n<p>Muito em breve. Em Novembro passado reunimos com as pessoas e come\u00e7amos por limpar o espa\u00e7o degradado. Todos os vidros tinham sido partidos. Vendemos o alum\u00ednio, que rendeu 50 euros, e j\u00e1 celebramos l\u00e1 em Novembro o anivers\u00e1rio da primeira Eucaristia no Bairro. Entretanto, um empreiteiro prontificou-se a fazer as demoli\u00e7\u00f5es. Depois s\u00e3o constru\u00eddas as paredes exteriores. Vamos faseando, de modo a que as pessoas se empenhem nisso.<\/p>\n<p>O trabalho ser\u00e1 quase todo volunt\u00e1rio\u2026<\/p>\n<p>Sim. H\u00e1 uma aposta no trabalho volunt\u00e1rio, para construir comunidade e dar \u00e0s pessoas confian\u00e7a. Desejamos que venham e se juntem. Todos podem colabo-rar, nem que seja s\u00f3 com um tijolo. Ali\u00e1s, iremos fazer uma \u201ccampanha do tijolo\u201d. Vamos pedir \u00e0s pessoas que d\u00eaem dinheiro para um tijolo ou um metro de tijolo. Esse projecto j\u00e1 foi apresentado \u00e0s pessoas que estavam na Eucaristia. Abra\u00e7aram a ideia. O importante \u00e9 que todos digam: \u201cEu dei um bocadinho para esta igreja\u201d, que se responsabilizem pelo espa\u00e7o e cuidem dele. H\u00e1 uma comiss\u00e3o que ainda n\u00e3o foi oficialmente constitu\u00edda, mas s\u00ea-lo-\u00e1 em breve.<\/p>\n<p>H\u00e1 dinheiro para esta obra?<\/p>\n<p>Isto ser\u00e1 feito por administra\u00e7\u00e3o directa. Naturalmente, a par\u00f3quia ir\u00e1 suprindo alguma necessidade. Para j\u00e1, al\u00e9m do dinheiro do alum\u00ednio, uma fam\u00edlia ofereceu o subs\u00eddio de Natal, 730 euros, um grupo cantou os Reis, e assumimos que os ofert\u00f3rios das missas ao s\u00e1bado, excepto o da participa\u00e7\u00e3o na par\u00f3quia, s\u00e3o para esse fim. Os ofert\u00f3rios dispararam 200%. Neste momento teremos uns 1800 euros, s\u00f3 com a participa\u00e7\u00e3o das pessoas do Bairro.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Par\u00f3quia da Gl\u00f3ria vai entrar num ciclo de grandes obras: repara\u00e7\u00f5es no corpo principal da S\u00e9; modifica\u00e7\u00f5es nos espa\u00e7os adjacentes; novo espa\u00e7o celebrativo em Santiago e, a m\u00e9dio prazo, nova igreja. O Correio do Vouga ouviu o Pe Manuel Jo\u00e3o sobre estas obras. Para s\u00e1bado, 31 de Mar\u00e7o, est\u00e1 marcada uma Assembleia paroquial. Ser\u00e1 [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[57],"tags":[],"class_list":["post-9439","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-entrevista"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9439","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9439"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9439\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9439"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9439"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9439"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}